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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ENRIQUE TRIGUEROS – Abade de San Isidro de Dueñas fala sobre o Irmão Rafael / Abade de San Isidro habla del Hermano Rafael – Parte I




PARTE I

D.ENRIQUE TRIGUEROS – Abade do Mosteiro San Isidro fala sobre o Irmão Rafael


«O Irmão Rafael contribuiu com uma literatura espiritual surpreendente»

Enrique Trigueros é o Abade de San Isidro de Dueñas, que acolhe uns quarenta religiosos cistercienses na canonização de um de seus irmãos. Nascido acidentalmente em Barcelona há 68 anos, sua família procede de Antequera (Málaga). Aos 23 anos, abandonou os estudos de Engenharia Industrial para ingressar no Mosteiro de San Isidro de Dueñas. Foi eleito Abade em 2 de março de 2000.

-Que significa para o Mosteiro a canonização de Rafael?

-No plano espiritual é uma grande alegria para nós ver que um irmão de nossa comunidade chegou a este grau de santidade vivendo a nossa vida. É um incentivo para os que estamos aqui pensar que o ideal cisterciense que o Irmão Rafael soube encarnar até a santidade também é possível para todos nós. É um estímulo e um incentivo porque se ele chegou, também nós deveríamos chegar. Manter-nos neste desejo de fidelidade a nossa vocação, como o fez Rafael, para todos nós tem que ser sempre um estímulo. Ainda que, por outro lado, a canonização supõe bastante complicação à vida ordinária da comunidade, porque são muitos os preparativos a se fazer, mas se faz com alegria e expectativa por esse momento tão importante para nossa comunidade.

-Como definiria a São Rafael?

-Muitos escritos têm sido publicados, livros e biografias. Cada um apresenta Rafael desde uma perspectiva diferente. Alguns sempre lhe vêem unido inseparavelmente à enfermidade e à cruz como suas companheiras inseparáveis até a morte. A mim, agrada-me ver Rafael como um rapaz jovem que sente um chamado fortíssimo por parte de Deus para realizar a vocação religiosa, neste caso a vocação monástica, e em um mosteiro determinado, que é San Isidro, que conhece e lhe faz sonhar. O chamado de Deus lhe muda a vida e todas as suas ilusões e esperanças. Com uma fidelidade até a morte segue, persegue e consegue realizar a vocação a que se sente chamado. Para uma sociedade como a que estamos agora, em que tudo é tão relativo e os compromissos estáveis não se dão com tanta frequência, esta fidelidade à vocação é para mim importantíssima.

-Por que se celebrará São Rafael Arnáiz em 27 de abril?

-Embora tenha morrido em 26 de abril, há um certo conflito, sobretudo na Espanha, com São Isidoro de Sevilla, que é uma festa que se celebra em todo o país, e por isso no calendário da Igreja se celebrará em 27 de abril.

-Ao Irmão Rafael se conhece por seus escritos. O que acrescentam?

-Aqui no Mosteiro se lhe conhece também por sua vida. Seu testemunho de vida foi claro. O Padre Teófilo Sandoval, que foi seu confessor, desde o primeiro momento estava convencido de que o Irmão Rafael era uma alma escolhida por Deus, e por isso fez tudo o que pôde para recolher os seus escritos e para dar a conhecer a sua figura. Mas também não resta dúvidas de que a recopilação de suas cartas e os cadernos com suas meditações nos deram toda uma literatura espiritual que realmente é surpreendente, pela sensibilidade que têm para as coisas de Deus, por ele viver em profundidade sua vocação e o desprendimento a que Deus o vai levando de suas ilusões e de suas esperanças -vamos dizer mais humanas que divinas- até que vai desprendendo-se de tudo e fica com o 'Só Deus', que ao final é o que vai identificar toda a espiritualidade do Irmão Rafael.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


EN ESPAÑOL:


PARTE I

D.ENRIQUE TRIGUEROS – Abade del Monasterio San Isidro habla del Hermano Rafael


«El Hermano Rafael aportó una literatura espiritual sorprendente»


D. Enrique Trigueros es el Abad de San Isidro de Dueñas, que acoge a unos cuarenta religiosos cistercienses en la canonización de uno de sus hermanos. Nacido accidentalmente en Barcelona hace 68 años, su familia procede de Antequera (Málaga). A los 23 años, abandonó los estudios de Ingeniería Industrial para ingresar en el Monasterio de San Isidro de Dueñas. Fue elegido Abad el 2 de marzo del 2000.

-¿Qué significa para el Monasterio la canonización de Rafael?

-En el plano espiritual es una alegría grande para nosotros ver que un hermano de nuestra comunidad ha llegado a este grado de santidad viviendo nuestra vida. Es un aliciente para los que estamos aquí pensando que el ideal cisterciense que supo encarnar hasta la santidad el beato Rafael también es posible para todos nosotros. Es un estímulo y un acicate, porque si él ha llegado, también nosotros deberíamos llegar. Mantenernos en este deseo de fidelidad a nuestra vocación como lo hizo Rafael para todos nosotros tiene que ser siempre un estímulo. Aunque, por otra parte, la canonización está suponiendo bastante complicación a la vida ordinaria de la comunidad, porque han sido muchos los preparativos que ha habido que hacer, pero se hace con alegría e ilusión por el momento tan importante que supone para nuestra comunidad.

-¿Cómo definiría a San Rafael?

-Se han publicado muchos escritos, libros y biografías. Cada uno presenta a Rafael desde una perspectiva diferente. Algunos siempre le ven unido inseparablemente a la enfermedad y a la cruz como algo que han sido sus compañeras inseparables hasta la muerte. A mi me gusta ver a Rafael como un muchacho joven que siente una llamada fortísima por parte de Dios para realizar la vocación religiosa, en este caso la vocación monástica, y en un monasterio concreto, que es San Isidro, que conoce y le ilusiona. La llamada de Dios le cambia su vida y todas sus ilusiones y esperanzas. Con una fidelidad hasta la muerte sigue, persigue y consigue realizar la vocación a la que se siente llamado. Para una sociedad como en la que estamos ahora, en la que todo es tan relativo y los compromisos estables no se dan con tanta frecuencia, esta fidelidad a la vocación es para mi importantísima.

-¿Por qué se celebrará San Rafael Arnáiz el 27 de abril?

-Aunque murió el 26 de abril, hay cierto conflicto, sobre todo en España, con San Isidoro de Sevilla, que es una fiesta que se celebra en todo el país, por lo que en el calendario de la Iglesia se celebrará el 27 de abril.

-Al Hermano Rafael se le conoce por sus escritos. ¿Qué aportan?

-Aquí en el Monasterio se le conoce también por su vida. Su testimonio de vida fue claro. El Padre Teófilo Sandoval, que fue su confesor, desde el primer momento estuvo convencido de que el Hermano Rafael era un alma escogida por Dios, por lo que hizo todo lo que pudo por recoger sus escritos y por dar a conocer su figura. Pero también no cabe duda de que la recopilación de sus cartas y los cuadernos con sus meditaciones nos han dado toda una literatura espiritual que realmente es sorprendente, por la sensibilidad que tiene para las cosas de Dios, por cómo él vive en profundidad su vocación y el desprendimiento que Dios le va haciendo de sus ilusiones y de sus esperanzas -vamos a decir más humanas que divinas- hasta que van desprendiéndose de todo y quedarse con el 'Solo Dios', que al final es lo que va a identificar toda la espiritualidad del Hermano Rafael.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


ENRIQUE TRIGUEROS – Abade de San Isidro de Dueñas fala sobre o Irmão Rafael / Abade de San Isidro habla del Hermano Rafael – Parte II




PARTE II


D.ENRIQUE TRIGUEROS – Abade do Mosteiro San Isidro fala sobre o Irmão Rafael

«O Irmão Rafael contribuiu com uma literatura espiritual surpreendente»


-Como pintor que também foi, o que representava em seus quadros?

-Como foi estudante de Arquitetura, tinha uma grande facilidade para o desenho, e sobretudo para as aquarelas. Sua obra pictórica foi um pouco mais ampla, com paisagens de quando ia veranear em Santillana com a família e de Villasandino. De sua obra religiosa, destaca-se a sua meditação através dela. Ele escreveu que sua oração havia estado na ponta de seu lápis porque havia desenhado o Rosto de Cristo, por isso tem vários rostos de Cristo ou de São Bernardo. Há uma parte de seus desenhos nos quais quer transmitir a transcendência de Deus, às vezes a pequenez do monge, mas sempre essa abertura do monge até Deus em uma visão direta. Também tem muitos desenhos a lápis com monges, hábitos ou a luz de Deus ao fundo.

-O que atraiu o Irmão Rafael ao Mosteiro de Dueñas?

-Foi seu tio, o Duque de Maqueda, que insistiu com ele para que viesse ao Mosteiro porque notava nele uma grande inclinação para a oração e para uma vida religiosa não tanto do tipo apostólica, mas contemplativa. Rafael, depois de visitar o Mosteiro, escreveu a seu tio dizendo que pensava que sabia rezar, mas que quando ouviu aos monges rezando, se deu conta de que não sabia. Depois de sua primeira visita ao Mosteiro, fica tudo lhe fica mexido por dentro e desde esse momento tem a convicção clara de que sua vocação para este Mosteiro, já começando a planejar tudo. Fala primeiro com seu tio, deixa os estudos, comunica à família e seu pai já o traz ao Mosteiro. A experiência que teve do Mosteiro quando veio pela primeira vez foi decisiva, já vendo claramente a vontade de Deus e o que Deus queria para ele. Então, deixa tudo e ingressa em nosso Mosteiro.

-Em que vai mudar a vida do Mosteiro depois da canonização?

-Não sou profeta, não posso prever, mas cada vez mais o culto a nosso santo vai aumentando. Por causa da canonização estão sendo vendidas mais as suas obras e foi publicada uma nova biografia. Se vê que existe um desejo grande de conhecer melhor a sua figura. Após a canonização não vão parar de vir fiéis ao Mosteiro rezar, visitar seu túmulo e conhecê-lo através de seus escritos.

-Vão restabelecer a exposição dos quadros e objetos pessoais de Rafael que se mostravam na hospedaria e que a base das obras tiveram que retirar?

-Essa exposição estava muito desorganizada. Há que se organizar uma exposição mais ordenada, mais estruturada e mais agradável para a visitação. Para isso é necessário um espaço grande e aí é onde estamos. No momento, a Diputación de Palencia vai nos ajudar a fazer uma exposição para depois da canonização, que durará uns seis meses. Será habilitada uma parte do claustro, e ali se vai expor sua obra escrita e artística, assim como algumas das imagens que se tem criado ultimamente do Irmão Rafael. Queremos que esta mostra seja aberta antes que termine este ano de 2009. Estes dias há uma exposição sobre o Irmão Rafael , através da família Arnáiz, junto com a Escola de Arquitetura de Madrid e a sede das Jornadas Mundiais da Juventude, na Paróquia de San Juan de la Cruz, que está muito bem elaborada. Os painéis que foram elaborados ali serão cedidos para nossa exposição.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


EN ESPAÑOL:


PARTE II

D. ENRIQUE TRIGUEROS – Abade del Monasterio San Isidro habla del Hermano Rafael

«El Hermano Rafael aportó una literatura espiritual sorprendente»


-¿Cómo pintor que también fue, qué reflejaba en sus cuadros?

-Como fue estudiante de Arquitectura, tenía una facilidad grande para el dibujo, y sobre todo para las acuarelas. Su obra pictórica fue un poco más amplia, tiene paisajes de cuando iba a veranear a Santillana con la familia, y de Villasandino. De su obra religiosa, destaca su meditación a través de ellos. Él escribió que su oración había estado en la punta de su lápiz porque había dibujado el Rostro de Cristo, por eso tiene varios rostros de Cristo o de San Bernardo. Hay una parte de sus dibujos en los que quiere transmitir la trascendencia de Dios, a veces la pequeñez del monje, pero siempre esa apertura del monje hacia Dios en una visión directa. También tiene muchos dibujos a lápiz con monjes, la cogulla o la luz de Dios al fondo.

-¿Qué le atrajo al hermano Rafael del Monasterio de Dueñas?

-Fue su tío, el Duque de Maqueda, el que le insistió para que viniera al Monasterio, porque notaba en él una gran inclinación a la oración y a una vida religiosa no tanto de tipo apostólico, sino contemplativo. Rafael, después de visitar el Monasterio, escribió a su tío diciendo que pensaba que sabía rezar, pero que cuando oyó a los monjes rezar, se dio cuenta de que no sabía. Tras su primera visita al Monasterio, se le mueve todo por dentro, y desde ese momento tiene la convicción clara de su vocación a este Monasterio, y ya empezó a fraguarlo todo. Habla primero con su tío, deja los estudios, se lo comunica a la familia y su padre ya le trae al Monasterio. La experiencia que tiene del Monasterio cuando vino por primera vez fue decisiva, ya vio clara la voluntad de Dios y lo que Dios quería para él. Entonces lo deja todo e ingresa en nuestro Monasterio.

-¿En qué va a cambiar la vida del monasterio después de la canonización?

-Yo no soy profeta, no lo puedo predecir, pero cada vez el culto a nuestro santo se va acrecentando. Con motivo de la canonización se han vendido más sus obras y se ha publicado una nueva biografía. Se ve que existe un deseo grande de conocer mejor su figura. Tras la canonización no van a parar de venir fieles al Monasterio a rezar, a visitar su tumba y a conocerle a través de sus escritos.

-¿Se va a recuperar la exposición de los cuadros y objetos personales del beato que se mostraban en la hospedería y que a raíz de las obras se tuvieron que retirar?

-Esa exposición estaba muy hacinada. Hay que organizar una exposición más ordenada, más estructurada y más agradable para la visita. Para eso se necesita un espacio grande, y ahí es donde estamos. De momento, la Diputación de Palencia nos va a ayudar a hacer una exposición para después de la canonización que durará unos seis meses. Se va a habilitar una parte del claustro, y ahí se va exponer su obra escrita y artística, así como algunas de las imágenes que se han creado últimamente del Hermano Rafael. Queremos que se abra esta muestra antes de que termine este año 2009. Estos días hay una exposición sobre el Hermano Rafael , a través de la familia de los Arnáiz, junto con la Escuela de Arquitectura de Madrid y la sede de las Jornadas Mundiales de la Juventud, en la Parroquia de San Juan de la Cruz, que está muy bien elaborada. Los paneles que se han elaborado allí los van a ceder para nuestra exposición.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


domingo, 11 de outubro de 2009

CANONIZAÇÃO BEATO RAFAEL ARNÁIZ – A mensagem de um jovem Trapista





A mensagem de um jovem Trapista


Domingo, 11 de outubro tem lugar, em Roma, uma cerimônia de canonização presidida pelo Papa, na qual serão propostos como modelos aos católicos de todo o mundo 5 novos santos: Zygmunt Szczesny Felinski, Marie de la Croix; Damián de Veuster; Francisco Coll y Guitart e Rafael Arnáiz Barón, mais conhecido como “o Irmão Rafael”.

Neste escrito, vou referir-me somente a este último. Se me permitem uma recordação pessoal, direi que quando tinha só 18 anos li os escritos do “Irmão Rafael” e fiquei profundamente impressionado por seu testemunho de fé. Digamos, para começar, que o Irmão Rafael é um dos autores de escritos espirituais e místicos mais profundos do século passado. Não me parece exagerado dizer que cabe situar sua figura e sua obra na mesma linha de nossos grandes místicos do século XVI, como Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz.

Sua condição de místico está refletida em uma de suas frases: “Quisera ser santo e que não o saiba ninguém”. Santa Teresa de Jesus viveu aquele famoso “só Deus basta”. O Irmão Rafael centrará seu ideal nas palavras: “Só Deus”, expressão de sua vocação mística, testemunho de quem jogou em sua vida uma só carta: só Deus. E esta radicalidade fica expressa em sua escolha: seria monge trapista. É sabido que a Trapa é um ramo da Ordem do Cister que se caracteriza pelo rigor e a grande austeridade da vida monástica.

Rafael Arnáiz não teve precisamente uma vida fácil. Nasceu em 9 de abril de 1911, em Burgos e morreu aos 27 anos, em 26 de abril de 1938, em seu querido Mosteiro de San Isidro de Dueñas, vítima de uma dolorosa enfermidade. Educado em uma família profundamente cristã, Rafael estudou Arquitetura em Madri. Possuía um temperamento artístico notável e era muito aficcionado à fotografia. Mas em sua vida se impôs sobretudo o chamado de Cristo e não duvidou em deixar tudo.

Em 1934 ingressou no Mosteiro Trapista de San Isidro de Dueñas, na Diocese de Palencia, com vontade de consagrar-se a Deus. Mas ali lhe esperava a grande cruz de sua vida. Pouco tempo depois de haver ingressado, contraiu uma diabetes sacarina, que o fez interromper seus estudos e lhe obrigou a sair do Mosteiro por três vezes. Não pôde chegar a ser ordenado sacerdote e quis permanecer na condição de oblato, e por isso é chamado, com toda razão, “o Irmão Rafael”, porque assim assumiu permanecer. Ele queria desaparecer ante o mundo e ser só de Deus.

É conhecida a afirmação do grande teólogo Karl Rahner, segundo a qual os cristãos do futuro ou serão místicos ou não serão nada. A condição de místico está radicada sobretudo em uma experiência íntima, profunda e sumamente autêntica do Mistério de Deus e de seu amor, que é sua natureza mais íntima e que, de tão pleno, flui até todas as
criaturas. Os místicos são as grandes testemunhas da fé.

João Paulo II propôs a este jovem monge trapista como modelo de vida cristã aos jovens na Jornada Mundial da Juventude, de Santiago de Compostela (1989). Já se pensa em propor também sua vida e seu testemunho com motivo da próxima Jornada Mundial da Juventude de Madri (2011). E me parece que lhe podemos recomendar já os frutos do X Aplec de l’Esperit, organizado pela juventude cristã das Dioceses catalãs e que celebraremos pela primeira vez em nossa cidade de Terrassa, em 22 de maio de 2010.


+D.Josep Àngel Saiz Meneses - Bispo de Terrassa
Revistaecclesia


En español:


El mensaje de un joven trapense


El domingo 11 de octubre tendrá lugar, en Roma, una ceremonia de canonización presidida por el Papa en la que serán propuestos como modelos a los católicos de todo el mundo 5 nuevos santos: Zygmunt Szczesny Felinski, Marie de la Croix; Damián de Veuster; Francisco Coll y Guitart y Rafael Arnáiz Barón, más conocido como “el Hermano Rafael.

En este escrito me voy a referir sólo a éste último. Si se me permite un recuerdo personal diré que cuando tenía sólo 18 años leí los escritos del “Hermano Rafael” y quedé profundamente impresionado por su testimonio de fe. Digamos, de entrada, que el Hermano Rafael es uno de los autores de escritos espirituales y místicos más profundo del pasado siglo. No me parece exagerado decir que cabe situar su figura y su obra en la línea de nuestros grandes místicos del siglo XVI, como Santa Teresa de Jesús y San Juan de la Cruz.

Su condición de místico queda reflejada en una de sus frases: “Quisiera ser santo y que no lo supiera nadie”. Santa Teresa de Jesús vivió aquel famoso “sólo Dios basta”. El Hermano Rafael centrará su ideal en las palabras: “Sólo Dios”, expresión de su vocación mística, testimonio de quien ha jugado su vida a una sola carta: sólo Dios. Y esta radicalidad quedó expresada en su elección: sería monje trapense. Es sabido que la Trapa es una rama de la Orden del Císter que se caracteriza por el rigor y la gran austeridad de la vida monástica.

Rafael Arnáiz no tuvo precisamente una vida fácil. Nació el 9 de abril de 1911 en Burgos y murió a los 27 años, el 26 de abril de 1938 en su querido Monasterio de San Isidro de Dueñas, víctima de una dolorosa enfermedad. Educado en una familia profundamente cristiana, Rafael estudió Arquitectura en Madrid. Tenía un temperamento artístico notable y era muy aficionado a la fotografía. Pero en su vida se impuso sobre todo la llamada de Cristo y no dudó en dejarlo todo.

En 1934 ingresó en el monasterio trapense de San Isidro de Dueñas, en la diócesis de Palencia, con ánimo de consagrarse a Dios. Pero allí le esperaba la gran cruz de su vida. Al poco tiempo de haber ingresado contrajo una diabetes sacarina, lo que interrumpió sus estudios y le obligó a salir del Monasterio por tres veces. No pudo llegar a ser ordenado sacerdote y quiso quedarse en la condición de hermano, por esto es llamado con toda razón “el Hermano Rafael”, porque asumió quedarse en la condición de lego. Él quería desaparecer ante el mundo y ser sólo para Dios.

Es conocida la afirmación del gran teólogo Karl Rahner según la cual los cristianos del futuro o serán místicos o no serán. La condición de místico radica sobre todo en una experiencia íntima, profunda y sumamente auténtica del misterio de Dios y de su amor, que es su naturaleza más íntima y que, de tan pleno, fluye hacia todas las criaturas. Los místicos son los grandes testigos de la fe. Juan Pablo II propuso a este joven monje trapense como modelo de vida cristiana a los jóvenes en la Jornada Mundial de la Juventud, de Santiago de Compostela (1989). Ya se piensa en proponer también su vida y su testimonio con motivo de la próxima Jornada Mundial de la Juventud de Madrid (2011). Y me parece que le podemos encomendar ya los frutos del X Aplec de l’Esperit, organizado por la juventud cristiana de las diócesis catalanas y que, Dios mediante, celebraremos por vez primera en nuestra ciudad de Terrassa, el 22 de mayo de 2010.


+Josep Àngel Saiz Meneses - Obispo de Terrassa
Revistaecclesia



sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Irmão Rafael, jovem trapista que com sua alegria alcançou a santidade




Monge espanhol será canonizado este domingo pelo Papa Bento XVI

Irmão Rafael, jovem trapista que com sua alegria alcançou a santidade


ROMA, quarta-feira, 7 de outubro de 2009 (ZENIT.org) - É o mais jovem dos cinco Beatos que serão canonizados neste domingo. Morreu aos 27 anos. Também é quem viveu há menos tempo (1911-1938).

João Paulo II o propôs como modelo de santidade na Jornada Mundial da Juventude em Santiago de Compostela em 1989. Vários bispos espanhóis solicitaram que seja proclamado um dos “co-patronos” da JMJ que será realizada em Madri em agosto de 2011.

Uma juventude alegre e pura por sua vez. Cheia de inquietudes que soube encaminhar por meio de sua resposta ao ingressar ao Mosteiro de São Isidro de Dueñas. Uma vida monacal cheia de alegria em meio a sacrifícios e abnegações, onde, segundo ele, cada dia tinha um encanto diferente.

Comentários e escritos ricos de espiritualidade, e por sua vez simples e cheios de sentido do humor. Uma atitude dócil e abnegada frente à enfermidade são alguns elementos que refletiram a alma enamorada de Deus do beato María Rafael Arnáiz Barón, que será canonizado este domingo na praça de São Pedro por Bento XVI.

Nasceu em Burgos (Espanha) em 1911. Ali mesmo foi à escola com os padres jesuítas. Depois começou a estudar na Escola Superior de Arquitetura de Madri. Seus tios, os Duques de Maqueda, influenciaram no crescimento de sua fé.

Em 1932 realizou alguns exercícios espirituais onde descobriu que Deus lhe pedia que se fizesse monge trapista. Tinha 23 anos quando foi aceito no Mosteiro de São Isidro de Dueñas.

Passava horas escrevendo cartas, para sua mãe, tios e vários amigos. Compartilhava nelas suas experiências interiores: “esta vida, que pode parecer monótona, para mim tem tantos atrativos que não me canso momento algum. Cada hora é diferente pois ainda que exteriormente sigam iguais, interiormente não o são como não são iguais todas as missas”.

A vida simples que levava no Mosteiro se convertia também em motivo de uma alegria profunda que contagiava tanto a seus irmãos de comunidade como a seus familiares. “As lentilhas serão sempre lentilhas enquanto dure minha vida no Mosteiro mas apesar de tudo as como com muito gosto porque as tempero com duas coisas: com fome e com amor de Deus e assim não há alimento que me resista”, escrevia.

A Irmã Agustina Tescari, Postuladora da Causa do Irmão Rafael, destaca a maneira com que o jovem monge expressava seu amor a Deus e a sua vocação: “Um estilo pictórico porque descreve sua experiência como se estivesse pintando. Sua espiritualidade é muito simples, centrada sobre a Eucaristia, a grandeza e a bondade de Deus, no domínio de Deus sobre sua vida. Rafael O chamava “o Amo” e a Virgem “a Senhora”.

Com docilidade, o Irmão Rafael soube aceitar os misteriosos desígnios de Deus. No momento mais feliz de sua vida sua saúde se alterou. A febre aumentava e por isso o enviaram de regresso a casa de seus pais. Com o coração partido de dor deixou o Mosteiro. Saiu e entrou em três ocasiões até que se reincorporou em 1937. Foi a última vez que viu sua família.

Morreu em 26 de abril de 1938 de um coma diabético. Os últimos dias refletia sobre o mistério da dor como ponto de união com a Eternidade: “Meu centro é Deus e Deus crucificado. Meu centro é Jesus na cruz. Agarrado a meu crucifixo quisera morrer. O fim é a eterna possessão do dia. Do céu, mas isso será no céu”.


Carmen Elena Villa




En español:

Hermano Rafael, el joven trapense que con su alegría alcanzó la santidad

Este monje español será canonizado este domingo por el Papa Benedicto XVI


ROMA, miércoles 7 de octubre de 2009 (ZENIT.org) - Es el más joven de los cinco beatos que serán canonizados este domingo. Murió a los 27 años. También es quien que vivió hace más poco tiempo (1911 – 1938).

Juan Pablo II lo propuso como modelo de santidad en la Jornada Mundial de la Juventud en Santiago de Compostela en 1989. Varios Obispos españoles han solicitado que sea proclamado uno de los "copatrones" de la JMJ que se realizará en Madrid en agosto de 2011.

Una juventud alegre y pura a la vez. Llena de inquietudes que supo encaminar por medio de su respuesta al ingresar al Monasterio de San Isidro de Dueñas. Una vida monacal llena de alegría en medio de sacrificios y abnegaciones, donde, según él, cada día tenía un encanto distinto.

Comentarios y escritos ricos de espiritualidad, y a la vez sencillos y llenos de sentido del humor. Una actitud dócil y abnegada frente a la enfermedad son algunos elementos que reflejaron el alma enamorada de Dios del beato María Rafael Arnáiz Barón que será canonizado este domingo en la plaza de San Pedro por Benedicto XVI.

Nació en Burgos (España) en 1911. Allí mismo fue a la escuela con los padres Jesuitas. Después comenzó a estudiar en la Escuela Superior de Arquitectura de Madrid. Sus tíos, los Duques de Maqueda, influyeron en el crecimiento de su fe.

En 1932 realizó unos ejercicios espirituales donde descubrió que Dios le pedía hacerse monje trapense. Tenía 23 años cuando fue aceptado en el Monasterio de San Isidro de Dueñas.

Pasaba horas escribiendo cartas, a su madre, sus tíos y a varios amigos. Compartía en ellas sus experiencias interiores: “Para mí esta vida que parece monótona, tiene tantos atractivos que no me canso ni un momento. Cada hora es diferente pues aunque exteriormente siguen iguales, interiormente no lo son como no son iguales todas las misas”.

La vida sencilla que vivía en el Monasterio se convertía también en motivo de una alegría profunda que contagiaba tanto a sus hermanos de comunidad como a sus familiares. “Las lentejas serán siempre lentejas mientras dure mi vida en el monasterio pero a pesar de todo las como con mucho gusto, porque las sazono con dos cosas: con hambre y con amor de Dios y así no hay alimento que se me resista”, escribía.

La Hermana Agustina Tescari, Postuladora de la Causa del Hermano Rafael, destaca la manera con el que el joven monje expresaba su amor a Dios y a su vocación: “Un estilo pictórico porque describe su experiencia como si estuviese pintando. Su espiritualidad es muy sencilla, centrada sobre la eucaristía, la grandeza y la bondad de Dios, en el dominio de Dios sobre su vida. Lo llamaba “el Amo” y a la Virgen “la Señora”.

Con docilidad, el hermano Rafael supo aceptar los misteriosos designios de Dios. En el momento más feliz de su vida su salud se alteró. La fiebre aumentaba y por ello lo enviaron de regreso a la casa de sus padres. Con el corazón partido de dolor dejó el Monasterio. Salió y entró en tres ocasiones hasta que se reincorporó en 1937. Fue la última vez que vio a su familia.

Murió el 26 de abril de 1938 de un coma diabético. Los últimos días reflexionaba sobre el misterio del dolor como punto de unión con la Eternidad: “Mi centro es Dios y Dios crucificado. Mi centro es Jesús en la cruz. Agarrado a mi crucifijo quisiera morir. El fin es la eterna posesión del día. Del cielo pero eso será en el cielo”.


Carmen Elena Villa



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Beato Rafael Arnáiz – Escultura do Beato Rafael









PRIMEIRO BUSTO DO IRMÃO RAFAEL ARNÁIZ


O escultor Juan de Ávalos realizou, a pedido da Abadia Cisterciense de San Isidro de Dueñas, um retrato histórico do Beato Rafael Arnáiz, Palencia.

Na magnífica exposição da Catedral de Palencia, como "Palavra construída", foram dados a conhecer detalhes dos "tesouros escondidos" da Mãe Igreja. Uma das seções foi dedicada aos "Santos Palentinos" e entre eles a escultura do Beato Rafael Arnáiz, feita pelo famoso escultor Juan de Ávalos, natural de Mérida.


Boletín 162
Abadía San Isidro de Dueñas



En español:



PRIMER BUSTO DEL HERMANO RAFAEL ARNÁIZ


El escultor Juan de Ávalos realizó, por encargo de la Abadía Cisterciense de San Isidro de Dueñas, un retrato histórico del Beato Rafael Arnáiz, Palencia.

En la magnífica exposición de la Catedral de Palencia, como "Palabra construida", se han dado a conocer detalles de los "tesoros escondidos" de la Iglesia Madre. Uno de los apartados estuvo dedicado a los "Santos Palentinos" y entre ellos la escultura del Beato Rafael Arnáiz, hecha por el afamado escultor Juan de Ávalos, natural de Mérida.


Boletín 162
Abadía San Isidro de Dueñas



terça-feira, 29 de setembro de 2009

Beato Rafael Arnáiz e São João da Cruz





“Sabemos que o Cântico de São João da Cruz é sua obra predileta e, além disso, reflexa fielmente a sua própria alma, pois o cantou e o viveu nos momentos decisivos de sua existência. O Cântico é a oração de um místico poeta que vive do amor de Deus e, por isso, é o poema mais completo e mais próximo de sua experiência. Na realidade, tomado em seu conjunto, tem muito de autobiografia espiritual. O amor que anima a vida inteira de São João da Cruz e inspira seus escritos assume no Cântico toda a força de uma vocação e de uma paixão.

Nesse sentido, alguém de muita autoridade, ao estudar «a experiência do Irmão Rafael à luz dos ensinamentos de São João da Cruz», disse:

«Ao querer comparar estas duas almas (São João da Cruz e o Irmão Rafael), ao tratar de explicar este encontro que se deu entre elas, tem que ter em conta a fortíssima paixão de Deus, que ambos padeceram e que é o segredo de suas vidas entregues. Sem dúvida, essa paixão foi vivida e manifestada com seus próprios matizes existenciais em cada um deles. Cada alma é uma alma. Mas com uma paixão cravada como um dardo no coração de um e de outro, e que é o que provoca o dinamismo vital em suas respectivas vidas.

São João da Cruz foi um de seus grandes amigos. Um de seus guias espirituais. O mais citado em seus escritos. Com ele sintonizou maravilhosamente sua alma endeusada. Ambos foram peregrinos do Absoluto. Sofreram a paixão de Deus. Paixão de amor e de dor. Paixão mística. Só Deus! Só Deus!, foi seu grito na noite. É o pessoal e o social que todos padecemos e que talvez nos acovarde, como um sinal de luz que Deus, por meio de Rafael, nos regala para despertar nossa pobreza de fé, de esperança e de amor. Nada e Tudo. Só Deus!» (Jiménez Duque, B., Espiritualidad del Hermano Rafael, pp.75,85, na Semana de Espiritualidade do Irmão Rafael, Monasterio Cisterciense de San Isidro de Dueñas, Palencia, 1984)”.


Fray Mª Alberico Feliz Carvajal, OCSO
Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Introducción, pp.52-53


En español:


Beato Rafael Arnáiz y San Juan de la Cruz


“Sabemos que el Cántico de San Juan de la Cruz es su obra predilecta y, además, refleja fielmente su propia alma, pues lo ha cantado y lo ha vivido en los momentos decisivos de su existencia. El Cántico es la oración de un místico poeta que vive del amor de Dios y, por eso, es el poema más completo y más cercano a su experiencia. En realidad, tomado en su conjunto, tiene mucho de autobiografía espiritual. El amor que anima la vida entera de San Juan de la Cruz y inspira sus escritos, asumen en el Cántico toda la fuerza de una vocación y de una pasión.

En este sentido, alguien, de mucha autoridad, al estudiar «la experiencia del Hermano Rafael a la luz de las enseñanzas de San Juan de la Cruz», ha dicho:

«Al querer comparar estas dos almas (San Juan de la Cruz y el Hermano Rafael), al tratar de explicar este encuentro que se ha dado entre ellas, hay que tener en cuenta la fortísima pasión de Dios, que ambos padecieron y que es el secreto de sus vidas entregadas. Sin duda esa pasión se ha vivido y manifestado con sus propios matices existenciales en cada uno de ellos. Cada alma es una alma. Pero con una pasión clavada como un dardo en el corazón de uno y de otro, y que es el que provoca el dinamismo vital en sus respectivas vidas.

San Juan de la Cruz fue uno de sus grandes amigos. Uno de sus guías espirituales. El más citado en sus escritos. Con él sintonizó a maravilla su alma endiosada. Ambos fueron peregrinos del Absoluto. Sufrieron la pasión de Dios. Pasión de amor y de dolor. Pasión mística. ¡Sólo Dios! ¡Sólo Dios!, fue su grito en la noche. Es el personal y social que todos padecemos y que quizá nos acobarda, como una consigna de luz que Dios, por medio de Rafael, nos regala para despertar nuestra pobreza de fe, de esperanza y de amor. Nada y Todo. ¡Sólo Dios!» (Jiménez Duque, B., Espiritualidad del Hermano Rafael, pp.75,85, en Semana de Espiritualidad del Hno. Rafael, Monasterio Cisterciense de San Isidro de Dueñas,Palencia, 1984)”.


Fray Mª Alberico Feliz Carvajal, OCSO
Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Introducción, pp.52-53


Beato Rafael Arnáiz proposto como “co-patrono” da Jornada Mundial da Juventude 2011





Irmão Rafael proposto como “co-patrono” da Jornada Mundial da Juventude 2011

Será canonizado por Bento XVI em 11 de outubro


BURGOS, segunda-feira, 31 de agosto de 2009 (ZENIT.org) - Bispos espanhóis escreveram uma carta na qual propõem que o Beato María Rafael Arnáiz Barón, mais conhecido como “Irmão Rafael”, seja proclamado um dos “co-patronos” da Jornada Mundial da Juventude que o Papa presidirá em agosto de 2011 em Madri.

No dia 11 de outubro, Bento XVI canonizará no Vaticano este jovem que faleceu aos 27 anos (1911-1938), no Mosteiro cisterciense de Santo Isidro de Dueñas, em Palencia, Espanha.

“Confiamos que o Irmão Rafael Arnáiz nos acompanhe como um dos ‘co-patronos’ do encontro, para que todos os jovens do mundo possam conhecer a obra de Deus neste jovem do século XX”, explicam os Bispos pensando na Jornada Mundial da Juventude.

A carta pastoral dirigida aos jovens com o título “Busque o rosto de Deus” foi assinada em 15 de agosto em Santo Isidro de Dueñas por vários Bispos. Os prelados alertam os jovens espanhóis: “não ocorra que nós, ‘os de casa’, desconheçamos o tesouro que temos a nosso lado, e que tenham de vir de longe para abrir-nos os olhos!”.

Para isso exortam: “aproximemo-nos do Irmão Rafael, peregrinemos à Trapa de Santo Isidro de Dueñas para rezar ante seu túmulo, leiamos seus escritos, e sejamos difusores de sua vida e testemunho...”.

“Em resumo, sejamos autênticos, como o Irmão Rafael! Aos jovens católicos deste século XXI, cabe remar contra a corrente. Somos conscientes disso! Não é fácil ser autêntico, em meio a tantos clamores e tentações contrárias ao caminho do Evangelho”, asseguram os Bispos.

O Irmão Rafael, nascido em Burgos, era um jovem estudante de Arquitetura, quando em outubro de 1930 visitou o Mosteiro de Santo Isidro de Dueñas, vislumbrando a vocação monástica. Ingressou na Trapa quatro anos depois. Morreu no Mosteiro em consequência do diabetes. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em 27 de setembro de 1992.


A carta dos Bispos pode ser lida em:

http://www.diocesispalencia.org


En español:


El Hermano Rafael, propuesto como "copatrón" de la Jornada de la Juventud 2011

http://www.zenit.org/article-32292?l=spanish


La carta de los Obispos puede leerse en:

http://www.diocesispalencia.org



Beato Rafael Arnáiz e os Bispos





Carta Pastoral para jovens sobre o Irmão Rafael


Foi preparada pelos Bispos de Burgos, Palencia, Bilbao, Orihuela-Alicante, Coria-Cáceres, Mondoñedo-Ferrol e Osma-Soria com motivo de sua canonização em Roma no dia 11 de outubro.

Os Bispos de Palencia, Osma-Soria, Mondoñedo-Ferrol, Bilbao e Coria-Cáceres apresentaram ontem no Mosteiro da Trapa uma Carta Pastoral dedicada aos jovens sobre a vida do Irmão Rafael Arnáiz. Participaram também o Arcebispo de Burgos, D.Francisco Gil Hellín, e o Bispo de Orihuela-Alicante, D.Rafael Palmero, que não puderam estar presentes na Abadía Trapista de San Isidro.

Os Bispos redigiram a Carta, denominada “Buscai o Rosto de Deus”, com motivo da próxima canonização do Beato burgalês em Roma no dia 11 de outubro. Sua elevação aos altares se realizará devido a um milagre aprovado pelos cinco médicos que o analisavam, e que ocorreu fazem oito anos em Madri, alcançando a cura de uma mulher com morte cerebral que acabava de dar à luz e tinha uma infecção generalizada. Os familiares pediram por ela ao Beato e a enferma saiu sã e salva.

O Irmão Rafael Arnáiz faleceu com somente 27 anos após dar um exemplo de grande aceitação de sua enfermidade, um diabetes agressivo que o impediu de cumprir todas as regras monásticas e que marcou sua convicção vocacional e a generosidade de sua entrega até morrer no Mosteiro da Trapa em 26 de abril de 1938. Havia ingressado em 16 de janeiro de 1934.


O Bispo de Palencia, D.José Ignacio Munilla

Ressaltou na apresentação da Carta Pastoral – a qual será distribuída de forma massiva amanhã na Catedral na missa de San Antolín – que o futuro Santo «está chamado a romper muitos modelos falsos e sua santidade não é algo extraordinário ao horizonte do jovem». D.Munilla confia em que a figura do Irmão Rafael acompanhe como co-patrono aos jovens de todo o mundo na Jornada Mundial da Juventude em Madri, a qual será presidida pelo Papa Bento XVI em agosto de 2011. «Deve ser uma figura do século XX com uma grande ressonância», precisou.

O Bispo de Mondoñedo-Ferrol, Manuel Sánchez

Assinalou que o Monge Trapista demonstra que os jovens «não são insensíveis aos valores espirituais», embora não os tenham como nada fácil «como ocorreu ao próprio Rafael, que ofereceu seu testemunho religioso em uma época republicana com ondas de violência e perseguição anti-clerical».

Bispo de Osma-Soria, D.Gerardo Melgar

Fez uma resenha das raízes do Irmão Rafael, onde ressaltou que ele «edificou» sua profunda vocação religiosa no seio familiar, «que lhe apoiou em todos os momentos». Por sua vez, destacou que além disso o futuro Santo contou com uma sólida formação baseada na Escola Católica, que adquiriu em um colégio jesuíta, junto ao seu envolvimento em movimentos de adoração noturna e apostolado.

Bispo de Bilbao, D.Ricardo Blázquez

Que esteve à frente da Diocese palentina durante três anos e é o atual prelado de Bilbao, manifestou abundância na prolífica obra mística do Trapista «plasmada em tantas cartas, que demonstraram sempre um rosto moderno». Por sua vez, recordou que em 1992, sendo Bispo palentino, lhe coube a honra de realizar a denominada Postulação ao Papa, «petição que devia fazer-se à Roma a fim de que se produzisse a Beatificação de Rafael Arnáiz».

Bispo de Coria-Cáceres, D.Francisco Cerro

Considerou que a vivência da enfermidade do Irmão Trapista «é uma das chaves» de sua santidade. Pela enfermidade teve que sair mais de uma vez do Mosteiro para voltar a regressar «e embora não compreendesse a situação confiava nos planos de Deus para ele, sendo seu maior segredo a descoberta da sabedoria da cruz».

En español:

http://www.diariopalentino.es/noticia.cfm/Vivir/20090901/carta/pastoral/jovenes/hermano/rafael/721C4984-1A64-968D-59EF025C8ED45B01


Diariopalentino
Óscar Navarro
J.B.I. (ICAL)


Padre Alberico Feliz fala sobre o Beato Rafael




O legado do Beato Rafael:

Tudo é mais simples

No dia 26 de abril se celebrou a Festa do Beato Rafael Arnáiz, um jovem Trapista do Mosteiro de San Isidro de Dueñas, em Palencia, que morreu com apenas 28 anos, depois de uma enfermidade que o obrigou a entrar e sair do convento várias vezes. Sua vida e sua espiritualidade foram comparadas com as de Santa Teresa de Lisieux. O Vice Postulador de sua Causa de Canonização, Padre Alberico Feliz, fala para Alfa y Omega:

Alfa y Omega: Como era o Beato Rafael?

Padre Alberico: Sua espiritualidade é muito rica em matizes e está polarizada, sobretudo, na busca de Deus, a qual expressava em uma frase muito pequena que sintetizava tudo: Só Deus. Deus preenchia tudo em sua vida e fora Dele nada tinha sentido. A vida do Beato Rafael é um testemunho da transcendência de Deus, do absoluto de Deus.

Alfa y Omega: Como foi sua vida anterior?

Padre Alberico: Ele cursou dois anos de Arquitetura. Ao terceiro ano já tinha definida a vocação trapista. Seu tio, ao ver que seu sobrinho tinha inquietudes, pediu conselho e, como não conhecia nada além deste convento, lhe orientou que lá fizesse os Exercícios Espirituais. No segundo dia, ele anotou em sua agenda: Me convenci de muitas coisas. Eu penso que, entre essas coisas, estava sua vocação de monge trapista.

Alfa y Omega: Que tem a dizer o Beato Rafael aos jovens de hoje?

Padre Alberico: O principal que tem a dizer-lhes, sobretudo, é que não sejam tão complicados e sim mais simples. Uma das coisas que mais o distinguia era sua simplicidade. Dizia: Quão tortuosos caminhos se tem que percorrer para se chegar à simplicidade, e que incômoda é a complicação, e como gostamos, os homens, de complicar tudo; se não praticamos a virtude é devido ao nosso complicado modo de ser, que rechaça o que é simples. Ele era tão simples em tudo; e também muito elegante e instruído. A ciência que ele recebeu dá a sensação de que era infusa, porque ele não tinha teologia alguma. Tem-se dito dele que é um dos maiores místicos do século XX. Com Santa Teresa de Lisieux coincide precisamente em sua confiança e abandono em Deus, em seu desejo de pertencer-lhe, e também no apostolado do sorriso e em sua frágil saúde, na prova de sua enfermidade.


En español:


El legado del Beato Rafael,

Todo es más sencillo

El pasado 26 de abril se celebró la festividad del Beato Rafael Arnáiz, un joven trapense del Monasterio de San Isidro de Dueñas, en Palencia, que murió con apenas 28 años, después de una enfermedad que le obligó a entrar y salir del convento varias veces. Su vida y su espiritualidad han sido comparadas con las de santa Teresa de Lisieux. El Vice postulador de su Causa de canonización, Padre Alberico Feliz, habla para Alfa y Omega:

Alfa y Omega: ¿Cómo era el Beato Rafael?

Padre Alberico: Su espiritualidad es muy rica en matices, y está polarizada, sobre todo, en la búsqueda de Dios. La expresaba en una frase muy corta, en la que lo plasmaba todo: Sólo Dios. Dios lo llenaba todo en su vida, y fuera de Él nada tenía sentido. La vida del Beato Rafael es un testimonio de la trascendencia de Dios, de lo absoluto de Dios.

Alfa y Omega: ¿Cómo fue su vida anterior?

Padre Alberico: Él realizó dos años de Arquitectura. Al tercer año ya tenía planeada la vocación trapense. Su tío, al ver que su sobrino tenía inquietudes, pidió consejo y, como no conocía más que este convento, le orientó para que realizara Ejercicios espirituales. Al segundo día, él anotó en su agenda: Me he convencido de muchas cosas. Yo pienso que, entre esas cosas, estaba su vocación de monje trapense.

Alfa y Omega: ¿Qué tiene que decir el Beato Rafael a los jóvenes de hoy?

Padre Alberico: Lo principal que tiene que decirles, sobre todo, es que no sean tan complicados, sino más sencillos. Una de las cosas que más le distinguían era su sencillez. Decía: Cuán tortuosos caminos hay que recorrer para llegar a lo simple, y qué incómoda es la complicación, y cómo gustamos los hombres de complicárnoslo todo; si no practicamos la virtud es debido a nuestro complicado modo de ser, que rechaza lo que es sencillo. Él era tan sencillo en todo; y también muy elegante e instruido. La ciencia que él recibió da la sensación de que fuera infusa, porque él no tenía teología alguna. Han dicho de él que es uno de los místicos más grandes del siglo XX. Con santa Teresa de Lisieux coincide precisamente en su confianza y abandono en Dios, en su deseo de pertenecerle, y también en el apostolado de la sonrisa y en su frágil salud, en la prueba de su enfermedad.


J.L.V.D-M.
Alfa y Omega
03-05-2007


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Beato Rafael Arnáiz, o jovem Trapista que encontrou a santidade no quotidiano – 1ª parte





22 de julho de 2009

Sua vida, suas cartas e o testemunho de sua postuladora


ROMA, quarta-feira, 22 de julho de 2009 (ZENIT.org) – Suas ações simples tiveram tanto eco dentro do Mosteiro Trapista San Isidro de Dueñas, localizado entre Valladolid e Palencia, na Espanha, que sua fama já não tem fronteiras.

O Papa Bento XVI canonizará no domingo, 11 de outubro, o Beato María Rafael Arnáiz Barón, mais conhecido como o “Irmão Rafael”.

Será o mais jovem do grupo de cinco Beatos que receberão o título de Santos no próximo mês de outubro (morreu aos 27 anos) e também o que faleceu mais recentemente (1911-1938).

Sua postuladora, a Irmã Augusta Tescari, OCSO, falou com ZENIT sobre a vida deste Beato, que alcançou a santidade em meio à renúncias, sacrifícios, bem como a alegria de viver a vida contemplativa, “com o estilo e a simplicidade de um jovem”, assegura.

“Um estilo pictórico porque descreve sua experiência como se estivesse pintando. Sua espiritualidade é muito simples, centrada sobre a Eucaristia, a grandeza e a bondade de Deus, e no domínio de Deus sobre sua vida. Ele O chamava de “Amo” e a Virgem de “Senhora”, comenta a Irmã Augusta.


A Deus pela beleza

O Irmão Rafael nasceu em Burgos, Espanha, em 1911, aonde estudou com os Padres jesuítas. Desde pequeno apresentava uma altíssima sensibilidade pelos temas espirituais, assim como pela pintura e a arte em geral.

Entretanto, a enfermidade o golpeou a ponto de ter que interromper por um tempo os seus estudos. Primeiro com umas febres coli-bacilares e depois com uma pleurisia.

Uma vez curado, seu pai o levou, em 1922, a Zaragosa para consagra-lo à Virgem de Pilar. Posteriormente sua família se mudou para Oviedo, onde terminou seus estudos secundários.

Em 1930, iniciou sua carreira na Escola Superior de Arquitetura de Madrid. “Era uma época muito turbulenta, onde o anti-clericalismo estava muito exaltado. Se aproximava a Guerra Civil Espanhola”, recorda sua postuladora.


Em julho de 1932, Rafael deixou por uns dias os seus livros de arquitetura para realizar seus exercícios espirituais no Mosteiro, onde sentiu o chamado para se fazer Monge Trapista.

Já não seriam os planos, os desenhos, as construções, senão o “ora et labora” de São Bento e o “só Deus basta” que continuarão guiando os poucos anos que pôde dedicar à vida monástica.

Tinha 23 anos quando foi aceito no Mosteiro de San Isidro de Dueñas.

“Não me move para fazer esta mudança de vida nem tristezas, nem sofrimentos, nem desilusões, nem desenganos do mundo, assegurou Rafael ao ingressar na Ordem Cisterciense. Tenho tudo o que o mundo pode me dar. Deus, em sua infinita bondade, me deu na vida muito mais do que mereço”.

Com as melodias dos Cantos Gregorianos durante as orações da Liturgia das Horas, entre os imponentes muros românicos do Mosteiro Trapista, o Irmão Rafael experimentou como esta vocação respondia a seus íntimos anseios.

“Cantando assim como cantam, com esse fervor, não é possível que a Virgem não se compadeça deles. Eu creio que nesse momento a Rainha do Céu há de olhar seus filhos com ternura e o próprio Deus se recreará em Maria, testemunhava o santo.

Passava horas escrevendo à sua mãe, quem depois de sua morte compilou suas cartas em um livro, e a seus tios, os Duques de Maqueda, com quem teve uma grande amizade.
“Quando se lêem suas cartas, sobretudo aos tios, Rafael parece seu Diretor Espiritual. Não era ele o discípulo de seus tios; seus tios eram seus discípulos”, diz a postuladora.

“No Mosteiro passam-se os dias. Que importa? Não vejo grandezas, não vejo misérias, não vejo a neve, não distingo o sol. O mundo se reduz a um ponto, ao ponto do Mosteiro e no Mosteiro. Só Deus e eu”, assegura em uma de suas cartas.

En español:

http://www.zenit.org/article-32001?l=spanish

(Continua)


Beato Rafael Arnáiz, o jovem Trapista que encontrou a santidade no quotidiano – 2ª parte




22 de julho de 2009

Sua vida, suas cartas e o testemunho de sua postuladora

2ª parte


Traição de Deus?

Apesar da imensa alegria que experimentava, a diabetes sacarina o obrigou a abandonar a Abadia em três ocasiões: “Pareceu a Rafael quase uma traição da parte do Senhor, mas pouco a pouco aprendeu a Vontade do Senhor e permaneceu 1 ano em casa para curar-se”, recorda a Irmã Agustina.

“Pediu novamente para entrar no Mosteiro como Oblato porque não podia seguir toda a Regra, sem direito de voto nas decisões capitulares. Foi aceito como hóspede. Sentia a vocação de modo muito forte e por isso foi aceito”, assegura a Religiosa.


O legado de um jovem Santo

A simplicidade e inclusive o senso de humor de seus escritos não tiram valor nem profundidade teológica à expressão de suas experiências no Mosteiro assim como seu amor ao Senhor e à Santa Maria.

Em 1934, o Irmão Rafael recebeu o Hábito branco, e comentou com profunda alegria com sua mãe: “Estou muito contente. Estou todo de branco, pelo menos por fora. Agora, vou me esforçar para estar por dentro, que é o principal”.

Suas reflexões, as intercalava sempre com comentários que faziam rir aos destinatários de suas cartas: “O que me dá muito calor é o capuz. Quando chegar o verão vou me derretendo pouco a pouco, e um dia vão procurar o Frei María Rafael e não encontrarão mais que o Hábito”.

E foi a Diabetes, a que o levou à morte na enfermaria do Mosteiro, no dia 26 de abril de 1938. Lugar que se conserva e que se converteu em lugar de oração e recolhimento para os Monges que ali habitam.

Em 19 de agosto de 1989, João Paulo II lhe propôs como modelo para os jovens em Santiago de Compostela, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

E lhe proclamaria Beato em 27 de setembro de 1992, na Praça de São Pedro, em Roma.


Por Carmen Elena Villa
Zenit


En español: http://www.zenit.org/article-32001?l=spanish



Trapista Rafael Arnáiz Barón, um Santo perto




“Fixar a data da canonização do Monge Trapista Rafael Arnáiz Barón constituiu o penúltimo passo para que este Frade do Mosteiro Cisterciense de San Isidro de Dueñas se converta em Santo.

O último passo terá lugar no próximo 11 de outubro, no Vaticano, quando Bento XVI presidirá a solene Cerimônia que dará o passo para que o agora Beato seja venerado em todos os países do mundo.

São Rafael Arnáiz será um Santo perto, que viveu três décadas do passado século, entre 1911 e 1938, que morreu jovem vítima da enfermidade do Diabetes, que quis ser arquiteto, mas que sua profunda religiosidade o levou até Dueñas para ingressar em uma comunidade de estrita observância, e que ali, entre os muros da Trapa, quis morrer junto à sua família espiritual.

Rafael Arnáiz deixou um profundo testemunho de sua vida através de escritos e cartas, nas quais relata as suas vivências, seus pensamentos e seus sentimentos da realidade que viveu, tanto no Mosteiro quanto fora, no mundo.

Esses escritos se converteram na base de uma espiritualidade que cativou a milhões de pessoas que lhe professam uma profunda devoção, número este que continuará aumentando. Esses escritos definem a um místico do século XX, um Religioso preocupado com o mundo que o rodeia, mas também com todo o transcendente.

Seu pensamento foi estudado por inúmeros teólogos e religiosos que compilaram uma enorme bibliografia sobre o novo Santo. Um Santo de agora, nascido em Burgos mas vinculado já para sempre a Dueñas, a esse Mosteiro que conserva seus restos em uma Capela desenhada por um sobrinho seu e cujos Monges ainda cantam a ‘Salve’ que tanto lhe emocionava. Uma Capela que será um foco de espiritualidade”.


Nortecastilla


domingo, 26 de abril de 2009

FESTA DO BEATO RAFAEL ARNÁIZ BARÓN: A heroicidade de um apagamento total – 1ª parte




FESTA DIA 26 DE ABRIL

A heroicidade de um apagamento total – 1ª parte

Por Irmã Clara Isabel Morazzani Arráiz, EP

Frequentemente julga-se que o pleno desenvolvimento de um homem consiste em ser bem sucedido na vida, galgar altos postos, conquistar prestígio, obter uma importante fortuna. Não é este, porém, o ensinamento que emana dos Livros Sagrados.

O grande êxito da vida do Irmão María Rafael foi aceitar o aparente fracasso de seu ideal, conformando-se inteiramente à vontade divina. Nada foi aos olhos humanos, mas foi santo aos olhos de Deus, que julga pelo coração, e não pelas aparências.


Frequentemente julga-se que o pleno desenvolvimento de um homem consiste em ser bem sucedido na vida, galgar altos postos, conquistar prestígio, obter uma importante fortuna. Não é este, porém, o ensinamento que emana dos Livros Sagrados, referindo-se a quem se afana em ajuntar riquezas, sem utilizá- las para glorificar a Deus: "Não permanecerá o homem que vive na opulência: ele é semelhante ao gado que se abate" (Sl 48, 13). Ou: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder-se a si mesmo e se causa a sua própria ruína?" (Lc 9, 25).

Para Deus importa, antes de tudo, que o homem se conforme com Sua santa vontade. E esta não pede o mesmo a todas as almas: a umas designará para ocupar altos cargos ou distinguir-se pelas obras, desde que sempre centradas no amor a Deus; a outras chamará para a renúncia e o sacrifício. Tanto umas quanto outras serão grandes diante de Deus, e as segundas não terão menos mérito que as primeiras. O tribunal divino não julga pelas aparências exteriores, mas segundo o grau de docilidade à vontade de Deus. A história do Beato Rafael oferece um exemplo dessa entrega plena e desinteressada de uma vida que poderia ter atingido um grande esplendor mundano.



Um menino privilegiado

Rafael Arnáiz Barón nasceu em Burgos, Espanha, a 9 de abril de 1911, numa aristocrática família. Seus pais, católicos fervorosos, educaram-no com esmero na prática dos Mandamentos e no amor à virtude. Aos 10 anos, vendo-se impossibilitado de acompanhar seus colegas à Missa de domingo, por estar enfermo, suplicou a um Sacerdote que lhe levasse o Santíssimo Sacramento. Impressionado com a piedade daquela criança, o Padre acedeu e, a partir daí, Rafael nunca mais abandonou a Comunhão dominical.

Diante do olhar profundo do jovem Rafael, seu futuro se descortinava em tons róseos e azulados. Sua inteligência penetrante, a vivacidade de sua conversa e seu trato ameno conquistavam-lhe todas as simpatias e aumentavam o atrativo natural que exercia sobre os que dele se aproximavam. Um marcado pendor artístico veio completar o encanto de sua pessoa.

Rafael, porém, parecia feito mais para a contemplação das coisas celestes que para as banalidades da vida terrena. Levava uma vida semelhante à dos outros moços de sua idade, mas seu olhar voava com facilidade até Deus. Dir-se-ia que sua nobre alma experimentava o exílio deste vale de lágrimas e ardia em desejos de horizontes sublimes. A resposta da Providência a tais anseios, plantados por ela mesma naquele inocente jovem, não se faria esperar.



Na juventude, o despontar da vocação

Aos 19 anos, estando na casa de seu tio em Ávila, foi solicitado a levar uma carta ao Abade do Mosteiro Trapista de San Isidro de Dueñas. Essa visita seria para ele a clarinada reveladora de sua vocação.

"Aquilo que vi e passei na Trapa, escreveria ele mais tarde, as impressões que tive nesse santo mosteiro, não podem ser explicadas; pelo menos eu não sei explicá-las, somente Deus o sabe. O que mais me impressionou foi o canto da Salve Regina, ao escurecer, antes de irem deitar-se. Aquilo foi algo sublime".

Com efeito, desde a época de São Bernardo, era costume nos Mosteiros cantar a Salve Regina logo após as Completas, em homenagem à Santíssima Virgem. Diante da unção daquele hino entoado por mais de 50 religiosos revestidos de brancos hábitos, Rafael sentiu-se convidado a imitá-los. Nesse dia, o projeto de dar-se à vocação monacal começou a germinar em sua mente.

Ele continuou a levar sua vida comum. Dados os seus dotes para o desenho, estudou dois anos na escola de arquitetura, em Madri. Entretanto, a graça operara em seu interior uma verdadeira transformação, como ele mesmo descreve:

"Ali na Trapa, a sós com Deus e a própria consciência, muda-se o modo de pensar, o modo de sentir e, o mais importante, o modo de agir nos atos do mundo".




A decisão de abraçar a vida religiosa

Em 1933, estando de novo em Ávila, Rafael surpreendeu seu tio com uma notícia: estava resolvido a abandonar o mundo e ingressar na Ordem Trapista, sem mesmo avisar seus pais, residentes ao norte do país, na cidade de Oviedo. Assim descreve seu tio a impressão que lhe causou a decisão do sobrinho: "Rafael era débil fisicamente, mas a fortaleza que faltava a seu corpo tinha em sua alma medida completa e transbordante. Sua vontade era de aço; eu tinha a firme convicção de que aquela determinação era de Deus; não era um capricho, nem uma impressão, nem um engano; era o fruto divino de uma correspondência à graça, que o Espírito Santo dignava-se sustentar com um de seus mais preciosos dons: o da fortaleza".

Para demovê-lo de sua resolução de não ir antes a Oviedo, seu tio recorreu ao Núncio Apostólico, que se encontrava em Ávila. Ante o desejo da autoridade religiosa, Rafael dobrou-se, por amor à obediência, reconhecendo naquela ordem o primeiro passo rumo à cruz, que desejava abraçar.

Partiu para Oviedo e lá, após comemorar o Natal numa aparente alegria, comunicou a seus pais a decisão que tomara. Estes, como bons cristãos, acolheram-na com verdadeira emoção, agradecendo a dádiva que o Senhor lhes concedia.


(Continua)



terça-feira, 21 de abril de 2009

Rafael Arnaiz: Milagre da Beatificação





A SANTA SÉ ADMITE O MILAGRE DA BEATIFICAÇÃO DO IRMÃO TRAPISTA RAFAEL ARNÁIZ BARÓN

Beatificado em 27 de setembro de 1992, pelo Santo Padre Papa João Paulo II

Sobre o Milagre da Beatificação

A cura milagrosa de María del Carmen Argüelles Merino por intercessão do Irmão Rafael Arnáiz Barón

Carmen Argüelles nasceu em Palencia, Espanha, em 9 de maio de 1963. No dia 5 de julho de 1982, saía de casa acompanhada por uma amiga sua e, enquanto se encontravam junto a um semáforo esperando para atravessar a rua, passou uma escavadeira que, chocando-se com o mastro do referido semáforo, o fez cair sobre a cabeça da jovem Carmen. Levada à Clínica Residencia Lorenzo Ramirez, de Palencia, e, dada a gravidade do caso, é transferida urgentemente a Valladolid, à Clínica Onésimo Redondo. Depois de realizarem exames, o resultado foi um EDEMA BILATERAL INTENSO. Levada à sala de cirurgia, lhe extraíram um fragmento de osso do cérebro, mas ainda restou um pequeno fragmento inserido no seio longitudinal superior que não puderam extrair, e que, por sua vez, ocasionou um EDEMA EPIDURAL. Foi transferida à UTI.


Depois de passados quatro dias, a paciente começa a apresentar um quadro clínico com uma midriasis esquerda persistente (que é uma dilatação anormal da pupila, com total imobilidade da íris) e com uma acentuada piora clínica. No dia 12 de julho é submetida a um exame de angiografia carotídea esquerda, que mostra claramente uma TROMBOSE na parte superior do seio longitudinal superior. O estado da jovem Carmen Argüelles piora ainda mais e entra no estado de coma “depassé” (severa), deixando sua família quase em desespero.

Os pais, Ernesto y Carmen, a encomendaram a Deus, à Virgem Maria e a todos os Santos, entretanto seu estado continuou piorando até o ponto que o Dr. Palomeque anunciou ao pai que era impossível uma nova intervenção para extrair o trombo que se havia formado e que já não havia mais esperanças. O Diretor da UTI, o Dr. Merlo, afirmou que a paciente morreria se a movessem. A equipe médica, no dia 15, diz textualmente: “DAMOS SEU CÉREBRO COMO PERDIDO. NÃO A UMA NOVA INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. CLINICAMENTE MORTA”.

Entretanto, sua mãe não perde as esperanças e vai pedir ao Padre Alberico, do Mosteiro Trapista de San Isidro de Dueñas, uma relíquia do Irmão Rafael. Entregou a relíquia a uma enfermeira da UTI e esta tocou a enferma com as relíquias, depois prendendo-a no seu travesseiro. Ao mesmo tempo, a mãe começava a rezar com grande fervor uma novena ao Irmão Rafael.

E é concretamente nesses dias que começa uma melhora gradual e progressiva da enferma, como se pode comprovar pelas datas do Diário clínico do Hospital (16 de julho e seguintes). Na ausência do Dr. Palomeque por motivo de férias, o Dr. López Hernández escreve assim: “entrou em coma de grau IV e, em consequência da angiografia cerebral, foi constatada trombose do seio longitudinal superior, coisa que explicava o edema cerebral e o agravamento clínico, apesar da intervenção realizada. Após uns 10 dias começou uma lenta recuperação”.

Dito de outra maneira, o TROMBO, impossível de ser retirado com uma outra cirurgia, havia desaparecido completamente sem intervenção humana alguma. Isto fez com que a paciente melhorasse progressivamente, com uma recuperação neurológica e funcional total. A jovem Carmen foi retirada da UTI em 9 de agosto, levada ao quarto e posteriormente a sua casa.

Atualmente, a jovem não apresenta a mais mínima seqüela nem física nem neurológica do grave trauma sofrido e está cheia de vida com todas as suas faculdades normais.


Datacom


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Beato Rafael Arnáiz, mais sobre sua vida




Pessoas novas em um mundo velho: Beato Rafael Arnáiz Barón

"O silêncio do Mosteiro não é silêncio, mas um concerto sublime que o mundo não percebe”. Esta é uma das famosas frases do Irmão María Rafael, Monge Trapista, falecido aos somente 27 anos de idade, beatificado e próximo à canonização.

Nasceu no ano de 1911, em Burgos, Espanha, de uma família muito rica e devota. Seguindo o exemplo dos pais, muito rápido o pequeno aprendeu a amar Jesus e a socorrer os pobres. Brilhante, inteligente, bonito, alegre, enamorado da vida, estudou com proveito e êxito, primeiro em um Instituto de Jesuítas em Burgos e depois nas Astúrias, antes de ingressar na Faculdade de Arquitetura em Madrid.


Enquanto estudava e se preparava com afinco para se tornar um bom Arquiteto, no coração de Rafael foi se abrindo um outro novo espaço onde Deus reinava e o encantava pouco a pouco, atraindo-o sempre e cada vez mais. Frequentemente se submergia em uma profunda oração, perdendo todo o sentido do tempo. Muitas vezes também levava consigo um cilício e preferia dormir no chão. Mas o real desejo de consagrar-se completamente ao Senhor só se fez mais concreto depois de algumas visitas a um Mosteiro Trapista, da Ordem Cisterciense da Estrita Observância.


Foi o tio materno quem recebeu a primeira confissão de Rafael sobre o seu desejo de se tornar um Monge. Os pais, apesar de sonharem com a carreira de Arquitetura para seu filho, aceitaram bem a sua decisão de seguir ao Mosteiro para abraçar uma vida monástica porque eram cristãos muito devotos e profundos. Assim, Rafael aos 23 anos de idade vestiu o hábito branco dos noviços trapistas em San Isidro de Dueñas. Escrevia à família: ‘Cada vez me convenço mais que Deus fez o Mosteiro para mim e me fez para o Mosteiro’.


Rafael vivia tudo com alegria pois na Trapa era possível: ‘unir-se absoluta e inteiramente à Vontade de deus; viver somente para amar e sofrer; ser o último em tudo, exceto na obediência’. Palavras que logo foram provadas por fatos: o jovem adoeceu com uma grave espécie de diabetes sacarina, chegando a perder mais de 20 kg em 8 dias. Como seu estado de saúde estava muito mal, teve que regressar à casa dos pais para tratar-se. Chegou a ficar entre a vida e a morte, mas aos poucos, muito vagarosamente foi melhorando.


Depois de haver superado a fase mais aguda da enfermidade, ficou claro que o jovem noviço nunca recuperaria a saúde, nem alcançaria a cura total. Apesar disso não desistiu de voltar à Trapa, aceitando viver como ‘oblato’ na enfermaria, suportando serenamente o mal que o afligia. Repetidas vezes Rafael teve que deixar o Mosteiro, mas pediu sempre que o deixassem regressar.


Escreve em seu diário espiritual: ‘Se o mundo pudesse imaginar que martírio contínuo é minha vida...Minha vocação é sofrer em silêncio por todo o mundo, imolar-me em união com Jesus pelos pecados de meus irmãos, pelos sacerdotes, os missionários, pelas necessidades da Igreja, pelos pecados do mundo, pelas necessidades de minha família’.

Em 26 de abril de 1938, depois de somente 19 meses e 12 dias transcorridos na Trapa, dos quais 4 em agonia, Rafael morreu sofrendo com febres altíssimas e com um sentido insaciável de fome e sede por causa da doença implacável. Seus escritos, que muito se tem lido e comentado, lhe valerão o título de ‘um dos maiores místicos do século XX’ e a fama de mestre de vida espiritual.


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Irmão Rafael será canonizado




Irmão Rafael será canonizado

Um jovem Trapista

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 ( ZENIT.org )

Bento XVI canonizará em breve o Beato Rafael Arnáiz, jovem Monge Trapista espanhol que havia sido proposto por João Paulo II, na Jornada Mundial da Juventude de Santiago de Compostela (1989), como modelo de vida cristã para os jovens.

Seu nome faz parte da lista dos dez Beatos divulgada nesta segunda-feira pela Santa Sé, ao convocar o Consistório de Cardeais que no próximo sábado, 21 de fevereiro, anunciará a data de suas canonizações. A Santa Sé divulgou nesta segunda-feira que no próximo dia 21 de fevereiro acontecerá o Consistório público dos Cardeais, no qual se decidirá a data da celebração de canonização de 10 novos Beatos.

O «Irmão Rafael», como é comumente conhecido na Espanha, é um dos autores mais conhecidos e populares de escritos espirituais e místicos do século XX, e sua fama de santidade logo se estendeu fora dos muros de seu Mosteiro.

O Beato Rafael nasceu em 9 de abril de 1911 em Burgos, e faleceu aos 27 anos, em 26 de abril de 1938, no Mosteiro Trapista de São Isidro de Dueñas, após uma dolorosa enfermidade.

Criado em uma família de boa posição social e profundamente cristã, estudou Arquitetura em Madri. Era um grande aficcionado à fotografia, e tinha um temperamento artístico notável.

Ingressou no Mosteiro Trapista em 1934, e pouco tempo depois contraiu uma penosa enfermidade, a diabetes sacarina, que o obrigou a deixar o Claustro em três ocasiões, voltando finalmente ao Mosteiro, onde morreu.

Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em 27 de setembro de 1992.

Fonte: Zenit


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Palavras de um parente de Rafael, 1ª parte




Palavras de um parente de Rafael, 1ª parte

Escrito por Bruno, do Blog Religión en Liberdad

O Irmão Rafael, por fim Santo!

Uma das grandes bênçãos que Deus me regalou pelo tempo que dedico a este Blog foi a oportunidade de conhecer muitas pessoas interessantes: companheiros de caminho até a Pátria eterna dentro da Igreja, Sacerdotes, Religiosos, famílias em missão, convertidos, nobres adversários em mil e uma discussões...

Uma dessas pessoas que agradeço a Deus haver conhecido atrav´s deste Blog é parente do Irmão Rafael. Assim que pensei pedir-lhe que escrevesse umas linhas sobre este Santo. Que maravilha ter um Santo na família! Com grande acerto, foi contando algo sobre a sua vida, com frases do próprio Rafael.

Não sei se os leitores sabem que recentemente foi aprovado o milagre que permitirá a canonização deste Santo espanhol do séc XX, que foi beatificado por João Paulo II em Madri há alguns anos. Sua vida, humanamente, não teve relevância. Entrou como monge para a Trapa de San Isidro de Dueñas aos 23 anos. Seu tempo no Mosteiro foi humanamente um desastre: enfermidade atrás de enfermidade, teve que abandonar por três vezes o Mosteiro e, finalmente, a morte por diabetes aos 27 anos de idade. Entretanto, seus escritos e desenhos nos deixaram um retrato do que é a santidade: o cumprimento, mediante a Graça que transforma nossa debilidade, da Vontade de Deus, seja ela qual for.

“Estimado Bruno,

Com respeito ao seu amável convite para escrever algo sobre Rafael Arnáiz, lhe envio as seguintes reflexões, frases dele e passagens de sua vida, fincando pé em sua passagem pela Faculdade de Arquitetura, talvez porque nós compartilhamos essa vocação.


Devendo começar por alguma parte, o faço destacando que o caminho espiritual deste Santo começa na família. Seus pais se esforçaram por construir um lugar para a família de acordo com Deus, o qual girava em torno do amor, da fé e da cultura no mais alto nível. Rafael Arnáiz, o pai, era engenheiro de Montes e em certas ocasiões se fazia acompanhar ao trabalho por seu filho mais velho, percorrendo a formosa e variada geografia asturiana, o que permitiu ao menino aprender da técnica e da natureza. Esses passeios com o pai, as conversas inteligentes sobre diversos temas, em especial os transcendentes, o ajudaram a descobrir Deus na beleza da criação, motivando-lhe a essa oração espontânea e íntima que praticou por toda a sua vida:

‘Se me impressiona uma paisagem é porque nela vejo Deus; e as cores, os ventos e o sol são obras suas’

A mãe, Mercedes Baron, mulher piedosa, lhe ensinou as primeiras orações, assim como também a afeição pela música, o teatro e a pintura.

‘Passei um dia feliz, debruçado sobre a prancheta..., mas pensando bem, não são os pincéis e as cores que alegram as minhas horas de trabalho; é o trabalho mesmo, é a Cruz que estou desenhando, a causa de minha alegria’.

(continua)