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terça-feira, 29 de setembro de 2009

Beato Rafael Arnáiz e São João da Cruz





“Sabemos que o Cântico de São João da Cruz é sua obra predileta e, além disso, reflexa fielmente a sua própria alma, pois o cantou e o viveu nos momentos decisivos de sua existência. O Cântico é a oração de um místico poeta que vive do amor de Deus e, por isso, é o poema mais completo e mais próximo de sua experiência. Na realidade, tomado em seu conjunto, tem muito de autobiografia espiritual. O amor que anima a vida inteira de São João da Cruz e inspira seus escritos assume no Cântico toda a força de uma vocação e de uma paixão.

Nesse sentido, alguém de muita autoridade, ao estudar «a experiência do Irmão Rafael à luz dos ensinamentos de São João da Cruz», disse:

«Ao querer comparar estas duas almas (São João da Cruz e o Irmão Rafael), ao tratar de explicar este encontro que se deu entre elas, tem que ter em conta a fortíssima paixão de Deus, que ambos padeceram e que é o segredo de suas vidas entregues. Sem dúvida, essa paixão foi vivida e manifestada com seus próprios matizes existenciais em cada um deles. Cada alma é uma alma. Mas com uma paixão cravada como um dardo no coração de um e de outro, e que é o que provoca o dinamismo vital em suas respectivas vidas.

São João da Cruz foi um de seus grandes amigos. Um de seus guias espirituais. O mais citado em seus escritos. Com ele sintonizou maravilhosamente sua alma endeusada. Ambos foram peregrinos do Absoluto. Sofreram a paixão de Deus. Paixão de amor e de dor. Paixão mística. Só Deus! Só Deus!, foi seu grito na noite. É o pessoal e o social que todos padecemos e que talvez nos acovarde, como um sinal de luz que Deus, por meio de Rafael, nos regala para despertar nossa pobreza de fé, de esperança e de amor. Nada e Tudo. Só Deus!» (Jiménez Duque, B., Espiritualidad del Hermano Rafael, pp.75,85, na Semana de Espiritualidade do Irmão Rafael, Monasterio Cisterciense de San Isidro de Dueñas, Palencia, 1984)”.


Fray Mª Alberico Feliz Carvajal, OCSO
Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Introducción, pp.52-53


En español:


Beato Rafael Arnáiz y San Juan de la Cruz


“Sabemos que el Cántico de San Juan de la Cruz es su obra predilecta y, además, refleja fielmente su propia alma, pues lo ha cantado y lo ha vivido en los momentos decisivos de su existencia. El Cántico es la oración de un místico poeta que vive del amor de Dios y, por eso, es el poema más completo y más cercano a su experiencia. En realidad, tomado en su conjunto, tiene mucho de autobiografía espiritual. El amor que anima la vida entera de San Juan de la Cruz y inspira sus escritos, asumen en el Cántico toda la fuerza de una vocación y de una pasión.

En este sentido, alguien, de mucha autoridad, al estudiar «la experiencia del Hermano Rafael a la luz de las enseñanzas de San Juan de la Cruz», ha dicho:

«Al querer comparar estas dos almas (San Juan de la Cruz y el Hermano Rafael), al tratar de explicar este encuentro que se ha dado entre ellas, hay que tener en cuenta la fortísima pasión de Dios, que ambos padecieron y que es el secreto de sus vidas entregadas. Sin duda esa pasión se ha vivido y manifestado con sus propios matices existenciales en cada uno de ellos. Cada alma es una alma. Pero con una pasión clavada como un dardo en el corazón de uno y de otro, y que es el que provoca el dinamismo vital en sus respectivas vidas.

San Juan de la Cruz fue uno de sus grandes amigos. Uno de sus guías espirituales. El más citado en sus escritos. Con él sintonizó a maravilla su alma endiosada. Ambos fueron peregrinos del Absoluto. Sufrieron la pasión de Dios. Pasión de amor y de dolor. Pasión mística. ¡Sólo Dios! ¡Sólo Dios!, fue su grito en la noche. Es el personal y social que todos padecemos y que quizá nos acobarda, como una consigna de luz que Dios, por medio de Rafael, nos regala para despertar nuestra pobreza de fe, de esperanza y de amor. Nada y Todo. ¡Sólo Dios!» (Jiménez Duque, B., Espiritualidad del Hermano Rafael, pp.75,85, en Semana de Espiritualidad del Hno. Rafael, Monasterio Cisterciense de San Isidro de Dueñas,Palencia, 1984)”.


Fray Mª Alberico Feliz Carvajal, OCSO
Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Introducción, pp.52-53


A mística do Beato Rafael Arnáiz





A mística do Irmão Rafael Arnáiz


“A mística do Irmão Rafael flui e reflui por todos os poros de sua pessoa, não somente quando escreve, pensa e compõe, mas também quando esboça, desenha e pinta. Traduzindo plasticamente seus sentimentos mais profundos com seu espírito e sensibilidade de artista, nos pintará, já não só o «monte da perfeição», rematado pela Cruz, mas «o cervo correndo com insaciáveis ânsias de Deus»: sua «busca de amores, passando por fortes e fronteiras» e, sobretudo, «a alma na cruz» que, em frase paulina, significa a plena identificação com Cristo e que, começando por uma coroa de espinhos a seus pés, termina com o dardo da transverberação da mais alta mística.

Nesse sentido, nos deixou preciosas interpretações feitas a pincel ou a simples pena, traduzindo as palavras dos salmos ou explicando plasticamente as poesias mais elevadas de São João da Cruz em estampas de alto valor extraordinário e místico. Assim, teremos: «Estrangeiro sou na terra» (Sl 118, 19), «Que se prostre ante Ti a terra inteira» (Sl 65. 4), «Escolhi o caminho da verdade» (Sl 118, 30). É o que nos expressa o Irmão Rafael quando, por força da sua experiência mística, plasma em estampas as canções de São João da Cruz”.


Fray Mª Alberico Feliz Carvajal, OCSO
Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Introducción, p.52


En español:


La mística del Beato Hermano Rafael Arnáiz

“La mística del Hno.Rafael fluye y refluye por todos los poros de su persona, no sólo cuando escribe, piensa y compone, sino también cuando bosqueja, dibuja y pinta. Traduciendo plásticamente sus sentimientos más profundos con su espíritu y sensibilidad de artista, nos pintará, ya no sólo el «monte de la perfección», rematado por la Cruz, sino «el ciervo corriendo con insaciables ansias de Dios»: su «búsqueda de amores, pasando fuertes y fronteras», y sobre todo «el alma en cruz» que, en frase paulina, significa la plena identificación con Cristo, y que, comenzando por una corona de espinas a sus pies, termina con el dardo de la transverberación de la más subida mística.

En este sentido, nos ha dejado preciosas interpretaciones hechas a pincel o a simple plumilla, traduciendo las palabras de los salmos o explicando plásticamente las poesías más elevadas de San Juan de la Cruz en estampas de exquisitez extraordinaria y mística. Así, tenemos: «Extranjero soy en la tierra» (Sal 118, 19), «Que se postre ante Ti la tierra entera» (Sal 65. 4), «Escogí el camino de la verdad» (Sal 118, 30). Es lo que expresa el Hno.Rafael cuando, en fuerza de su experiencia mística, plasma en estampas las canciones de San Juan de la Cruz”.


Fray Mª Alberico Feliz Carvajal, OCSO
Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Introducción, p.52


Padre Alberico Feliz fala sobre o Beato Rafael




O legado do Beato Rafael:

Tudo é mais simples

No dia 26 de abril se celebrou a Festa do Beato Rafael Arnáiz, um jovem Trapista do Mosteiro de San Isidro de Dueñas, em Palencia, que morreu com apenas 28 anos, depois de uma enfermidade que o obrigou a entrar e sair do convento várias vezes. Sua vida e sua espiritualidade foram comparadas com as de Santa Teresa de Lisieux. O Vice Postulador de sua Causa de Canonização, Padre Alberico Feliz, fala para Alfa y Omega:

Alfa y Omega: Como era o Beato Rafael?

Padre Alberico: Sua espiritualidade é muito rica em matizes e está polarizada, sobretudo, na busca de Deus, a qual expressava em uma frase muito pequena que sintetizava tudo: Só Deus. Deus preenchia tudo em sua vida e fora Dele nada tinha sentido. A vida do Beato Rafael é um testemunho da transcendência de Deus, do absoluto de Deus.

Alfa y Omega: Como foi sua vida anterior?

Padre Alberico: Ele cursou dois anos de Arquitetura. Ao terceiro ano já tinha definida a vocação trapista. Seu tio, ao ver que seu sobrinho tinha inquietudes, pediu conselho e, como não conhecia nada além deste convento, lhe orientou que lá fizesse os Exercícios Espirituais. No segundo dia, ele anotou em sua agenda: Me convenci de muitas coisas. Eu penso que, entre essas coisas, estava sua vocação de monge trapista.

Alfa y Omega: Que tem a dizer o Beato Rafael aos jovens de hoje?

Padre Alberico: O principal que tem a dizer-lhes, sobretudo, é que não sejam tão complicados e sim mais simples. Uma das coisas que mais o distinguia era sua simplicidade. Dizia: Quão tortuosos caminhos se tem que percorrer para se chegar à simplicidade, e que incômoda é a complicação, e como gostamos, os homens, de complicar tudo; se não praticamos a virtude é devido ao nosso complicado modo de ser, que rechaça o que é simples. Ele era tão simples em tudo; e também muito elegante e instruído. A ciência que ele recebeu dá a sensação de que era infusa, porque ele não tinha teologia alguma. Tem-se dito dele que é um dos maiores místicos do século XX. Com Santa Teresa de Lisieux coincide precisamente em sua confiança e abandono em Deus, em seu desejo de pertencer-lhe, e também no apostolado do sorriso e em sua frágil saúde, na prova de sua enfermidade.


En español:


El legado del Beato Rafael,

Todo es más sencillo

El pasado 26 de abril se celebró la festividad del Beato Rafael Arnáiz, un joven trapense del Monasterio de San Isidro de Dueñas, en Palencia, que murió con apenas 28 años, después de una enfermedad que le obligó a entrar y salir del convento varias veces. Su vida y su espiritualidad han sido comparadas con las de santa Teresa de Lisieux. El Vice postulador de su Causa de canonización, Padre Alberico Feliz, habla para Alfa y Omega:

Alfa y Omega: ¿Cómo era el Beato Rafael?

Padre Alberico: Su espiritualidad es muy rica en matices, y está polarizada, sobre todo, en la búsqueda de Dios. La expresaba en una frase muy corta, en la que lo plasmaba todo: Sólo Dios. Dios lo llenaba todo en su vida, y fuera de Él nada tenía sentido. La vida del Beato Rafael es un testimonio de la trascendencia de Dios, de lo absoluto de Dios.

Alfa y Omega: ¿Cómo fue su vida anterior?

Padre Alberico: Él realizó dos años de Arquitectura. Al tercer año ya tenía planeada la vocación trapense. Su tío, al ver que su sobrino tenía inquietudes, pidió consejo y, como no conocía más que este convento, le orientó para que realizara Ejercicios espirituales. Al segundo día, él anotó en su agenda: Me he convencido de muchas cosas. Yo pienso que, entre esas cosas, estaba su vocación de monje trapense.

Alfa y Omega: ¿Qué tiene que decir el Beato Rafael a los jóvenes de hoy?

Padre Alberico: Lo principal que tiene que decirles, sobre todo, es que no sean tan complicados, sino más sencillos. Una de las cosas que más le distinguían era su sencillez. Decía: Cuán tortuosos caminos hay que recorrer para llegar a lo simple, y qué incómoda es la complicación, y cómo gustamos los hombres de complicárnoslo todo; si no practicamos la virtud es debido a nuestro complicado modo de ser, que rechaza lo que es sencillo. Él era tan sencillo en todo; y también muy elegante e instruido. La ciencia que él recibió da la sensación de que fuera infusa, porque él no tenía teología alguna. Han dicho de él que es uno de los místicos más grandes del siglo XX. Con santa Teresa de Lisieux coincide precisamente en su confianza y abandono en Dios, en su deseo de pertenecerle, y también en el apostolado de la sonrisa y en su frágil salud, en la prueba de su enfermedad.


J.L.V.D-M.
Alfa y Omega
03-05-2007


domingo, 26 de abril de 2009

FESTA DO BEATO RAFAEL ARNÁIZ BARÓN – Santidade: Tudo por Deus!





FESTA DIA 26 DE ABRIL


"Tudo o que faço, é por Deus. As alegrias, Ele as manda; as lágrimas, Ele as dá; o alimento, tomo-o por Ele; e quando durmo, faço-o por Ele. Minha regra é Sua vontade, e Seu desejo é minha lei; vivo porque a Ele apraz, morrerei quando Ele quiser. Nada desejo fora de Deus.

Quisera que o universo inteiro - com todos os planetas, os astros todos, e os inúmeros sistemas siderais - fosse uma imensa superfície lisa onde eu pudesse escrever o nome de Deus. Quisera que minha voz fosse mais potente que mil trovões, e mais forte que o ímpeto do mar, e mais terrível que o fragor dos vulcões para só dizer ‘Deus'. Quisera que meu coração fosse tão grande quanto o Céu, puro como o dos Anjos, simples como a pomba para nele ter a Deus".



Dos escritos de Rafael

Rafael. Obras Completas. Preparadas por Fray Maria Alberico Feliz Carbajal, Burgos, Editorial Monte Carmelo, 2002, pp. 788 e 831-832.



terça-feira, 21 de abril de 2009

Rafael Arnaiz: Milagre da Beatificação





A SANTA SÉ ADMITE O MILAGRE DA BEATIFICAÇÃO DO IRMÃO TRAPISTA RAFAEL ARNÁIZ BARÓN

Beatificado em 27 de setembro de 1992, pelo Santo Padre Papa João Paulo II

Sobre o Milagre da Beatificação

A cura milagrosa de María del Carmen Argüelles Merino por intercessão do Irmão Rafael Arnáiz Barón

Carmen Argüelles nasceu em Palencia, Espanha, em 9 de maio de 1963. No dia 5 de julho de 1982, saía de casa acompanhada por uma amiga sua e, enquanto se encontravam junto a um semáforo esperando para atravessar a rua, passou uma escavadeira que, chocando-se com o mastro do referido semáforo, o fez cair sobre a cabeça da jovem Carmen. Levada à Clínica Residencia Lorenzo Ramirez, de Palencia, e, dada a gravidade do caso, é transferida urgentemente a Valladolid, à Clínica Onésimo Redondo. Depois de realizarem exames, o resultado foi um EDEMA BILATERAL INTENSO. Levada à sala de cirurgia, lhe extraíram um fragmento de osso do cérebro, mas ainda restou um pequeno fragmento inserido no seio longitudinal superior que não puderam extrair, e que, por sua vez, ocasionou um EDEMA EPIDURAL. Foi transferida à UTI.


Depois de passados quatro dias, a paciente começa a apresentar um quadro clínico com uma midriasis esquerda persistente (que é uma dilatação anormal da pupila, com total imobilidade da íris) e com uma acentuada piora clínica. No dia 12 de julho é submetida a um exame de angiografia carotídea esquerda, que mostra claramente uma TROMBOSE na parte superior do seio longitudinal superior. O estado da jovem Carmen Argüelles piora ainda mais e entra no estado de coma “depassé” (severa), deixando sua família quase em desespero.

Os pais, Ernesto y Carmen, a encomendaram a Deus, à Virgem Maria e a todos os Santos, entretanto seu estado continuou piorando até o ponto que o Dr. Palomeque anunciou ao pai que era impossível uma nova intervenção para extrair o trombo que se havia formado e que já não havia mais esperanças. O Diretor da UTI, o Dr. Merlo, afirmou que a paciente morreria se a movessem. A equipe médica, no dia 15, diz textualmente: “DAMOS SEU CÉREBRO COMO PERDIDO. NÃO A UMA NOVA INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. CLINICAMENTE MORTA”.

Entretanto, sua mãe não perde as esperanças e vai pedir ao Padre Alberico, do Mosteiro Trapista de San Isidro de Dueñas, uma relíquia do Irmão Rafael. Entregou a relíquia a uma enfermeira da UTI e esta tocou a enferma com as relíquias, depois prendendo-a no seu travesseiro. Ao mesmo tempo, a mãe começava a rezar com grande fervor uma novena ao Irmão Rafael.

E é concretamente nesses dias que começa uma melhora gradual e progressiva da enferma, como se pode comprovar pelas datas do Diário clínico do Hospital (16 de julho e seguintes). Na ausência do Dr. Palomeque por motivo de férias, o Dr. López Hernández escreve assim: “entrou em coma de grau IV e, em consequência da angiografia cerebral, foi constatada trombose do seio longitudinal superior, coisa que explicava o edema cerebral e o agravamento clínico, apesar da intervenção realizada. Após uns 10 dias começou uma lenta recuperação”.

Dito de outra maneira, o TROMBO, impossível de ser retirado com uma outra cirurgia, havia desaparecido completamente sem intervenção humana alguma. Isto fez com que a paciente melhorasse progressivamente, com uma recuperação neurológica e funcional total. A jovem Carmen foi retirada da UTI em 9 de agosto, levada ao quarto e posteriormente a sua casa.

Atualmente, a jovem não apresenta a mais mínima seqüela nem física nem neurológica do grave trauma sofrido e está cheia de vida com todas as suas faculdades normais.


Datacom


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Aprovação do milagre e abertura do processo de canonização do Beato Rafael



Sobre a aprovação do milagre e a abertura do processo de canonização do Beato Rafael

Palencia, 05 de novembro de 2008

O Bispo asturiano Juan Antonio Martinez Camino anunciou durante a pregação da Semana Santa de 2008, em Oviedo, que o Conselho Científico Médico da Congregação do Vaticano para a Causa dos Santos (composto por cinco médicos consultores), aprovou um milagre ocorrido em Madri, entre os anos de 2000 e 2001, pela intercessão do Irmão Rafael, declarando que tal cura é humanamente inexplicável.

O processo de beatificação do Irmão Rafael começou em 1965 e se encerrou em abril de 1967, mas só foi beatificado em 27 de setembro de 1992 pelo Papa João Paulo II. Agora, após os estudos e acompanhamentos do milagre desde 2003, o processo de canonização, que foi iniciado no ano de 2005, e que converterá o Beato Rafael Arnáiz Baron em Santo em poucos anos, está a ponto de ser concluído.

No dia 09 de abril de 2005, às 10 da manhã, os Monges de San Isidro de Dueñas cantavam a Hora da Terça, hora litúrgica em que se pede, de maneira especial, ajuda e iluminação ao Espírito Santo. Neste dia, foi presidida pelo Bispo de Palencia, D. Rafael Palmero Ramos, o qual ao término, procedeu a Sessão de abertura do Processo Diocesano para a Canonização do Beato Rafael ante a Comunidade de Monges e uma assembléia numerosa de fiéis.

Compareceu o Rvdo. Padre Alberico Feliz Carbajal, O.C.S.O., Vice-Postulador da Causa de Canonização, segundo consta pelo mandato procuratório que exibiu, e pediu que se procedesse a abertura do processo sobre a suposta cura milagrosa atribuída ao Beato Rafael Arnáiz Baron.

Ouvida a petição do Vice-Postulador, o Exmo.Sr. Bispo, por requerimento do Promotor de justiça, examinou o mandato procuratório e entregou o mesmo ao Juiz Delegado e ao Promotor de justiça para que inspecionassem e, não havendo nada que opor ao dito mandato, o Exmo. Sr. Bispo o admitiu como legítimo.



Os nomeamentos do processo foram os seguintes:





-D. Ginés Ampudia Caballero, Juiz Delegado
-Rvdo. D. Antonio Garcia Redondo, Promotor de Justiça
-Frei Juan Javier Martin Hernández, O.C.S.O., Notário Atuário
-D. Enrique Trigueros Castillo, Abade do Mosteiro Cisterciense de San Isidro de Dueñas, Notário Adjunto
-Rvdo. D. José Maria Gómez Laso, Notário “ad casum” da Cúria Diocesana

Uma vez designados os cargos e revisados os documentos, todos e cada um prestaram juramento, carimbaram seu selo particular, e assinalaram como lugar das audiências em que se haviam de executar as provas, o Mosteiro Cisterciense de San Isidro de Dueñas. Como dias e horas das sessões, assinalaram todos os dias úteis da semana, desde as 10 horas da manhã às 18 horas.


FERNANDO CABALLERO


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Vaticano aceita expediente da canonização do Beato Rafael



Palencia, 20 de dezembro de 2006

O Vaticano aceita o tão esperado expediente da canonização do Beato Rafael. Os Cardeais e peritos examinarão nos próximos meses se houve um milagre na cura de uma jovem de Madri que teve problemas no parto. As atas do Tribunal Eclesiástico já estão sendo traduzidas para o italiano.

A canonização do Beato Rafael, monge que viveu no Mosteiro de San Isidro de Dueñas, segue avançando e agora no Vaticano. A Congregação para as Causas dos Santos já deu o visto aprovando o expediente elaborado pelo Tribunal Eclesiástico criado na Diocese de Palencia sobre a suposta cura de uma jovem pela intercessão do Religioso Trapista. Em uma reunião no dia 30 de novembro, o órgão que evisa as causas para a beatificação ou canonização propostas conheceu o expediente procedente da Diocese de Palencia para determinar a sua validez.

A partir de agora, se inicia outra etapa no processo que culminará com a canonização, se os Cardeais que formam a Congregação para a Causa dos Santos concluírem que aquela cura foi um milagre.

O Tribunal Eclesiástico se reuniu em 07 de maio passado, presidido pelo Juiz Diocesano, Ginés Ampudia, eleito recentemente o novo Cura da Catedral de Palencia. O vice-postulador, Alberico Feliz, entregou em 16 de maio, na Secretaria da Sagrada Congregação para as Causas de Santos, duas cópias do expediente. O decreto de abertura do processo de canonização nesse departamento do Vaticano acontece 10 dias depois.

A postuladora da Ordem Cisterciense, a Sra. Augusta Tescari, logo comunicou ao Mosteiro de San Isidro, em 08 de novembro, que ainda não havia recebido o tão esperado decreto de validez, mas mostrou naquela data a sua confiança de que este não tardaria demasiado em chegar, porque a relação do perito já estava preparada e era positiva. O decreto de validez foi feito na reunião do dia 30 de novembro.

O processo ainda tem que passar pela aprovação definitiva do órgão vaticano que dá o visto bom às causas de beatificação ou canonização. O expediente do Tribunal Eclesiástico tem que ser traduzido para o italiano, um trabalho que não é fácil já que os documentos médicos estão cheios de termos técnicos.

O Tribunal Eclesiástico chegou à conclusão de que não há uma explicação natural para a cura da jovem madrilenha que padeceu de uma enfermidade grave quando estava grávida. Este órgão é presidido pelo Juiz Diocesano, Ginés Ampudia, e o integram o vice-postulador da causa, o Monge Alberico Feliz; o Promotor de Justiça, Antonio Garcia Redondo – que fez com que o processo se ajuste ao Direito Canônico –; o notário que levantou as atas, que foi o Monge Javier Martin Hernández; e um perito médico, o ginecologista Pablo Martin Álvares.

O Beato Rafael Arnáiz Barón (Burgos, 1911- Dueñas, Palencia, 1938) foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 27 de setembro de 1992. Se chegar a ser finalmente declarado Santo, será o atual Pontífice, Bento XVI, quem presidirá a cerimônia de canonização.

FERNANDO CABALLERO
EL NORTE DE CASTILLA