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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Beato Rafael Arnáiz: sobre o milagre da Canonização





O milagre do Beato Rafael


O Vaticano canonizará o Trapista ovetense de adoção por reverter a morte cerebral de uma madrilenha


O anúncio do Bispo sierense Juan Martínez Camino sobre a próxima canonização do Irmão Rafael Arnáiz Barón recuperou para a cidade a figura deste místico trapista natural de Burgos, embora ovetense por adoção, porque foi nesta cidade que viveu toda a sua juventude.

O Conselho Científico Médico da Congregação do Vaticano para a Causa dos Santos aprovou um milagre ocorrido em Madrid pela intercessão do Irmão Rafael, o que faz prever sua pronta canonização.

O milagre aprovado pelo Vaticano remonta a dezembro do ano 2000. Uma mulher madrilenha, Begoña León, adoeceu quando estava grávida e lhe fizeram uma cesárea no Hospital Gregorio Marañón para salvar o bebê. O estado da paciente piorou e teve que ser submetida a uma intervenção cirúrgica de emergência. A cirurgia não correu bem e a mulher entrou em estado de morte cerebral. Uma Irmã do Convento Cisterciense de San Bernardo de Burgos teve conhecimento do caso pela família da enferma. Decidiram rezar uma novena dedicada ao Irmão Rafael para a cura da jovem. Foi a partir de então quando, segundo consta no expediente eclesiástico, a paciente começou a evoluir bem até restabelecer-se por completo. Este relato foi apresentado no Vaticano como um possível milagre do Irmão Rafael. A Santa Sé ratificou se tratar de um milagre.

O Processo de Beatificação do Irmão Rafael começou em 1965 e foi encerrado em abril de 1967, e em 27 de setembro de 1992 foi beatificado pelo Papa João Paulo II. Rafael Arnáiz Barón será o segundo santo asturiano, embora neste caso por adoção, depois de São Melchor de Quirós, que foi canonizado em 19 de junho de 1988.

Lne.es - Oviedo
16 de marzo de 2008
Marta Pérez


En español:


El milagro del Beato Rafael

El Vaticano canonizará al Trapense ovetense de adopción por revertir la muerte cerebral de una madrileña

El anuncio del obispo sierense Juan Martínez Camino sobre la próxima canonización del hermano Rafael Arnáiz Barón ha recuperado para la ciudad la figura de este místico trapense natural de Burgos, aunque ovetense de adopción, porque fue en esta ciudad donde vivió toda su juventud.

El Consejo Científico Médico de la Congregación del Vaticano para la Causa de los Santos aprobó un milagro ocurrido en Madrid con la intercesión del hermano Rafael, lo que hace prever su pronta canonización.

El milagro aprobado por El Vaticano se remonta a diciembre del año 2000. Una mujer madrileña, Begoña León, enfermó cuando estaba embarazada y se le practicó una cesárea en el Hospital Gregorio Marañón para salvar al niño. El estado de la paciente empeoró y tuvo que ser intervenida de urgencia. La operación salió mal y la mujer entró en un estado de muerte cerebral. Una hermana del convento cisterciense de San Bernardo de Burgos tuvo conocimiento del caso por la familia de la enferma. Decidieron rezar una novena dedicada al Hermano Rafael para propiciar la curación de la joven. Fue a partir de entonces cuando, según consta en el expediente eclesiástico, la paciente comenzó a evolucionar hasta reponerse por completo. Este relato fue presentado en El Vaticano como un posible milagro del Hermano Rafael. La Santa Sede ratificó que se trata de un milagro.

El Proceso de Beatificación del Hermano Rafael comenzó en 1965 y se cerró en abril de 1967, y el 27 de septiembre de 1992 fue beatificado por el Papa Juan Pablo II. Rafael Arnáiz Barón será el segundo santo asturiano, aunque en este caso de adopción, después de San Melchor de Quirós, que fue canonizado el 19 de junio de 1988.


Lne.es - Oviedo
16 de marzo de 2008
Marta Pérez



terça-feira, 29 de setembro de 2009

Beato Rafael Arnáiz proposto como “co-patrono” da Jornada Mundial da Juventude 2011





Irmão Rafael proposto como “co-patrono” da Jornada Mundial da Juventude 2011

Será canonizado por Bento XVI em 11 de outubro


BURGOS, segunda-feira, 31 de agosto de 2009 (ZENIT.org) - Bispos espanhóis escreveram uma carta na qual propõem que o Beato María Rafael Arnáiz Barón, mais conhecido como “Irmão Rafael”, seja proclamado um dos “co-patronos” da Jornada Mundial da Juventude que o Papa presidirá em agosto de 2011 em Madri.

No dia 11 de outubro, Bento XVI canonizará no Vaticano este jovem que faleceu aos 27 anos (1911-1938), no Mosteiro cisterciense de Santo Isidro de Dueñas, em Palencia, Espanha.

“Confiamos que o Irmão Rafael Arnáiz nos acompanhe como um dos ‘co-patronos’ do encontro, para que todos os jovens do mundo possam conhecer a obra de Deus neste jovem do século XX”, explicam os Bispos pensando na Jornada Mundial da Juventude.

A carta pastoral dirigida aos jovens com o título “Busque o rosto de Deus” foi assinada em 15 de agosto em Santo Isidro de Dueñas por vários Bispos. Os prelados alertam os jovens espanhóis: “não ocorra que nós, ‘os de casa’, desconheçamos o tesouro que temos a nosso lado, e que tenham de vir de longe para abrir-nos os olhos!”.

Para isso exortam: “aproximemo-nos do Irmão Rafael, peregrinemos à Trapa de Santo Isidro de Dueñas para rezar ante seu túmulo, leiamos seus escritos, e sejamos difusores de sua vida e testemunho...”.

“Em resumo, sejamos autênticos, como o Irmão Rafael! Aos jovens católicos deste século XXI, cabe remar contra a corrente. Somos conscientes disso! Não é fácil ser autêntico, em meio a tantos clamores e tentações contrárias ao caminho do Evangelho”, asseguram os Bispos.

O Irmão Rafael, nascido em Burgos, era um jovem estudante de Arquitetura, quando em outubro de 1930 visitou o Mosteiro de Santo Isidro de Dueñas, vislumbrando a vocação monástica. Ingressou na Trapa quatro anos depois. Morreu no Mosteiro em consequência do diabetes. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II, em 27 de setembro de 1992.


A carta dos Bispos pode ser lida em:

http://www.diocesispalencia.org


En español:


El Hermano Rafael, propuesto como "copatrón" de la Jornada de la Juventud 2011

http://www.zenit.org/article-32292?l=spanish


La carta de los Obispos puede leerse en:

http://www.diocesispalencia.org



Beato Rafael Arnáiz e os Bispos





Carta Pastoral para jovens sobre o Irmão Rafael


Foi preparada pelos Bispos de Burgos, Palencia, Bilbao, Orihuela-Alicante, Coria-Cáceres, Mondoñedo-Ferrol e Osma-Soria com motivo de sua canonização em Roma no dia 11 de outubro.

Os Bispos de Palencia, Osma-Soria, Mondoñedo-Ferrol, Bilbao e Coria-Cáceres apresentaram ontem no Mosteiro da Trapa uma Carta Pastoral dedicada aos jovens sobre a vida do Irmão Rafael Arnáiz. Participaram também o Arcebispo de Burgos, D.Francisco Gil Hellín, e o Bispo de Orihuela-Alicante, D.Rafael Palmero, que não puderam estar presentes na Abadía Trapista de San Isidro.

Os Bispos redigiram a Carta, denominada “Buscai o Rosto de Deus”, com motivo da próxima canonização do Beato burgalês em Roma no dia 11 de outubro. Sua elevação aos altares se realizará devido a um milagre aprovado pelos cinco médicos que o analisavam, e que ocorreu fazem oito anos em Madri, alcançando a cura de uma mulher com morte cerebral que acabava de dar à luz e tinha uma infecção generalizada. Os familiares pediram por ela ao Beato e a enferma saiu sã e salva.

O Irmão Rafael Arnáiz faleceu com somente 27 anos após dar um exemplo de grande aceitação de sua enfermidade, um diabetes agressivo que o impediu de cumprir todas as regras monásticas e que marcou sua convicção vocacional e a generosidade de sua entrega até morrer no Mosteiro da Trapa em 26 de abril de 1938. Havia ingressado em 16 de janeiro de 1934.


O Bispo de Palencia, D.José Ignacio Munilla

Ressaltou na apresentação da Carta Pastoral – a qual será distribuída de forma massiva amanhã na Catedral na missa de San Antolín – que o futuro Santo «está chamado a romper muitos modelos falsos e sua santidade não é algo extraordinário ao horizonte do jovem». D.Munilla confia em que a figura do Irmão Rafael acompanhe como co-patrono aos jovens de todo o mundo na Jornada Mundial da Juventude em Madri, a qual será presidida pelo Papa Bento XVI em agosto de 2011. «Deve ser uma figura do século XX com uma grande ressonância», precisou.

O Bispo de Mondoñedo-Ferrol, Manuel Sánchez

Assinalou que o Monge Trapista demonstra que os jovens «não são insensíveis aos valores espirituais», embora não os tenham como nada fácil «como ocorreu ao próprio Rafael, que ofereceu seu testemunho religioso em uma época republicana com ondas de violência e perseguição anti-clerical».

Bispo de Osma-Soria, D.Gerardo Melgar

Fez uma resenha das raízes do Irmão Rafael, onde ressaltou que ele «edificou» sua profunda vocação religiosa no seio familiar, «que lhe apoiou em todos os momentos». Por sua vez, destacou que além disso o futuro Santo contou com uma sólida formação baseada na Escola Católica, que adquiriu em um colégio jesuíta, junto ao seu envolvimento em movimentos de adoração noturna e apostolado.

Bispo de Bilbao, D.Ricardo Blázquez

Que esteve à frente da Diocese palentina durante três anos e é o atual prelado de Bilbao, manifestou abundância na prolífica obra mística do Trapista «plasmada em tantas cartas, que demonstraram sempre um rosto moderno». Por sua vez, recordou que em 1992, sendo Bispo palentino, lhe coube a honra de realizar a denominada Postulação ao Papa, «petição que devia fazer-se à Roma a fim de que se produzisse a Beatificação de Rafael Arnáiz».

Bispo de Coria-Cáceres, D.Francisco Cerro

Considerou que a vivência da enfermidade do Irmão Trapista «é uma das chaves» de sua santidade. Pela enfermidade teve que sair mais de uma vez do Mosteiro para voltar a regressar «e embora não compreendesse a situação confiava nos planos de Deus para ele, sendo seu maior segredo a descoberta da sabedoria da cruz».

En español:

http://www.diariopalentino.es/noticia.cfm/Vivir/20090901/carta/pastoral/jovenes/hermano/rafael/721C4984-1A64-968D-59EF025C8ED45B01


Diariopalentino
Óscar Navarro
J.B.I. (ICAL)


segunda-feira, 27 de julho de 2009

Beato Rafael Arnáiz, o jovem Trapista que encontrou a santidade no quotidiano – 2ª parte




22 de julho de 2009

Sua vida, suas cartas e o testemunho de sua postuladora

2ª parte


Traição de Deus?

Apesar da imensa alegria que experimentava, a diabetes sacarina o obrigou a abandonar a Abadia em três ocasiões: “Pareceu a Rafael quase uma traição da parte do Senhor, mas pouco a pouco aprendeu a Vontade do Senhor e permaneceu 1 ano em casa para curar-se”, recorda a Irmã Agustina.

“Pediu novamente para entrar no Mosteiro como Oblato porque não podia seguir toda a Regra, sem direito de voto nas decisões capitulares. Foi aceito como hóspede. Sentia a vocação de modo muito forte e por isso foi aceito”, assegura a Religiosa.


O legado de um jovem Santo

A simplicidade e inclusive o senso de humor de seus escritos não tiram valor nem profundidade teológica à expressão de suas experiências no Mosteiro assim como seu amor ao Senhor e à Santa Maria.

Em 1934, o Irmão Rafael recebeu o Hábito branco, e comentou com profunda alegria com sua mãe: “Estou muito contente. Estou todo de branco, pelo menos por fora. Agora, vou me esforçar para estar por dentro, que é o principal”.

Suas reflexões, as intercalava sempre com comentários que faziam rir aos destinatários de suas cartas: “O que me dá muito calor é o capuz. Quando chegar o verão vou me derretendo pouco a pouco, e um dia vão procurar o Frei María Rafael e não encontrarão mais que o Hábito”.

E foi a Diabetes, a que o levou à morte na enfermaria do Mosteiro, no dia 26 de abril de 1938. Lugar que se conserva e que se converteu em lugar de oração e recolhimento para os Monges que ali habitam.

Em 19 de agosto de 1989, João Paulo II lhe propôs como modelo para os jovens em Santiago de Compostela, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

E lhe proclamaria Beato em 27 de setembro de 1992, na Praça de São Pedro, em Roma.


Por Carmen Elena Villa
Zenit


En español: http://www.zenit.org/article-32001?l=spanish



domingo, 17 de maio de 2009

Mais sobre o milagre de Beatificação do Beato Rafael Arnáiz





Testemunho de Carmen Argüelles


“Minha vida, desde o dia 5 de julho de 1982, mudou tanto que me custa reconhecer-me a mim mesma. Me formei, continuo estudando e trabalho muitíssimo. Mas a mudança verdadeira em minha vida, a que de verdade me preenche, me faz feliz ou estar alegre, é contar com Deus entre meus amigos e levar uma vida religiosa quase completa.

Antes do meu acidente, com 19 anos, rezava o imprescindível e, quase sempre, por alguma necessidade concreta, de forma muito rápida e sem ir à Missa; não rezava todos os dias, e nem para dar graças a Deus por nada. Eu, naquela altura, vivia com muita pressa, ‘não podia perder um minuto’ e não dava explicações da minha vida a ninguém (o menos possível a meus pais e se eles me pediam).

Depois do meu acidente, levei pouco mais de 8 anos para dar-me conta de que continuo viva. Tenho em minha mente uma zona branca de mais de 8 anos onde não me recordo de nada. Durante esse tempo, meus pais e o Padre Fernando Arnáiz Barón, irmão do Beato Rafael, foram me ensinando a rezar de novo, a falar com Deus, contar a Deus minhas coisas, inclusive antes de meus amigos.

Para chegar aqui tive que ser como São Tomé, ver para crer. Depois de passar o que passei, qualquer um crê! Eu animo a todos para que creiam em Deus, que sejam seus amigos e, ...CLARO..., QUE SE RECOMENDEM AO IRMÃO RAFAEL para tudo em suas vidas, porque ele os ajudará a serem amigos de Deus”.


Carmen Argüelles
Palencia, 20 de Julho de 2001
Datacom



terça-feira, 21 de abril de 2009

Rafael Arnaiz: Milagre da Beatificação





A SANTA SÉ ADMITE O MILAGRE DA BEATIFICAÇÃO DO IRMÃO TRAPISTA RAFAEL ARNÁIZ BARÓN

Beatificado em 27 de setembro de 1992, pelo Santo Padre Papa João Paulo II

Sobre o Milagre da Beatificação

A cura milagrosa de María del Carmen Argüelles Merino por intercessão do Irmão Rafael Arnáiz Barón

Carmen Argüelles nasceu em Palencia, Espanha, em 9 de maio de 1963. No dia 5 de julho de 1982, saía de casa acompanhada por uma amiga sua e, enquanto se encontravam junto a um semáforo esperando para atravessar a rua, passou uma escavadeira que, chocando-se com o mastro do referido semáforo, o fez cair sobre a cabeça da jovem Carmen. Levada à Clínica Residencia Lorenzo Ramirez, de Palencia, e, dada a gravidade do caso, é transferida urgentemente a Valladolid, à Clínica Onésimo Redondo. Depois de realizarem exames, o resultado foi um EDEMA BILATERAL INTENSO. Levada à sala de cirurgia, lhe extraíram um fragmento de osso do cérebro, mas ainda restou um pequeno fragmento inserido no seio longitudinal superior que não puderam extrair, e que, por sua vez, ocasionou um EDEMA EPIDURAL. Foi transferida à UTI.


Depois de passados quatro dias, a paciente começa a apresentar um quadro clínico com uma midriasis esquerda persistente (que é uma dilatação anormal da pupila, com total imobilidade da íris) e com uma acentuada piora clínica. No dia 12 de julho é submetida a um exame de angiografia carotídea esquerda, que mostra claramente uma TROMBOSE na parte superior do seio longitudinal superior. O estado da jovem Carmen Argüelles piora ainda mais e entra no estado de coma “depassé” (severa), deixando sua família quase em desespero.

Os pais, Ernesto y Carmen, a encomendaram a Deus, à Virgem Maria e a todos os Santos, entretanto seu estado continuou piorando até o ponto que o Dr. Palomeque anunciou ao pai que era impossível uma nova intervenção para extrair o trombo que se havia formado e que já não havia mais esperanças. O Diretor da UTI, o Dr. Merlo, afirmou que a paciente morreria se a movessem. A equipe médica, no dia 15, diz textualmente: “DAMOS SEU CÉREBRO COMO PERDIDO. NÃO A UMA NOVA INTERVENÇÃO CIRÚRGICA. CLINICAMENTE MORTA”.

Entretanto, sua mãe não perde as esperanças e vai pedir ao Padre Alberico, do Mosteiro Trapista de San Isidro de Dueñas, uma relíquia do Irmão Rafael. Entregou a relíquia a uma enfermeira da UTI e esta tocou a enferma com as relíquias, depois prendendo-a no seu travesseiro. Ao mesmo tempo, a mãe começava a rezar com grande fervor uma novena ao Irmão Rafael.

E é concretamente nesses dias que começa uma melhora gradual e progressiva da enferma, como se pode comprovar pelas datas do Diário clínico do Hospital (16 de julho e seguintes). Na ausência do Dr. Palomeque por motivo de férias, o Dr. López Hernández escreve assim: “entrou em coma de grau IV e, em consequência da angiografia cerebral, foi constatada trombose do seio longitudinal superior, coisa que explicava o edema cerebral e o agravamento clínico, apesar da intervenção realizada. Após uns 10 dias começou uma lenta recuperação”.

Dito de outra maneira, o TROMBO, impossível de ser retirado com uma outra cirurgia, havia desaparecido completamente sem intervenção humana alguma. Isto fez com que a paciente melhorasse progressivamente, com uma recuperação neurológica e funcional total. A jovem Carmen foi retirada da UTI em 9 de agosto, levada ao quarto e posteriormente a sua casa.

Atualmente, a jovem não apresenta a mais mínima seqüela nem física nem neurológica do grave trauma sofrido e está cheia de vida com todas as suas faculdades normais.


Datacom


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Beato Rafael Arnáiz, mais sobre sua vida




Pessoas novas em um mundo velho: Beato Rafael Arnáiz Barón

"O silêncio do Mosteiro não é silêncio, mas um concerto sublime que o mundo não percebe”. Esta é uma das famosas frases do Irmão María Rafael, Monge Trapista, falecido aos somente 27 anos de idade, beatificado e próximo à canonização.

Nasceu no ano de 1911, em Burgos, Espanha, de uma família muito rica e devota. Seguindo o exemplo dos pais, muito rápido o pequeno aprendeu a amar Jesus e a socorrer os pobres. Brilhante, inteligente, bonito, alegre, enamorado da vida, estudou com proveito e êxito, primeiro em um Instituto de Jesuítas em Burgos e depois nas Astúrias, antes de ingressar na Faculdade de Arquitetura em Madrid.


Enquanto estudava e se preparava com afinco para se tornar um bom Arquiteto, no coração de Rafael foi se abrindo um outro novo espaço onde Deus reinava e o encantava pouco a pouco, atraindo-o sempre e cada vez mais. Frequentemente se submergia em uma profunda oração, perdendo todo o sentido do tempo. Muitas vezes também levava consigo um cilício e preferia dormir no chão. Mas o real desejo de consagrar-se completamente ao Senhor só se fez mais concreto depois de algumas visitas a um Mosteiro Trapista, da Ordem Cisterciense da Estrita Observância.


Foi o tio materno quem recebeu a primeira confissão de Rafael sobre o seu desejo de se tornar um Monge. Os pais, apesar de sonharem com a carreira de Arquitetura para seu filho, aceitaram bem a sua decisão de seguir ao Mosteiro para abraçar uma vida monástica porque eram cristãos muito devotos e profundos. Assim, Rafael aos 23 anos de idade vestiu o hábito branco dos noviços trapistas em San Isidro de Dueñas. Escrevia à família: ‘Cada vez me convenço mais que Deus fez o Mosteiro para mim e me fez para o Mosteiro’.


Rafael vivia tudo com alegria pois na Trapa era possível: ‘unir-se absoluta e inteiramente à Vontade de deus; viver somente para amar e sofrer; ser o último em tudo, exceto na obediência’. Palavras que logo foram provadas por fatos: o jovem adoeceu com uma grave espécie de diabetes sacarina, chegando a perder mais de 20 kg em 8 dias. Como seu estado de saúde estava muito mal, teve que regressar à casa dos pais para tratar-se. Chegou a ficar entre a vida e a morte, mas aos poucos, muito vagarosamente foi melhorando.


Depois de haver superado a fase mais aguda da enfermidade, ficou claro que o jovem noviço nunca recuperaria a saúde, nem alcançaria a cura total. Apesar disso não desistiu de voltar à Trapa, aceitando viver como ‘oblato’ na enfermaria, suportando serenamente o mal que o afligia. Repetidas vezes Rafael teve que deixar o Mosteiro, mas pediu sempre que o deixassem regressar.


Escreve em seu diário espiritual: ‘Se o mundo pudesse imaginar que martírio contínuo é minha vida...Minha vocação é sofrer em silêncio por todo o mundo, imolar-me em união com Jesus pelos pecados de meus irmãos, pelos sacerdotes, os missionários, pelas necessidades da Igreja, pelos pecados do mundo, pelas necessidades de minha família’.

Em 26 de abril de 1938, depois de somente 19 meses e 12 dias transcorridos na Trapa, dos quais 4 em agonia, Rafael morreu sofrendo com febres altíssimas e com um sentido insaciável de fome e sede por causa da doença implacável. Seus escritos, que muito se tem lido e comentado, lhe valerão o título de ‘um dos maiores místicos do século XX’ e a fama de mestre de vida espiritual.


World Family of Radio Maria



domingo, 15 de março de 2009

Morte do Confessor do Beato Rafael Arnáiz – 1ª parte




Alfa e Omega/2001

Morre o Confessor do Beato Rafael, Padre Teófilo Sandoval Fernández

Há mais de 50 anos, Mercedes Barón publicou Vida y escritos, livro sobre seu filho, Frei María Rafael Arnáiz Baron — hoje, Beato Rafael. Numerosos leitores, que também haviam lido a primeira biografia do Irmão Rafael, ‘Um segredo da Trapa’, começaram a escrever ao Mosteiro Cisterciense de San Isidro de Dueñas, Palencia, tocados pela atrativa personalidade, tão humana e espiritual, de um estudante de Arquitetura que, possuído pelo desejo de Deus, entrou na Trapa e nela só pôde viver 18 meses. Até hoje as pessoas continuam seguindo atraídas e cativadas.

Os primeiros admiradores do Irmão Rafael foram atendidos por Frei María Teófilo — “Meu confessor de quem me recordo muito”, escreveu Rafael, depois de sair da Trapa gravemente doente de diabetis. O Padre Teófilo Sandoval Fernández, confessor de Rafael, já partiu para Deus. Passaram-se já quase dois meses de sua morte e muitos se perguntam sobre o segredo que guardava este monge de 98 anos. O clamor é unânime: morreu um homem de Deus! Querem saber mais. Aqui então, umas linhas escritas desde o silêncio:


“A vida do Padre Teófilo transcorreu à margem de acontecimentos relevantes. Dela, talvez, cabe ressaltar dois feitos excepcionais. Um é que viveu no Mosteiro 85 anos. Em toda a história do monacato cristão quase ninguém havia vivido tantos anos a vida monástica como ele. O outro é que a sua lembrança ficará sempre unida à da vida santa do Beato Rafael.

O Padre Teófilo foi seu confessor, diretor espiritual e quem pediu ao jovem Rafael que escrevesse o que se passava em seu interior. Rafael assim o fez em umas folhas soltas, numeradas, colocadas dentro de uma pasta com o título: Deus e minha alma. Estas notas de consciência e outros cadernos, depois da morte de Rafael, estavam guardados para serem queimados, como se costuma fazer quando morre um monge. O Padre Teófilo conseguiu livrá-los da fogueira. Estas páginas, escritas por Rafael na enfermaria, durante os últimos quatro meses de sua vida, confirmaram ao Padre Teófilo a talha espiritual que já pressentia em seu discípulo. Tanto impacto lhe causou esta leitura que, mais tarde, ao ir comprovando o influxo que fizeram nos leitores, e movido por eles, viu a conveniência de abrir o Processo de beatificação e canonização. Se impõe uma clara conclusão: Rafael é hoje o Beato Rafael pelo bom feito do Padre Teófilo.


Tive a sorte de conviver de muito perto com o Padre Teófilo, sobretudo nos últimos quatro anos de sua vida. Sou o enfermeiro da comunidade e segui passo a passo o câncer que foi implacavelmente debilitando sua robusta saúde, apesar da idade, e culminou com sua morte.

Simplesmente celebro com veneração a sua lembrança, sabendo que aproximar-se da vida interior de um monge na presença de Deus é um intento indiscreto.

‘No Mosteiro se morre como se vive’, dizia ele. Assim simples é seu testemunho monástico. Morreu honesto, transparente, humilde, obediente, sem queixar-se. Ele foi chamado de ‘Um Testemunho inquestionável de vida monástica’. Assim era ele. É certo que tinha um acentuado afã pelos costumes e tradições. Baste este curioso detalhe: em seu corte de cabelo levava a antiga tonsura dos monges. Desde os 13 anos não conheceu maior presente que vestir o hábito cisterciense e o levava vestido inclusive no momento de sua morte. Sempre dormiu vestido com o hábito e em seu quarto na enfermaria, dormia sobre uma tábua, coberta por uma finíssima esponja e uma manta. Não permitia mais nada em sua cama e assim foi até um mês antes de sua morte. Era ordenado e limpo. Mas apesar deste modo tradicional e austero, era um homem pacífico e tolerante, e manifestava abertamente o que pensava. À sua mentalidade jurídica — era doutor em Direito Canônico —unia uma extraordinária sensibilidade. Sabia chorar com os que choram e rir com os que riem. O Beato Rafael escreveu de seu confessor que este se despediu dele com lágrimas nos olhos quando teve que deixar o Mosteiro".

(continua)


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Beato Rafael, um Santo entre suas amizades




15 de abril de 2008

A comunidade religiosa de Oseira celebra a aprovação do segundo milagre de um Beato de sua Ordem Cisterciense

O Padre Damián Yáñez viu cumprido um de seus desejos depois que o Vaticano aprovou o segundo milagre do Beato Rafael Arnáiz, membro da Ordem Cisterciense e seu amigo pessoal. Depois de sua beatificação em 1992, os Doutores da Consulta Médica do Vaticano consideram que a mediação do Beato tornou possível a cura de uma madrilenha há 7 anos. A comunidade de monges celebra a resolução e se prepara para o momento da canonização.

A comunidade de monges de Oseira celebra a recente decisão da Santa Sé de aprovar o segundo milagre do Beato Rafael Arnáiz, natural de Burgos, com vistas a sua próxima canonização. O bibliotecário do Mosteiro, o Padre Damián Yáñez, foi seu amigo pessoal quando ambos eram noviços em San Isidro de Dueñas (Palencia, 1934) e, além de intervir diretamente no processo de beatificação, também escreveu o livro “Saber esperar” (1962), reproduzindo os pensamentos de Rafael, junto com numerosos artigos sobre sua espiritualidade.

“O processo de sua beatificação em 1992 durou 25 anos, depois deter sido aceito o primeiro milagre relacionado com uma jovem que estava em coma há muitos anos após sofrer um acidente”, diz o Padre Damián.. O bibliotecário de Oseira narra como o Vaticano considera que a mediação do Beato Rafael tornou possível a uma jovem madrilenha superar a síndrome de Hellp, apesar de ter sido desenganada pelos médicos, há sete anos. Amigas e familiares da jovem Begoña León recomendaram o grave estado da jovem, que estava grávida, ao Beato Rafael Arnáiz. Seus seguidores lhe conhecem por seusescritos espirituais de grande difusão que o converteram em um dos grandes místicos do século XX.

Os cinco Doutores da Consulta Médica do Vaticano determinaram que é “científicamente inexplicável” a cura da jovem sem deixar nenhum tipo de seqüelas quando os médicos haviam dito a seus pais que só lhe restavam umas horas de vida. Não só se recuperou como também sua filha se salvou após uma prévia intervenção cirúrgica.

O Padre Damián diz: "Quando chegou a Dueñas era um rapaz muito alegre e simpático, que gostava de festas, mas que ofereceu sua vida a Deus”, e acrescenta que “teve uma primeira recaída em conseqüência de sua enfermidade e isso lhe mudou por completo, se convertendo em um homem de grande espiritualidade, que tinha necesidade de escrever”.

Segundo ainda o Monge, “Seus escritos são um método de oração e para nós é uma glória imensa ter um personagem deste talhe em nossa Ordem porque suas obras se extenderam por todo o mundo”.

Damián Iáñez já propôs aos superiores da Ordem Cisterciense a construção em Dueñas de uma Igreja com o nome do Beato Rafael, enquanto a comunidade de Oseiras se prepara para a canonização de um dos seus membros mais venerados.

Sabela Pinal
La región


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Um dos grandes místicos do séc XX




“Me recordo de nossas frequentes excursões, e como fascinava Rafael, a magnífica escarpa do Cabo de Penas pela coloração especial e diversificada de suas pedras”. Esta lembrança pertence ao pintor asturiano Eugenio Tamayo (1891-1972), cujo pupilo em Oviedo entre 1926 e 1932 havia sido o adolescente Rafael Arnáiz Baron, depois Religioso Trapista cujos escritos espirituais obteriam enorme difusão pelos meados do século XX, após seu precoce falecimento em 1938, aos 27 anos, no Mosteiro de San Isidro de Dueñas, em Palencia, da Ordem Cisterciense da Estrita Observância, os Trapistas.

Beatificado em 1992 por João Paulo II, e com rua em Oviedo desde então, o Vaticano acaba de examinar um milagre que se atribui a ele: a cura, em 2001, de Begoña León Alonso, jovem madrilenha que aos 30 anos esteve às portas da morte, ao padecer em sua segunda gravidez, da Síndrome de Hellp (hipertensão, desintegração dos glóbulos brancos, falência hepática).

A melhor amiga de Begoña Leon, María del Pilar Melendre, rezou na sua intenção. Ela se encontrava em Burgos, cidade natal do Beato Rafael, e ali rezou nos dias 2, 3 e 4 de janeiro de 2001, datas em que Begoña Leon, na UTI do Hospital Gregório Marañón e com uma grave deficiência respiratória unida a outras deficiências, começou a ter uma melhora.

Cinco médicos consultores da Congregação para a Causa dos Santos declararam que tal cura é humanamente inexplicável. O caminho do Beato Rafael até a canonização foi assim introduzido.

Aquele adolescente de 15 anos, que se fascinava ante as escarpas de Penas, entraria anos depois no abismo da fé até converter-se em um dos grandes místicos do século XX, segundo os seus estudiosos. Citando a outro místico espanhol, Rafael Arnáiz deixou escrito em 1934, ao ingressar em Dueñas:

“ Me abismarei nessa solidão do espírito e do corpo para que nela, como disse São João da Cruz, façamos o ninho de amores divinos”

J. Moran Gijón