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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ENRIQUE TRIGUEROS – Abade de San Isidro de Dueñas fala sobre o Irmão Rafael / Abade de San Isidro habla del Hermano Rafael – Parte I




PARTE I

D.ENRIQUE TRIGUEROS – Abade do Mosteiro San Isidro fala sobre o Irmão Rafael


«O Irmão Rafael contribuiu com uma literatura espiritual surpreendente»

Enrique Trigueros é o Abade de San Isidro de Dueñas, que acolhe uns quarenta religiosos cistercienses na canonização de um de seus irmãos. Nascido acidentalmente em Barcelona há 68 anos, sua família procede de Antequera (Málaga). Aos 23 anos, abandonou os estudos de Engenharia Industrial para ingressar no Mosteiro de San Isidro de Dueñas. Foi eleito Abade em 2 de março de 2000.

-Que significa para o Mosteiro a canonização de Rafael?

-No plano espiritual é uma grande alegria para nós ver que um irmão de nossa comunidade chegou a este grau de santidade vivendo a nossa vida. É um incentivo para os que estamos aqui pensar que o ideal cisterciense que o Irmão Rafael soube encarnar até a santidade também é possível para todos nós. É um estímulo e um incentivo porque se ele chegou, também nós deveríamos chegar. Manter-nos neste desejo de fidelidade a nossa vocação, como o fez Rafael, para todos nós tem que ser sempre um estímulo. Ainda que, por outro lado, a canonização supõe bastante complicação à vida ordinária da comunidade, porque são muitos os preparativos a se fazer, mas se faz com alegria e expectativa por esse momento tão importante para nossa comunidade.

-Como definiria a São Rafael?

-Muitos escritos têm sido publicados, livros e biografias. Cada um apresenta Rafael desde uma perspectiva diferente. Alguns sempre lhe vêem unido inseparavelmente à enfermidade e à cruz como suas companheiras inseparáveis até a morte. A mim, agrada-me ver Rafael como um rapaz jovem que sente um chamado fortíssimo por parte de Deus para realizar a vocação religiosa, neste caso a vocação monástica, e em um mosteiro determinado, que é San Isidro, que conhece e lhe faz sonhar. O chamado de Deus lhe muda a vida e todas as suas ilusões e esperanças. Com uma fidelidade até a morte segue, persegue e consegue realizar a vocação a que se sente chamado. Para uma sociedade como a que estamos agora, em que tudo é tão relativo e os compromissos estáveis não se dão com tanta frequência, esta fidelidade à vocação é para mim importantíssima.

-Por que se celebrará São Rafael Arnáiz em 27 de abril?

-Embora tenha morrido em 26 de abril, há um certo conflito, sobretudo na Espanha, com São Isidoro de Sevilla, que é uma festa que se celebra em todo o país, e por isso no calendário da Igreja se celebrará em 27 de abril.

-Ao Irmão Rafael se conhece por seus escritos. O que acrescentam?

-Aqui no Mosteiro se lhe conhece também por sua vida. Seu testemunho de vida foi claro. O Padre Teófilo Sandoval, que foi seu confessor, desde o primeiro momento estava convencido de que o Irmão Rafael era uma alma escolhida por Deus, e por isso fez tudo o que pôde para recolher os seus escritos e para dar a conhecer a sua figura. Mas também não resta dúvidas de que a recopilação de suas cartas e os cadernos com suas meditações nos deram toda uma literatura espiritual que realmente é surpreendente, pela sensibilidade que têm para as coisas de Deus, por ele viver em profundidade sua vocação e o desprendimento a que Deus o vai levando de suas ilusões e de suas esperanças -vamos dizer mais humanas que divinas- até que vai desprendendo-se de tudo e fica com o 'Só Deus', que ao final é o que vai identificar toda a espiritualidade do Irmão Rafael.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


EN ESPAÑOL:


PARTE I

D.ENRIQUE TRIGUEROS – Abade del Monasterio San Isidro habla del Hermano Rafael


«El Hermano Rafael aportó una literatura espiritual sorprendente»


D. Enrique Trigueros es el Abad de San Isidro de Dueñas, que acoge a unos cuarenta religiosos cistercienses en la canonización de uno de sus hermanos. Nacido accidentalmente en Barcelona hace 68 años, su familia procede de Antequera (Málaga). A los 23 años, abandonó los estudios de Ingeniería Industrial para ingresar en el Monasterio de San Isidro de Dueñas. Fue elegido Abad el 2 de marzo del 2000.

-¿Qué significa para el Monasterio la canonización de Rafael?

-En el plano espiritual es una alegría grande para nosotros ver que un hermano de nuestra comunidad ha llegado a este grado de santidad viviendo nuestra vida. Es un aliciente para los que estamos aquí pensando que el ideal cisterciense que supo encarnar hasta la santidad el beato Rafael también es posible para todos nosotros. Es un estímulo y un acicate, porque si él ha llegado, también nosotros deberíamos llegar. Mantenernos en este deseo de fidelidad a nuestra vocación como lo hizo Rafael para todos nosotros tiene que ser siempre un estímulo. Aunque, por otra parte, la canonización está suponiendo bastante complicación a la vida ordinaria de la comunidad, porque han sido muchos los preparativos que ha habido que hacer, pero se hace con alegría e ilusión por el momento tan importante que supone para nuestra comunidad.

-¿Cómo definiría a San Rafael?

-Se han publicado muchos escritos, libros y biografías. Cada uno presenta a Rafael desde una perspectiva diferente. Algunos siempre le ven unido inseparablemente a la enfermedad y a la cruz como algo que han sido sus compañeras inseparables hasta la muerte. A mi me gusta ver a Rafael como un muchacho joven que siente una llamada fortísima por parte de Dios para realizar la vocación religiosa, en este caso la vocación monástica, y en un monasterio concreto, que es San Isidro, que conoce y le ilusiona. La llamada de Dios le cambia su vida y todas sus ilusiones y esperanzas. Con una fidelidad hasta la muerte sigue, persigue y consigue realizar la vocación a la que se siente llamado. Para una sociedad como en la que estamos ahora, en la que todo es tan relativo y los compromisos estables no se dan con tanta frecuencia, esta fidelidad a la vocación es para mi importantísima.

-¿Por qué se celebrará San Rafael Arnáiz el 27 de abril?

-Aunque murió el 26 de abril, hay cierto conflicto, sobre todo en España, con San Isidoro de Sevilla, que es una fiesta que se celebra en todo el país, por lo que en el calendario de la Iglesia se celebrará el 27 de abril.

-Al Hermano Rafael se le conoce por sus escritos. ¿Qué aportan?

-Aquí en el Monasterio se le conoce también por su vida. Su testimonio de vida fue claro. El Padre Teófilo Sandoval, que fue su confesor, desde el primer momento estuvo convencido de que el Hermano Rafael era un alma escogida por Dios, por lo que hizo todo lo que pudo por recoger sus escritos y por dar a conocer su figura. Pero también no cabe duda de que la recopilación de sus cartas y los cuadernos con sus meditaciones nos han dado toda una literatura espiritual que realmente es sorprendente, por la sensibilidad que tiene para las cosas de Dios, por cómo él vive en profundidad su vocación y el desprendimiento que Dios le va haciendo de sus ilusiones y de sus esperanzas -vamos a decir más humanas que divinas- hasta que van desprendiéndose de todo y quedarse con el 'Solo Dios', que al final es lo que va a identificar toda la espiritualidad del Hermano Rafael.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


ENRIQUE TRIGUEROS – Abade de San Isidro de Dueñas fala sobre o Irmão Rafael / Abade de San Isidro habla del Hermano Rafael – Parte II




PARTE II


D.ENRIQUE TRIGUEROS – Abade do Mosteiro San Isidro fala sobre o Irmão Rafael

«O Irmão Rafael contribuiu com uma literatura espiritual surpreendente»


-Como pintor que também foi, o que representava em seus quadros?

-Como foi estudante de Arquitetura, tinha uma grande facilidade para o desenho, e sobretudo para as aquarelas. Sua obra pictórica foi um pouco mais ampla, com paisagens de quando ia veranear em Santillana com a família e de Villasandino. De sua obra religiosa, destaca-se a sua meditação através dela. Ele escreveu que sua oração havia estado na ponta de seu lápis porque havia desenhado o Rosto de Cristo, por isso tem vários rostos de Cristo ou de São Bernardo. Há uma parte de seus desenhos nos quais quer transmitir a transcendência de Deus, às vezes a pequenez do monge, mas sempre essa abertura do monge até Deus em uma visão direta. Também tem muitos desenhos a lápis com monges, hábitos ou a luz de Deus ao fundo.

-O que atraiu o Irmão Rafael ao Mosteiro de Dueñas?

-Foi seu tio, o Duque de Maqueda, que insistiu com ele para que viesse ao Mosteiro porque notava nele uma grande inclinação para a oração e para uma vida religiosa não tanto do tipo apostólica, mas contemplativa. Rafael, depois de visitar o Mosteiro, escreveu a seu tio dizendo que pensava que sabia rezar, mas que quando ouviu aos monges rezando, se deu conta de que não sabia. Depois de sua primeira visita ao Mosteiro, fica tudo lhe fica mexido por dentro e desde esse momento tem a convicção clara de que sua vocação para este Mosteiro, já começando a planejar tudo. Fala primeiro com seu tio, deixa os estudos, comunica à família e seu pai já o traz ao Mosteiro. A experiência que teve do Mosteiro quando veio pela primeira vez foi decisiva, já vendo claramente a vontade de Deus e o que Deus queria para ele. Então, deixa tudo e ingressa em nosso Mosteiro.

-Em que vai mudar a vida do Mosteiro depois da canonização?

-Não sou profeta, não posso prever, mas cada vez mais o culto a nosso santo vai aumentando. Por causa da canonização estão sendo vendidas mais as suas obras e foi publicada uma nova biografia. Se vê que existe um desejo grande de conhecer melhor a sua figura. Após a canonização não vão parar de vir fiéis ao Mosteiro rezar, visitar seu túmulo e conhecê-lo através de seus escritos.

-Vão restabelecer a exposição dos quadros e objetos pessoais de Rafael que se mostravam na hospedaria e que a base das obras tiveram que retirar?

-Essa exposição estava muito desorganizada. Há que se organizar uma exposição mais ordenada, mais estruturada e mais agradável para a visitação. Para isso é necessário um espaço grande e aí é onde estamos. No momento, a Diputación de Palencia vai nos ajudar a fazer uma exposição para depois da canonização, que durará uns seis meses. Será habilitada uma parte do claustro, e ali se vai expor sua obra escrita e artística, assim como algumas das imagens que se tem criado ultimamente do Irmão Rafael. Queremos que esta mostra seja aberta antes que termine este ano de 2009. Estes dias há uma exposição sobre o Irmão Rafael , através da família Arnáiz, junto com a Escola de Arquitetura de Madrid e a sede das Jornadas Mundiais da Juventude, na Paróquia de San Juan de la Cruz, que está muito bem elaborada. Os painéis que foram elaborados ali serão cedidos para nossa exposição.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


EN ESPAÑOL:


PARTE II

D. ENRIQUE TRIGUEROS – Abade del Monasterio San Isidro habla del Hermano Rafael

«El Hermano Rafael aportó una literatura espiritual sorprendente»


-¿Cómo pintor que también fue, qué reflejaba en sus cuadros?

-Como fue estudiante de Arquitectura, tenía una facilidad grande para el dibujo, y sobre todo para las acuarelas. Su obra pictórica fue un poco más amplia, tiene paisajes de cuando iba a veranear a Santillana con la familia, y de Villasandino. De su obra religiosa, destaca su meditación a través de ellos. Él escribió que su oración había estado en la punta de su lápiz porque había dibujado el Rostro de Cristo, por eso tiene varios rostros de Cristo o de San Bernardo. Hay una parte de sus dibujos en los que quiere transmitir la trascendencia de Dios, a veces la pequeñez del monje, pero siempre esa apertura del monje hacia Dios en una visión directa. También tiene muchos dibujos a lápiz con monjes, la cogulla o la luz de Dios al fondo.

-¿Qué le atrajo al hermano Rafael del Monasterio de Dueñas?

-Fue su tío, el Duque de Maqueda, el que le insistió para que viniera al Monasterio, porque notaba en él una gran inclinación a la oración y a una vida religiosa no tanto de tipo apostólico, sino contemplativo. Rafael, después de visitar el Monasterio, escribió a su tío diciendo que pensaba que sabía rezar, pero que cuando oyó a los monjes rezar, se dio cuenta de que no sabía. Tras su primera visita al Monasterio, se le mueve todo por dentro, y desde ese momento tiene la convicción clara de su vocación a este Monasterio, y ya empezó a fraguarlo todo. Habla primero con su tío, deja los estudios, se lo comunica a la familia y su padre ya le trae al Monasterio. La experiencia que tiene del Monasterio cuando vino por primera vez fue decisiva, ya vio clara la voluntad de Dios y lo que Dios quería para él. Entonces lo deja todo e ingresa en nuestro Monasterio.

-¿En qué va a cambiar la vida del monasterio después de la canonización?

-Yo no soy profeta, no lo puedo predecir, pero cada vez el culto a nuestro santo se va acrecentando. Con motivo de la canonización se han vendido más sus obras y se ha publicado una nueva biografía. Se ve que existe un deseo grande de conocer mejor su figura. Tras la canonización no van a parar de venir fieles al Monasterio a rezar, a visitar su tumba y a conocerle a través de sus escritos.

-¿Se va a recuperar la exposición de los cuadros y objetos personales del beato que se mostraban en la hospedería y que a raíz de las obras se tuvieron que retirar?

-Esa exposición estaba muy hacinada. Hay que organizar una exposición más ordenada, más estructurada y más agradable para la visita. Para eso se necesita un espacio grande, y ahí es donde estamos. De momento, la Diputación de Palencia nos va a ayudar a hacer una exposición para después de la canonización que durará unos seis meses. Se va a habilitar una parte del claustro, y ahí se va exponer su obra escrita y artística, así como algunas de las imágenes que se han creado últimamente del Hermano Rafael. Queremos que se abra esta muestra antes de que termine este año 2009. Estos días hay una exposición sobre el Hermano Rafael , a través de la familia de los Arnáiz, junto con la Escuela de Arquitectura de Madrid y la sede de las Jornadas Mundiales de la Juventud, en la Parroquia de San Juan de la Cruz, que está muy bien elaborada. Los paneles que se han elaborado allí los van a ceder para nuestra exposición.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


sábado, 10 de outubro de 2009

CANONIZAÇÃO BEATO RAFAEL ARNÁIZ – Do Abade de San Isidro de Dueñas, Dom Enrique Trigueros – Parte I





Do Abade de San Isidro de Dueñas, Dom Enrique Trigueros

Parte I

Em outras ocasiões já manifestei minha admiração e minha surpresa por este jovem de 26 de anos que, com uma experiência tão curta da vida monástica, pôde ter uma experiência de Deus tão profunda, e o dom tão grande que lhe concedeu o Senhor ao dar-lhe uma pluma tão fácil e tão fecunda para expressar tudo o que viveu no fundo de seu coração e que hoje edifica a tantas almas. Ninguém pode duvidar de sua facilidade para escrever, e sobretudo para expressar sua experiência de Deus. Quando começa a escrever seu caderno intitulado "Meditações de um trapista", ele mesmo nos escreve:

"Começo este caderno onde pretendo deixar algo da muita eloquência que o Senhor me deu. Efetivamente, não há momento em que tendo a pluma em minhas mãos, não se me ocorra algo que dizer, algo que contar”.

Hoje podemos agradecer a essa divina eloquência que o Senhor lhe concedeu nas mais de 900 páginas que ocupam seus escritos nas "Obras Completas", e que nos transmitem de modo inigualável sua experiência de Deus, que junto com a devoção tão intensa que professou à Santíssima Virgem, e o modo como aceitou a enfermidade e os sofrimentos que acarretaram, serão sem dúvida os aspectos principais de sua espiritualidade.

Quando quer expressar seus sentimentos e sua vivência de Deus, o que primeiro lhe sai do fundo do coração é a exclamação: Que grande é Deus! Quando vê o mundo que lhe rodeia, as criaturas, obras de Deus, suas fraquezas, seus esforços no trabalho, quando no silêncio dos claustros espera com fé e com rosto sereno a que o Senhor lhe chame, e quando por último se vai ocultando o sol e acabando o dia e se prostra aos pés de Maria, só pode exclamar: Que grande é Deus!

E esse Deus é tão grande que sacia plenamente as ânsias de céu do monge, como tantas vezes o expressará Rafael: "O mundo diz ao monge: estás louco, deixas tudo e achas teu contentamento em nada. Mas o monge diz ao mundo: não é assim, mas tudo ao contrário... deixo o que é nada, para ter tudo. É verdade que aqui nada tenho, nem ao menos vontade, nem liberdade, mas tenho em troca a Deus, a esse Deus que tu não podes me dar".


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte:Abadía Cisterciense Madre de Dios

En español:


Del Abad de San Isidro de Dueñas, Dom Enrique Trigueros

En otras ocasiones he manifestado mi admiración y mi sorpresa por este joven de 26 de años, que con una experiencia tan corta de la vida monástica haya podido tener un experiencia de Dios tan profunda, y el don tan grande que le concedió el Señor al darle una pluma tan fácil y tan fecunda para expresar todo lo que vivió en lo hondo de su corazón y que hoy edifica a tantas almas. Nadie puede dudar de su facilidad para escribir, y sobre todo para expresar su experiencia de Dios. Cuando comienza a escribir su cuaderno titulado "Meditaciones de un trapense", él mismo nos escribe:

"Comienzo este cuaderno donde pretendo dejar algo de la mucha "verborrea" que el Señor me ha dado. Efectivamente, no hay momento en que cogiendo la pluma en mis manos, no se me ocurra algo que decir, algo que contar".

Hoy podemos agradecer a esa divina verborrea que el Señor le concedió las más de 900 páginas que ocupan sus escritos en las " Obras Completas ", y que nos transmiten de modo Inigualable su experiencia de Dios, que junto con la devoción tan intensa que profesó a la Santísima Virgen, y el modo como aceptó la enfermedad y los sufrimientos que le acarreó, serán sin duda los aspectos principales de su espiritualidad.

Cuando quiere expresar sus sentimientos, y su vivencia de Dios, lo primero que le sale del hondo del corazón es la exclamación de ¡Qué grande es Dios! Cuando ve el mundo que le rodea, las criaturas obra de Dios, sus flaqueza, su esfuerzo en el trabajo, "cuando el silencio de los claustros espera con fe y con rostro sereno a que el señor le llame, y cuando por último se va ocultando el sol y acabando el día y se postra a los pies de María, sólo puede exclamar ¡Qué grande es Dios!

Y ese Dios es tan grande que sacia plenamente las ansias de cielo del monje, como tantas veces lo expresará Rafael. "El mundo dice al monje: estás loco, lo dejas todo y hallas tu contento en nada. Pero el monje le dice al mundo: no es así, sino todo lo contrario... dejo lo que es nada, para tenerlo todo. Verdad es que aquí nada tengo, ni aun voluntad, ni libertad, pero tengo en cambio a Dios..., a ese Dios que tú no puedes darme".


Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte:Abadía Cisterciense Madre de Dios


Continua



CANONIZACIÓN BEATO RAFAEL ARNÁIZ – Del Abad de San Isidro de Dueñas, Dom Enrique Trigueros – Parte II





Del Abad de San Isidro de Dueñas, Dom Enrique Trigueros

Parte II

A esse Deus que o mundo não lhe podia dar, Rafael o buscará com paixão e, nessa busca apaixonada, pouco a pouco se lhe irá revelando: "Busca o Coração de Deus, que esse é insondável. Funde-te nele e não olhes nem busques outra coisa", dirá ele à Duquesa de Maqueda, "Só em Deus encontro o que busco... Busquei a 'Verdade' e não a achei. Busquei a 'caridade' e só vi faíscas nos homens... Busquei a paz e vi que não há paz na terra... Que buscas entre os homens, me diz? Que buscas na terra em que és peregrino?" diz em suas notas de consciência.

E esse Deus, que com tanta sinceridade buscava, ele chegará a encontrar com toda verdade, através da purificação que será para ele a enfermidade. Ele O reconhece e assim o manifestará em carta a Dom Félix Alonso:

"Eu buscava a Deus, mas também buscava às criaturas e me buscava a mim mesmo, e Deus me quer para Ele só... Minha vocação era de Deus e é de Deus, mas havia que purificá-la, havia que limar asperezas. Me dei ao Senhor com generosidade mas todavia não Lhe dei tudo; Lhe dei minha pessoa, minha alma, minha carreira, minha família, mas ainda faltava uma coisa, que eram as ilusões e os desejos, as esperanças de ser trapista, fazer meus votos e cantar Missa. Isso me sustentava na Trapa, mas Deus quer mais, quer sempre mais; tinha que "transformar-me", queria que somente seu amor me bastasse".

E essa transformação lhe foi chegando às mãos pela enfermidade, através da qual chegou à plenitude da busca de Deus encontrando-o pouco a pouco em todos os seus atributos. Certamente que no amor e na caridade será onde mais se deterá e sobre o que escreverá páginas belíssimas, mas também nos falará do temor de Deus e de sua misericórdia, abnegação e mansidão, de sua sabedoria e sua Providência..., tantos aspectos de sua intimidade com Deus, que é impossível recordar todos.

Mas sua experiência transformante em Deus, a descreveu em uma página altamente poética, em "Meu caderno", na meditação que intitula "Só Deus e eu". Quero terminar com esta bela página:

"Só Deus e eu"

“Mosteiro de homens..., casa de um dia. Monges penitentes..., aves que voam cantando. Flores e espinhos. Prantos e cruzes. Ventos e gelos. Hinos de alegria.

Momentos de angustia. Campainha, incenso... Tudo o que vibra, tudo o que rodeia a alma na vida... tudo é flor de um dia, que agora vem e logo se vai. Nada interessa à alma que não seja Cristo, nada a comove que não seja Deus, e esconde muito fundo, suas ânsias, suas penas, suas cruzes, seu amor.

No Mosteiro passam-se os dias... Que importa?... Só Deus e eu.

Vivo ainda na terra, rodeado de homens... Que importa?... Só Deus e eu.

E ao olhar o mundo, não vejo grandezas, não vejo misérias, não vejo as névoas, não distingo o solo... O mundo inteiro se reduz a um ponto; no ponto, há um Mosteiro, e no Mosteiro, só Deus e eu”.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte:Abadía Cisterciense Madre de Dios


En español:


Del Abad de San Isidro de Dueñas, Dom Enrique Trigueros

Parte II

A ese Dios que el mundo no le puede dar, Rafael lo buscará con pasión y en esa búsqueda apasionada poco a poco se le irá revelando: "Busca el Corazón de Dios, que ése es insondable. Húndete en Él, y no mires ni busques otra cosa" le dirá a la Duquesa de Maqueda, "Sólo en Dios encuentro lo que busco... Busqué la 'Verdad' y no la hallé. Busqué la 'caridad' y sólo vi en los hombres chispitas... Busqué la paz y vi que no hay paz en la tierra...¿Qué buscas entre los hombres, me dice? ¿Qué buscas en la tierra en la que eres peregrino?" dice en sus notas de conciencia.

Y ese Dios que con tanta sinceridad buscaba lo llegará a encontrar con toda verdad, a través de la purificación que será para él la enfermedad. Lo reconoce y así se lo manifestará en carta a Dom Félix Alonso:

"Yo buscaba a Dios, pero también buscaba a las criaturas y me buscaba a mí mismo, y Dios me quiere para Él sólo... Mi vocación era de Dios, y es de Dios, pero había que purificarla, había que limar asperezas. Me di al Señor, con generosidad, pero todavía no se lo daba todo; le di mi persona, mi alma, mi carrera, mi familia..., pero aún me quedaba una cosa, que eran las ilusiones y los deseos, las esperanzas de ser trapense, hacer mis votos y cantar Misa. Eso me sostenía en la Trapa, pero Dios quiere más, quiere siempre más; tenía que 'transformarme', quería que solamente su amor me bastara".

Y esa transformación le fue llegando de manos de la enfermedad, a través de la cual llegó a la plenitud de la búsqueda de Dios encontrándolo poco a poco en todos sus atributos. Por supuesto que en el amor y caridad será en donde más se detendrá y del que escribirá páginas bellísimas, pero también nos hablará del temor de Dios y de su misericordia, abnegación y mansedumbre, de su sabiduría y su Providencia..., tantos aspectos de su intimidad con Dios, que es impo¬sible recordarlos todos.

Pero su experiencia transformante en Dios, la describió en una página altamente poética, en "Mi cuaderno",en la meditación que titula "Sólo Dios y yo". Quiero terminar con esta bella página:

"Sólo Dios y yo"

“Monasterio de hombres..., casa de un día. Monjes penitentes..., aves que vuelan cantando. Flores y espinas. Llantos y cruces. Vientos y hielos. Himnos de alegría.

Momentos de angustia. Campana, incienso... Todo lo que vibra, todo lo que al alma en la vida rodea... todo es flor de un día, que ahora viene y luego se va. Nada la interesa que no sea Cristo, nada la conmueve que no sea Dios, y esconde muy hondo, sus ansias, sus penas, sus cruces, su amor.

En el monasterio pasan los días..., ¿qué importa?... Sólo Dios y yo.

Vivo aún en la tierra, rodeado de hombres... ¿qué importa... Sólo Dios y yo.

Y al mirar al mundo, no veo grandezas, no veo miserias, no veo las nieblas, no distingo el solo... El mundo entero se reduce a un punto..., en el punto, hay un Monasterio, y en el Monasterio.., sólo Dios y yo”.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte:Abadía Cisterciense Madre de Dios