terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A IMACULADA E RAFAEL ARNÁIZ / LA INMACULADA Y RAFAEL ARNÁIZ





FESTA DA IMACULADA


“Hoje (Festa da Imaculada) não se pode estar triste. Que alvoroço haverá no Céu!…Quem dera estivesse lá!…Todas as gerações de anjos cantando a Maria. Maria olha ao Filho, o Pai olhando a Maria, gloriando-se Nela, amando-se a Si mesmo no amor à Virgem. Todo o Céu em festa e no meio dele a Senhora que, mesmo estando na Glória, não se esquece destes pequenos vermes que ainda andamos na terra.

Tudo será alegria no Céu hoje, tudo o que pedirmos a Maria, Ela escutará com muito carinho.

Como é possível que, olhando um pouco ao Céu, nos lembremos de que ainda estamos na terra? Bendito seja Deus, que ainda não nos chamou a participar no Céu do amor à Virgem! Mas, Senhor, não tardes. Como é possível, Senhor, não desejar estar já de uma vez com o corpo e a alma, com tudo, no Céu, onde te veremos, não pecaremos, louvaremos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, adoraremos a Santíssima Virgem, não nos separaremos Dela nunca?

Que agradável é amar a Maria! Nada custa com Ela, tudo sai bem, tudo é fácil, até ser santo! Eu creio que se nós nos Lhe propormos, e se o dizemos a Ela, Ela nos fará santos. Amanhã na comunhão vou a dizer a Jesus que queremos ser muito bons e que contamos para isso com a Virgem Imaculada. Agora vou a pedir ao Senhor que amanhã pela manhã nos ajude a todos para assim podermos fazer algo pela glória de Maria.

Tudo por Maria!”


São Rafael Arnáiz Barón
Cartas(108)-451; (109)-450



EN ESPAÑOL:


FIESTA DE LA INMACULADA

“Hoy (Fiesta de la Inmaculada) no se puede estar triste. El alborozo que habrá en el Cielo…Quién estuviera allí…Todas las generaciones de ángeles cantándole a María. María mira al Hijo, el Padre mirando a María, gloriándose en Ella, amándose a Sí mismo en el amor a la Virgen. Todo el Cielo de fiesta y en medio la Señora, que no por estar en la Gloria, se olvida de estos gusanillos que aún andamos en la tierra.

Todo será hoy en el Cielo alegría, todo lo que le pidamos a María, lo escuchará con mucho cariño.

¿Cómo es posible que, mirando un poco al Cielo, nos acordemos de que aún estamos en la tierra? Bendito sea Dios, que aún no nos ha llamado a participar en el Cielo del amor a la Virgen. Pero, Señor, no tardes. ¿Cómo es posible, Señor, no desear, estar ya de una vez con el cuerpo y el alma, con todo, en el Cielo?, donde te veremos, no pecaremos, alabaremos al Padre, al Hijo y al Espíritu Santo, adoraremos a la Santísima Virgen, no nos separaremos de Ella nunca.

¡Qué agradable es amar a María, nada cuesta con Ella, todo sale bien, todo es fácil, hasta ser santo! Yo creo que si nosotros nos lo proponemos, y se lo decimos a Ella, Ella nos hará. Mañana en la comunión le voy a decir a Jesús que queremos ser muy buenos y que contamos para ello con la Virgen Inmaculada. Ahora le voy a pedir al Señor que mañana por la mañana nos ayude a todos, para así poder hacer algo por la gloria de María.

¡Todo por María!”


San Rafael Arnáiz Barón
Cartas(108)-451; (109)-450



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

RAFAEL ARNÁIZ – Vida escolar / Vida Colegial




Irmão Rafael – Vida escolar

Iniciados os seus estudos no Colégio das Mercês de Burgos, pouco tempo permaneceu na cidade castellana porque tendo seu pai sido promovido, se mudou para Oviedo com toda sua família em 1922, fixando ali sua residência definitiva.

Rafael continuaria sua formação no Colégio de Santo Inácio da mesma cidade, deixando neste uma gratíssima recordação, segundo o inspetor da escola: "Desde o primeiro momento se viu nele o menino acostumado à vida de colégio da Companhia. Vinha, então, do externato de Burgos, tendo se adaptado sem dificuldade ao curso do novo para ele. Menino inteligente, constam suas notas de aplicação no livro de matrículas, destacando-se por sua boa disposição para matemática, não tanto para letras, precisamente onde mais tarde tanto haveria de brilhar, como demonstram seus diários íntimos que, se são os de um homem que ilustrado por Deus descobre sua altura de aspirações na união com Ele, refletem luzes de inspiração artística.

Rapidamente ganhou a simpatia dos demais meninos, mas sobretudo fez ressaltar sua formalidade e intensa piedade, o que lhe granjeou o distintivo de pertencer à direção da Congregação Mariana. Mas estes louvores não são obstáculos para reconhecer que Rafael -além de inteligente e alegre-, era algo 'travesso nos jogos'. Isto quer dizer que se parece bastante conosco, que sem dúvida fazemos o mesmo".

O inspetor não podia se controlar: estava cheio de animação, resultando em proféticos os louvores com que termina seu relato: "Jovem elegante, espírito seleto, especial, um artista; a alegria de céu estava nele, que pensava na Trapa com fé viva e ardente desejo de possuí-la, de entrar nela com sua vida precária em saúde com o mesmo ardor que o robusto religioso entrega a sua à observância".

A sólida formação dada pelos filhos de Santo Inácio foi completada na casa paterna, por haver se sentido sempre, Rafael, acolhido e protegido tanto por seus pais como por seus irmãos. Tal acolhimento, junto com a paz e harmonia reinantes naquele lugar privilegiado -apesar de que todos os irmãos foram educados em uma grande liberdade de espírito- contribuíram para que Rafael e dois deles escolhessem a melhor parte: se consagraram a Deus na vida religiosa.


Fray Mª Damián Yánez Neira,OCSO
Vida anecdótica del Hno.Rafael, capitulo 2
Ilustraciones de Fray Luis María Álvarez,OCSO
Monasterio de Oseira


EN ESPAÑOL:


Hermano Rafael - Colegial

Iniciados sus estudios en la Merced de Burgos, poco tiempo permaneció en la ciudad castellana, porque habiendo ascendido su padre en el escalafón, se trasladó a Oviedo con toda su familia en 1922, fijando allí su residencia definitiva.

Rafael continuaría su formación en el colegio de san Ignacio de la misma ciudad, dejando en él gratísimo recuerdo, habla el prefecto de estudios: "Desde el primer momento se echó de ver en él al muchacho acostumbrado a la vida de colegio de la Compañía. Venía entonces del externado de Burgos, encajando sin dificultad en la marcha del nuevo para él. Niño inteligente, constan sus notas de aplicación en el libro de matriculados, destacándose por su buena disposición para matemáticas, no tanto en letras, precisamente donde más tarde tanto había de lucir, como demuestran sus diarios íntimos, que, si son los de un hombre que, ilustrado por Dios descubre su altura de aspiraciones en la unión con El, ellos reflejan luces de inspiración artística".

Añade que pronto se captó la simpatía de los demás muchachos, sobre todo hace resaltar su formalidad y piedad intensa que le granjeó el distintivo de pertenecer a la directiva de la Congregación Mariana. Pero estas alabanzas no obstan para reconocer que Rafael -además de inteligente y alegre-, era algo "travieso en los juegos". Esto quiere decir que se parece bastante a nosotros, que sin duda hemos hecho lo mismo. No lo podía remediar: estaba lleno de vitalidad, resultado proféticas las alabanzas con que termina su informe: "Joven Elegante, espíritu selecto, especial, artista; alegría de cielo en el que pensaba a través de la Trapa con fe viva y ardiente deseo de poseerlo, entrando su vida precaria en salud con el mismo ardor que el robusto religioso la entrega a la observancia".

La sólida formación impartida por los hijos de san Ignacio, fue completada en el hogar paterno, por haberse sentido siempre Rafael arropado y protegido tanto por sus padres como por sus hermanos. Tal arropamiento, junto con la paz y armonía reinantes en aquel hogar privilegiado -a pesar de que todos los hermanos fueron educados en una gran libertad de espíritu- contribuyeron a que Rafael y dos de ellos eligieran la mejor parte: se consagraran a Dios en la vida religiosa.


Fray Mª Damián Yánez Neira,OCSO
Vida anecdótica del Hno.Rafael, capitulo 2
Ilustraciones de Fray Luis María Álvarez,OCSO
Monasterio de Oseira


São Rafael Arnáiz Barón – O olhar fixo no Senhor/ San Rafael Arnáiz Barón – La vista fija en Él




São Rafael Arnáiz Barón

O olhar fixo n’Ele

“Agora compreendo muito bem esse caminho tão estreito que assinala São João da Cruz e que está entre outros dois, nos quais diz: oração, contemplação, consolos espirituais, dons da terra, dons do céu, etc. Pois bem, entre esses dois caminhos está o que eu digo e que somente diz nada... nada... nada...

Que difícil é chegar a isso. E para nós que andamos nos princípios, que fácil é equivocar-se, e quantas vezes queremos encontrar a Deus onde não está. E quando cremos haver lhe encontrado, nos encontramos com nós mesmos... Mas não há que desanimar pois tudo permite Deus para o bem da alma e, sem conhecer o fracasso, não se saboreia o êxito; e antes de aproximar-se de Deus não há mais remédio a não ser despojar-se de tudo e permanecer no nada, como diz São João da Cruz.

Pois bem, nada de novo te digo, e que Deus me perdoe o querer tratar coisas tão altas quando ainda, sem saber engatinhar, já quero voar... Esse tem sido meu pecado e continua sendo... Que importa se estamos acima ou abaixo, perto ou longe de Deus? Dirijamos a Ele nossos olhares e unamo-nos para louvar-lhe, uns na vida monástica, outros nas missões, outros no mundo, uns de uma maneira e outros de outra. Que importa? É Ele que plenifica tudo e se nos olhamos uns aos outros perdemos tempo... Muito formosa é às vezes a criatura mas sua visão nos distrai do Criador.

Devemos seguir com o olhar fixo n’Ele, quer estejamos entre santos quer entre pecadores... Nós não somos nada; nada valemos nem para nada servimos quando estamos distraídos e não fazemos caso do Senhor. Não percamos, então, tempo, e se com um pequeno sacrifício, com uma oração ou com um ato de amor, agradamos ao Senhor, então que possamos dizer que pelo menos temos servido para algo, que é para dar a Ele maior glória. Essa deve ser nossa única ocupação e nosso único desejo”.


São Rafael Arnáiz Barón
Carta de 23 de julho de 1934 a sua tia, Duquesa de Maqueda
Obras Completas, pp.223-238


EN ESPAÑOL:


São Rafael Arnáiz Barón

La vista fija en Él

“Ahora comprendo muy bien ese camino tan estrechito que señala san Juan de la Cruz, y que está entre otros dos, en los cuales dice: Oración, contemplación, consuelos espirituales, dones de la tierra, dones del cielo, etc. Pues bien, entre esos dos caminos, está el que yo digo y que solamente dice, nada... nada... nada...

Qué difícil, tía María, es llegar a eso. Y para los que andamos en los principios, qué fácil es equivocarse, y cuántas veces queremos encontrar a Dios donde no está. Y cuando creemos haberle encontrado, nos encontramos con nosotros mismos..., pero no hay que desanimarse, todo lo permite Dios para bien del alma, y sin conocer el fracaso, no se saborea el éxito, y antes de acercarse a Dios no hay más remedio que despojarse de todo y quedarse en nada, como dice san Juan de la Cruz.

Pero bueno, nada nuevo te digo, y que Dios me perdone el querer tratar cosas tan altas cuando aún sin saber gatear, ya quiero volar... Ese ha sido mi pecado y lo sigue siendo...
Qué más da que estemos arriba o abajo, cerca o lejos de Dios; dirijamos a Él nuestras miradas y unámonos para alabarle, unos en la vida monástica, otros en las misiones, otros en el mundo, unos de una manera y otros de otra..., ¿qué más da? El lo llena todo y si nos miramos unos a otros, perdemos el tiempo... Muy hermosa es a veces la criatura, pero su vista nos distrae del Criador.

Debemos seguir con la vista fija en Él, lo mismo estando entre santos que entre pecadores... Nosotros no somos nada; nada valemos, ni nada servimos cuando estamos distraídos y no hacemos caso del Señor. No perdamos, pues, el tiempo, y si con un pequeño sacrificio, con una oración o con un acto de amor, agradamos al Señor, entonces podemos decir, que por lo menos hemos servido para algo, que es para darle a Él mayor gloria. Esa debe ser nuestra única ocupación y nuestro único deseo”.


São Rafael Arnáiz Barón
Carta del 23 de julio de 1934 a su tía, Duquesa de Maqueda
Obras Completas, pp.223-238



segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ADVENTO E RAFAEL ARNÁIZ / ADVIENTO Y RAFAEL ARNÁIZ




ADVENTO 1936

11 de dezembro de 1936

«Deus está em tudo, mas esse tudo não é Deus »

“As almas acostumadas a ver ao Criador nos mais pequenos detalhes da Criação, nas maravilhas da natureza, na harmonia do Introito de uma Missa, ou no coração de um homem, que dúvida há de que gozam de Deus e que Deus se vale de tudo isso para muitas vezes despertar a uma alma adormecida? Que efetivamente a alma vê a Deus, ninguém o duvida, mas é de uma maneira imperfeita, pois antes de chegar à paisagem, sua vista se detém seja na névoa, num inseto, no sol, num pouco de música ou na grandiosidade de um coração.

Claramente se chega a ver que é na solidão de tudo onde deveras se encontra a Deus!... Que grande misericórdia é a sua quando, fazendo-nos saltar por cima de todo o criado, nos coloca nessa planície imensa, sem pedras nem árvores, sem céu nem estrelas, nessa planície que não tem fim, onde não há cores, onde não há nem homens, onde não há nada que distraia a alma de Deus!

Infinita bondade do Eterno que, sem que mereçamos, nos coloca nessas regiões de solidão para ali falar-nos ao coração.

Infinita paciência a de Deus que, dia após dia, noite após noite, vai perseguindo as almas apesar de suas quedas, apesar de suas ingratidões e egoísmos, apesar dos obstáculos que continuamente colocamos, apesar de esconder-nos muitas vezes, não de seu castigo, mas, dá vergonha dizê-lo, da sua graça.

Bendita solidão que nos aproxima de Deus!”


Frei María Rafael Arnáiz Barón
Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Mi Cuaderno, pp.367-368


EN ESPAÑOL:


ADVIENTO 1936

11 de diciembre de 1936

«Dios está en todo, pero ese todo no es Dios »

“Las almas acostumbradas a ver al Creador en los más pequeños detalles de la Creación, en las maravillas de la naturaleza, en la armonía del Introito de una Misa, o en el corazón de un hombre, qué duda cabe de que gozan de Dios, y que Dios se vale de todo eso para muchas veces despertar a un alma dormida. Que efectivamente el alma ve a Dios, nadie lo duda, mas es de una manera imperfecta, pues antes de llegar al paisaje, su vista se ha detenido en la niebla, bien sea un insecto, o el sol, un trozo de música o la grandiosidad de un corazón.

¡Qué claramente se llega a ver que es en la soledad de todo donde de veras se encuentra a Dios!... ¡Qué gran misericordia es la suya cuando haciéndonos saltar por encima de todo lo criado nos coloca en esa llanura inmensa, sin piedras ni árboles, sin cielo ni estrellas, en esa llanura que no tiene fin, donde no hay colores, donde no hay ni hombres, donde no hay nada que al alma distraiga de Dios!

Infinita bondad del Eterno que sin merecerlo nos coloca en esas regiones de las soledades para allí hablarnos al corazón.

Infinita paciencia la de Dios, que día tras día, noche tras noche va persiguiendo a las almas, a pesar de las caídas de éstas, a pesar de las ingratitudes y los egoísmos, a pesar de los obstáculos que continuamente le ponemos, a pesar de escondernos muchas veces, no a su castigo, sino, vergüenza da decirlo, a su gracia.

¡Bendita soledad que nos acerca a Dios!"


Fray María Rafael Arnáiz Barón
Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Mi Cuaderno, pp.367-368



ENRIQUE TRIGUEROS – Abade de San Isidro de Dueñas fala sobre o Irmão Rafael / Abade de San Isidro habla del Hermano Rafael – Parte I




PARTE I

D.ENRIQUE TRIGUEROS – Abade do Mosteiro San Isidro fala sobre o Irmão Rafael


«O Irmão Rafael contribuiu com uma literatura espiritual surpreendente»

Enrique Trigueros é o Abade de San Isidro de Dueñas, que acolhe uns quarenta religiosos cistercienses na canonização de um de seus irmãos. Nascido acidentalmente em Barcelona há 68 anos, sua família procede de Antequera (Málaga). Aos 23 anos, abandonou os estudos de Engenharia Industrial para ingressar no Mosteiro de San Isidro de Dueñas. Foi eleito Abade em 2 de março de 2000.

-Que significa para o Mosteiro a canonização de Rafael?

-No plano espiritual é uma grande alegria para nós ver que um irmão de nossa comunidade chegou a este grau de santidade vivendo a nossa vida. É um incentivo para os que estamos aqui pensar que o ideal cisterciense que o Irmão Rafael soube encarnar até a santidade também é possível para todos nós. É um estímulo e um incentivo porque se ele chegou, também nós deveríamos chegar. Manter-nos neste desejo de fidelidade a nossa vocação, como o fez Rafael, para todos nós tem que ser sempre um estímulo. Ainda que, por outro lado, a canonização supõe bastante complicação à vida ordinária da comunidade, porque são muitos os preparativos a se fazer, mas se faz com alegria e expectativa por esse momento tão importante para nossa comunidade.

-Como definiria a São Rafael?

-Muitos escritos têm sido publicados, livros e biografias. Cada um apresenta Rafael desde uma perspectiva diferente. Alguns sempre lhe vêem unido inseparavelmente à enfermidade e à cruz como suas companheiras inseparáveis até a morte. A mim, agrada-me ver Rafael como um rapaz jovem que sente um chamado fortíssimo por parte de Deus para realizar a vocação religiosa, neste caso a vocação monástica, e em um mosteiro determinado, que é San Isidro, que conhece e lhe faz sonhar. O chamado de Deus lhe muda a vida e todas as suas ilusões e esperanças. Com uma fidelidade até a morte segue, persegue e consegue realizar a vocação a que se sente chamado. Para uma sociedade como a que estamos agora, em que tudo é tão relativo e os compromissos estáveis não se dão com tanta frequência, esta fidelidade à vocação é para mim importantíssima.

-Por que se celebrará São Rafael Arnáiz em 27 de abril?

-Embora tenha morrido em 26 de abril, há um certo conflito, sobretudo na Espanha, com São Isidoro de Sevilla, que é uma festa que se celebra em todo o país, e por isso no calendário da Igreja se celebrará em 27 de abril.

-Ao Irmão Rafael se conhece por seus escritos. O que acrescentam?

-Aqui no Mosteiro se lhe conhece também por sua vida. Seu testemunho de vida foi claro. O Padre Teófilo Sandoval, que foi seu confessor, desde o primeiro momento estava convencido de que o Irmão Rafael era uma alma escolhida por Deus, e por isso fez tudo o que pôde para recolher os seus escritos e para dar a conhecer a sua figura. Mas também não resta dúvidas de que a recopilação de suas cartas e os cadernos com suas meditações nos deram toda uma literatura espiritual que realmente é surpreendente, pela sensibilidade que têm para as coisas de Deus, por ele viver em profundidade sua vocação e o desprendimento a que Deus o vai levando de suas ilusões e de suas esperanças -vamos dizer mais humanas que divinas- até que vai desprendendo-se de tudo e fica com o 'Só Deus', que ao final é o que vai identificar toda a espiritualidade do Irmão Rafael.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


EN ESPAÑOL:


PARTE I

D.ENRIQUE TRIGUEROS – Abade del Monasterio San Isidro habla del Hermano Rafael


«El Hermano Rafael aportó una literatura espiritual sorprendente»


D. Enrique Trigueros es el Abad de San Isidro de Dueñas, que acoge a unos cuarenta religiosos cistercienses en la canonización de uno de sus hermanos. Nacido accidentalmente en Barcelona hace 68 años, su familia procede de Antequera (Málaga). A los 23 años, abandonó los estudios de Ingeniería Industrial para ingresar en el Monasterio de San Isidro de Dueñas. Fue elegido Abad el 2 de marzo del 2000.

-¿Qué significa para el Monasterio la canonización de Rafael?

-En el plano espiritual es una alegría grande para nosotros ver que un hermano de nuestra comunidad ha llegado a este grado de santidad viviendo nuestra vida. Es un aliciente para los que estamos aquí pensando que el ideal cisterciense que supo encarnar hasta la santidad el beato Rafael también es posible para todos nosotros. Es un estímulo y un acicate, porque si él ha llegado, también nosotros deberíamos llegar. Mantenernos en este deseo de fidelidad a nuestra vocación como lo hizo Rafael para todos nosotros tiene que ser siempre un estímulo. Aunque, por otra parte, la canonización está suponiendo bastante complicación a la vida ordinaria de la comunidad, porque han sido muchos los preparativos que ha habido que hacer, pero se hace con alegría e ilusión por el momento tan importante que supone para nuestra comunidad.

-¿Cómo definiría a San Rafael?

-Se han publicado muchos escritos, libros y biografías. Cada uno presenta a Rafael desde una perspectiva diferente. Algunos siempre le ven unido inseparablemente a la enfermedad y a la cruz como algo que han sido sus compañeras inseparables hasta la muerte. A mi me gusta ver a Rafael como un muchacho joven que siente una llamada fortísima por parte de Dios para realizar la vocación religiosa, en este caso la vocación monástica, y en un monasterio concreto, que es San Isidro, que conoce y le ilusiona. La llamada de Dios le cambia su vida y todas sus ilusiones y esperanzas. Con una fidelidad hasta la muerte sigue, persigue y consigue realizar la vocación a la que se siente llamado. Para una sociedad como en la que estamos ahora, en la que todo es tan relativo y los compromisos estables no se dan con tanta frecuencia, esta fidelidad a la vocación es para mi importantísima.

-¿Por qué se celebrará San Rafael Arnáiz el 27 de abril?

-Aunque murió el 26 de abril, hay cierto conflicto, sobre todo en España, con San Isidoro de Sevilla, que es una fiesta que se celebra en todo el país, por lo que en el calendario de la Iglesia se celebrará el 27 de abril.

-Al Hermano Rafael se le conoce por sus escritos. ¿Qué aportan?

-Aquí en el Monasterio se le conoce también por su vida. Su testimonio de vida fue claro. El Padre Teófilo Sandoval, que fue su confesor, desde el primer momento estuvo convencido de que el Hermano Rafael era un alma escogida por Dios, por lo que hizo todo lo que pudo por recoger sus escritos y por dar a conocer su figura. Pero también no cabe duda de que la recopilación de sus cartas y los cuadernos con sus meditaciones nos han dado toda una literatura espiritual que realmente es sorprendente, por la sensibilidad que tiene para las cosas de Dios, por cómo él vive en profundidad su vocación y el desprendimiento que Dios le va haciendo de sus ilusiones y de sus esperanzas -vamos a decir más humanas que divinas- hasta que van desprendiéndose de todo y quedarse con el 'Solo Dios', que al final es lo que va a identificar toda la espiritualidad del Hermano Rafael.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


ENRIQUE TRIGUEROS – Abade de San Isidro de Dueñas fala sobre o Irmão Rafael / Abade de San Isidro habla del Hermano Rafael – Parte II




PARTE II


D.ENRIQUE TRIGUEROS – Abade do Mosteiro San Isidro fala sobre o Irmão Rafael

«O Irmão Rafael contribuiu com uma literatura espiritual surpreendente»


-Como pintor que também foi, o que representava em seus quadros?

-Como foi estudante de Arquitetura, tinha uma grande facilidade para o desenho, e sobretudo para as aquarelas. Sua obra pictórica foi um pouco mais ampla, com paisagens de quando ia veranear em Santillana com a família e de Villasandino. De sua obra religiosa, destaca-se a sua meditação através dela. Ele escreveu que sua oração havia estado na ponta de seu lápis porque havia desenhado o Rosto de Cristo, por isso tem vários rostos de Cristo ou de São Bernardo. Há uma parte de seus desenhos nos quais quer transmitir a transcendência de Deus, às vezes a pequenez do monge, mas sempre essa abertura do monge até Deus em uma visão direta. Também tem muitos desenhos a lápis com monges, hábitos ou a luz de Deus ao fundo.

-O que atraiu o Irmão Rafael ao Mosteiro de Dueñas?

-Foi seu tio, o Duque de Maqueda, que insistiu com ele para que viesse ao Mosteiro porque notava nele uma grande inclinação para a oração e para uma vida religiosa não tanto do tipo apostólica, mas contemplativa. Rafael, depois de visitar o Mosteiro, escreveu a seu tio dizendo que pensava que sabia rezar, mas que quando ouviu aos monges rezando, se deu conta de que não sabia. Depois de sua primeira visita ao Mosteiro, fica tudo lhe fica mexido por dentro e desde esse momento tem a convicção clara de que sua vocação para este Mosteiro, já começando a planejar tudo. Fala primeiro com seu tio, deixa os estudos, comunica à família e seu pai já o traz ao Mosteiro. A experiência que teve do Mosteiro quando veio pela primeira vez foi decisiva, já vendo claramente a vontade de Deus e o que Deus queria para ele. Então, deixa tudo e ingressa em nosso Mosteiro.

-Em que vai mudar a vida do Mosteiro depois da canonização?

-Não sou profeta, não posso prever, mas cada vez mais o culto a nosso santo vai aumentando. Por causa da canonização estão sendo vendidas mais as suas obras e foi publicada uma nova biografia. Se vê que existe um desejo grande de conhecer melhor a sua figura. Após a canonização não vão parar de vir fiéis ao Mosteiro rezar, visitar seu túmulo e conhecê-lo através de seus escritos.

-Vão restabelecer a exposição dos quadros e objetos pessoais de Rafael que se mostravam na hospedaria e que a base das obras tiveram que retirar?

-Essa exposição estava muito desorganizada. Há que se organizar uma exposição mais ordenada, mais estruturada e mais agradável para a visitação. Para isso é necessário um espaço grande e aí é onde estamos. No momento, a Diputación de Palencia vai nos ajudar a fazer uma exposição para depois da canonização, que durará uns seis meses. Será habilitada uma parte do claustro, e ali se vai expor sua obra escrita e artística, assim como algumas das imagens que se tem criado ultimamente do Irmão Rafael. Queremos que esta mostra seja aberta antes que termine este ano de 2009. Estes dias há uma exposição sobre o Irmão Rafael , através da família Arnáiz, junto com a Escola de Arquitetura de Madrid e a sede das Jornadas Mundiais da Juventude, na Paróquia de San Juan de la Cruz, que está muito bem elaborada. Os painéis que foram elaborados ali serão cedidos para nossa exposição.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


EN ESPAÑOL:


PARTE II

D. ENRIQUE TRIGUEROS – Abade del Monasterio San Isidro habla del Hermano Rafael

«El Hermano Rafael aportó una literatura espiritual sorprendente»


-¿Cómo pintor que también fue, qué reflejaba en sus cuadros?

-Como fue estudiante de Arquitectura, tenía una facilidad grande para el dibujo, y sobre todo para las acuarelas. Su obra pictórica fue un poco más amplia, tiene paisajes de cuando iba a veranear a Santillana con la familia, y de Villasandino. De su obra religiosa, destaca su meditación a través de ellos. Él escribió que su oración había estado en la punta de su lápiz porque había dibujado el Rostro de Cristo, por eso tiene varios rostros de Cristo o de San Bernardo. Hay una parte de sus dibujos en los que quiere transmitir la trascendencia de Dios, a veces la pequeñez del monje, pero siempre esa apertura del monje hacia Dios en una visión directa. También tiene muchos dibujos a lápiz con monjes, la cogulla o la luz de Dios al fondo.

-¿Qué le atrajo al hermano Rafael del Monasterio de Dueñas?

-Fue su tío, el Duque de Maqueda, el que le insistió para que viniera al Monasterio, porque notaba en él una gran inclinación a la oración y a una vida religiosa no tanto de tipo apostólico, sino contemplativo. Rafael, después de visitar el Monasterio, escribió a su tío diciendo que pensaba que sabía rezar, pero que cuando oyó a los monjes rezar, se dio cuenta de que no sabía. Tras su primera visita al Monasterio, se le mueve todo por dentro, y desde ese momento tiene la convicción clara de su vocación a este Monasterio, y ya empezó a fraguarlo todo. Habla primero con su tío, deja los estudios, se lo comunica a la familia y su padre ya le trae al Monasterio. La experiencia que tiene del Monasterio cuando vino por primera vez fue decisiva, ya vio clara la voluntad de Dios y lo que Dios quería para él. Entonces lo deja todo e ingresa en nuestro Monasterio.

-¿En qué va a cambiar la vida del monasterio después de la canonización?

-Yo no soy profeta, no lo puedo predecir, pero cada vez el culto a nuestro santo se va acrecentando. Con motivo de la canonización se han vendido más sus obras y se ha publicado una nueva biografía. Se ve que existe un deseo grande de conocer mejor su figura. Tras la canonización no van a parar de venir fieles al Monasterio a rezar, a visitar su tumba y a conocerle a través de sus escritos.

-¿Se va a recuperar la exposición de los cuadros y objetos personales del beato que se mostraban en la hospedería y que a raíz de las obras se tuvieron que retirar?

-Esa exposición estaba muy hacinada. Hay que organizar una exposición más ordenada, más estructurada y más agradable para la visita. Para eso se necesita un espacio grande, y ahí es donde estamos. De momento, la Diputación de Palencia nos va a ayudar a hacer una exposición para después de la canonización que durará unos seis meses. Se va a habilitar una parte del claustro, y ahí se va exponer su obra escrita y artística, así como algunas de las imágenes que se han creado últimamente del Hermano Rafael. Queremos que se abra esta muestra antes de que termine este año 2009. Estos días hay una exposición sobre el Hermano Rafael , a través de la familia de los Arnáiz, junto con la Escuela de Arquitectura de Madrid y la sede de las Jornadas Mundiales de la Juventud, en la Parroquia de San Juan de la Cruz, que está muy bien elaborada. Los paneles que se han elaborado allí los van a ceder para nuestra exposición.


Dom Enrique Trigueros
Abade de San Isidro de Dueñas
Fonte: Norte Castilla/Fernando Caballero


Livro Exercícios espirituais com o Irmão Rafael / Libro Ejercicios espirituales con el Hermano Rafael




Exercícios espirituais com o Irmão Rafael, editado pela B.A.C.

Monsenhor Martínez Camino


Irmão Rafael Arnáiz Barón

O Irmão Rafael tem sido protagonista de vários livros recém publicados por motivo de sua canonização.

Edibesa publica San Rafael Arnáiz Barón. Vida y mensaje del hermano Rafael, pelas mãos de Dom Antonio María Martín.

Desclée de Brouwer traz à luz uma segunda edição, corrigida e aumentada, de Mi Rafael, livro escrito por Monsenhor Juan Antonio Martínez Camino, Bispo auxiliar de Madrid e Secretário da Conferência Episcopal Espanhola. A obra se baseia nas memórias do Padre Teófilo Sandoval, confesor, intérprete e editor do Irmão Rafael.

E, do mesmo autor, vem à luz Ejercicios espirituales con el Hermano Rafael, editado pela B.A.C., livro no qual Monsenhor Martínez Camino oferece textos do Irmão Rafael que ilustram determinadas meditações ou momentos dos Exercícios espirituais de Santo Inácio.


Alfayomega


EN ESPAÑOL:


Ejercicios espirituales con el Hermano Rafael, editado por la B.A.C.

Monseñor Martínez Camino


Hermano Rafael Arnáiz Barón

El Hermano Rafael es protagonista de varios libros recién publicados con motivo de su canonización.

Edibesa publica San Rafael Arnáiz Barón. Vida y mensaje del hermano Rafael, de manos de don Antonio María Martín.

Desclée de Brouwer saca a la luz una segunda edición, corregida y aumentada, de Mi Rafael, libro escrito por monseñor Juan Antonio Martínez Camino, obispo auxiliar de Madrid y Secretario de la Conferencia Episcopal Española. La obra se basa en las memorias del padre Teófilo Sandoval, confesor, intérprete y editor del Hermano Rafael.

Y, del mismo autor, sale a la luz Ejercicios espirituales con el Hermano Rafael, editado por la B.A.C., en el que monseñor Martínez Camino ofrece textos del Hermano Rafael que ilustran determinadas meditaciones o momentos de los Ejercicios espirituales de san Ignacio.


Alfayomega


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CELEBRAÇÃO DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA CANONIZAÇÃO DE RAFAEL ARNÁIZ / CELEBRACIÓN DE ACCIÓN DE GRACIAS POR LA CANONIZACIÓN DE RAFAEL ARNÁIZ





ORAÇÃO JUNTO AO IRMÃO RAFAEL

SÃO FREI MARÍA RAFAEL escutou nossa oração!

Crônica da Celebração de Ação de Graças por sua canonização

No domingo dia 11 de outubro, nos unimos ao grupo de fiéis para celebrarmos, junto à Comunidade da Trapa de Dueñas, a Ação de Graças pela Canonização do Irmão Rafael. Vários casais foram à Celebração das Vésperas e fizemos uma visita ao Mosteiro, onde fomos atendidos pelos membros da Comunidade que não haviam ido à Roma.

Em nome da Comunidade de Tordesillas fizemos, aos pés de Rafael, esta sua oração com a qual nos associamos a sua entrega. Convidamos a que conheçam a vida deste jovem Trapista e se surpreenderão da riqueza de sua experiência com Deus.

E para isso, compartilhamos esta oração:


“Que grande é Deus! Que bem ordena os acontecimentos sempre para sua glória!
Só Deus preenche a alma..., e a preenche toda!
A verdadeira felicidade se encontra em Deus e somente em Deus.
O que não tem a Deus necessita de consolo; mas o que ama a Deus, que maior consolo?
Como se inunda minha alma de caridade verdadeira até o homem, até o irmão débil, enfermo...! Se o mundo soubesse o que é amar um pouco a Deus, também amaria ao próximo.
Ao amar a Jesus, forçosamente se ama o que Ele ama.
A única verdade é Cristo.
Fiz o voto de amar sempre a Jesus. Virgem Maria, ajuda-me a cumprir meu voto.
Para Jesus tudo, e tudo para sempre, para sempre”.


Neste domingo, é eloquente poder meditar à luz do Evangelho este texto de São Rafael:


«Suponha que tu estás em tua casa enfermo, cheio de cuidados e atenções, quase tolhido, inútil, em uma palavra, incapaz de valer-te. Mas um dia visses passar debaixo de tua janela. a Jesus... Se visses que a Jesus seguia uma turba de pecadores, de pobres, de enfermos, de leprosos. Se visses que Jesus te chamava e te dava um lugar em seu séquito, e te olhasse com seus olhos divinos que desprendiam amor, ternura, perdão, e te dissesse: Por que não me segues?... Tu, que farias? Acaso lhe ia responder: Senhor, eu te seguiria se me desses um enfermeiro, se me desses meios para seguir-te com comodidade e sem perigo para minha saúde... Te seguiria se estivesse sadio e forte para poder-me valer?

Não, certamente que se tivesses visto a doçura dos olhos de Jesus, nada disso lhe terias dito, senão que terias te levantado de teu leito, sem pensar em cuidados, sem pensar em ti para nada, terias te unido, ainda que tivesses sido o último, veja bem, o último, à comitiva de Jesus, e lhe terias dito: Vou, Senhor, não me importam minhas doenças, nem a morte, nem comer, nem dormir... Se Tu me admites, vou. Se Tu queres, podes curar-me... Não me impor¬ta que o caminho por onde me leves seja difícil, seja abrupto e esteja cheio de espinhos. Não me importa se queres que morra contigo em uma cruz».


Dispostos a seguir-lhe até o final?


Iglesia en Tordesillas



EN ESPAÑOL:



ORACIÓN JUNTO AL HERMANO RAFAEL

SAN FRAY MARÍA RAFAEL escuchó nuestra oración

Crónica de la celebración de acción de gracias por su canonización




El domingo 11 de octubre nos unimos al grupo de creyentes que celebramos junto a la Comunidad de la Trapa de Dueñas, la Acción de Gracias por la Canonización del Hermano Rafael. Varios matrimonios acudimos a la celebración de vísperas y realizamos una visita al Monasterio en donde fuimos atendidos por los miembros de la Comunidad que no habían acudido a Roma.

En nombre de la Comunidad de Tordesillas hicimos a los pies de Rafael, ésta su plegaria con la que nos asociamos a su entrega. Os invitamos a que conozcáis la vida de este joven trapense y os sorprendáis de la riqueza de su experiencia de Dios.

Para ello, compartimos esta oración:


“¡Qué grande es Dios! ¡Qué bien ordena los acontecimientos siempre para su gloria!
¡Sólo Dios llena el alma..., y la llena toda!
La verdadera felicidad se encuentra en Dios y solamente en Dios.
El que no tiene a Dios necesita consuelo; pero el que ama a Dios, ¿qué más consuelo?
¡Cómo se inunda mi alma de caridad verdadera hacia el hombre, hacia el hermano débil, enfermo...! Si el mundo supiera lo que es amar un poco a Dios, también amaría al prójimo.
Al amar a Jesús, forzosamente se ama lo que El ama.
La única verdad es... Cristo.
He hecho el votó de amar siempre a Jesús. Virgen Maria, ayúdame a cumplir mi voto.
Para Jesús todo, y todo, para siempre, para siempre”.

En este domingo, es elocuente poder meditar a la luz del evangelio este texto de San Rafael:


«Suponte que tú estás en tu casa enfermo, lleno de cuidados y atenciones, casi tullido, inútil..., incapaz de valerte, en una palabra. Pero un día vieras pasar debajo de tu ventana. a Jesús... Si vieras que a Jesús le seguían una turba de pecadores, de pobres, de enfermos, de leprosos. Si vieras que Jesús te lla¬maba y te daba un puesto en su séquito, y te mirase con esos ojos divinos, que desprendían amor, ternura, perdón, y te dijese: ¿Por qué no me sigues?... Tú, ¿qué harías? ¿Acaso le ibas a responder: Señor, te seguiría si me dieras un enfermero..., si me dieras medios para seguirte con comodidad y sin peligro de mi salud... Te seguiría si estuviera sano y fuerte para poderme valer?

No, seguro que si hubieras visto la dulzura de los ojos de Jesús, nada de eso le hubieras dicho, sino que te hubieras levantado de tu lecho, sin pensar en tus cuidados, sin pensar en ti para nada, te hubieras unido, aunque hubieras sido el último..., fíjate bien, el último, a la comitiva de Jesús, y le hubieras dicho: Voy, Señor, no me importan mis dolencias, ni la muerte, ni comer, ni dormir... Si Tú me admites, voy. Si Tú quieres, puedes sanarme... No me impor¬ta que el camino por donde me lleves sea difícil, sea abrupto y esté lleno de espinas. No me importa si quieres que muera contigo en una cruz».


¿Dispuestos a seguirle desde el final?


Iglesia en Tordesillas



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

RAFAEL ARNÁIZ – Amar a Cruz





AMAR A CRUZ

"Muitas vezes lá na Trapa,
um pobre frade
chorava ante uma Cruz.
O mundo lhe dizia: és um néscio,
chorar por gosto é loucura,
tua vida se esfumaça inútil
no silêncio e na penitência,
Por que amar a Cruz,
quando a vida é tão bela,
e a liberdade é risonha e não sombria?

Mas aquele trapista chorava,
chorava, e suas lágrimas
eram uns queixumes
tão doces a seu coração
e com tanto amor os colocava
aos pés da Virgem,
que nem uma só de suas lágrimas,
a teria trocado
por todo o ouro do mundo.

Aquele trapista chorava,
mas chorava de alegria.
Que sabe o mundo de amor?
Bendita loucura de Cristo
que converte as lágrimas
em pérolas e nos faz amar a cruz..."

São Rafael Arnáiz Barón



EN ESPAÑOL:



AMAR LA CRUZ

"Muchas veces allá en la Trapa,
un pobre fraile
lloraba ante una Cruz.
El mundo le decía: eres un necio,
llorar por gusto es locura,
tu vida se esfuma inútil
en el silencio y en la penitencia,
¿por qué amar la Cruz,
cuando la vida es tan bella,
y la libertad es risueña y no sombría?

Pero aquel trapense lloraba,
lloraba, y sus lágrimas
eran unos quejidos
tan dulces a su corazón
y con tanto amor los ponía
a los pies de la Virgen,
que ni una sola de sus lágrimas,
la hubiera cambiado
por todo el oro del mundo.

Aquel trapense lloraba,
mas lloraba de alegría...,
¿qué sabe el mundo de amor?
Bendita locura de Cristo
que convierte las lágrimas
en perlas y nos hace amar la cruz..."

San Rafael Arnáiz Barón


“7 días de Oración con el Hno. Rafael”
Ed. Monte Carmelo



EL HERMANO RAFAEL ARNÁIZ CON QUIEN CONVIVÍ - LIBRO / O IRMÃO RAFAEL COM QUEM CONVIVI - LIVRO



LIVRO - O IRMÃO RAFAEL COM QUEM CONVIVI


RECORDAÇÕES ÍNTIMAS


“Não constitui nenhum mérito pessoal ter vivido na companhia de Rafael alguns meses no meu noviciado. Foi uma oportunidade casual que Deus me concedeu e que não deixarei nunca de agradecer, embora considere muito mais meritório o fato de que, em toda minha vida religiosa, o conceito de virtuoso em que sempre o tive não tenha variado o mínimo que seja”.

Damián Yáñez Neira,OCSO



EN ESPAÑOL:



LIBRO - EL HERMANO RAFAEL ARNÁIZ CON QUIEN CONVIVÍ

RECUERDOS ÍNTIMOS


“No constituye ningún mérito personal haber vivido en compañía de Rafael algunos meses de mi noviciado. Fue una oportunidad casual que Dios me deparó y que no dejaré nunca de agradecer, aunque que considero mucho mas meritorio el hecho de que, toda mi vida religiosa no haya variado un ápice el concepto de virtuoso en que siempre le tuve”.

Damián Yáñez Neira,OCSO



Autores: YÁÑEZ NEIRA‚ P. DAMIÁN
ISBN: 9788483531945
Data/Fecha de publicación: 09/09
Editorial: Monte Carmelo
Colección: Amigos de orar
Datos del libro: 292 pags; 13 x 21 cm.
Idioma: Español


Libreria Claret - Monte Carmelo




terça-feira, 3 de novembro de 2009

SÃO RAFAEL ARNÁIZ/ SAN RAFAEL ARNÁIZ – OCULTO EM DEUS/ OCULTO EN DIOS





14 de dezembro de 1936 - 25 anos
Mi cuaderno - San Isidro


”Um dos encantos, melhor dizendo, consolos da vida monacal, é o estar oculto aos olhares do mundo. Isto o compreenderá quem gostar de meditar na vida de Cristo. Para dedicar-se a uma arte, para aprofundar-se em uma ciência, o espírito necessita solidão e isolamento, necessita recolhimento e silêncio. Agora, para a alma enamorada de Deus, para a alma que já não vê mais arte nem mais ciência que a vida de Jesus, para a alma que encontrou na terra o tesouro escondido, o silêncio não lhe basta, nem seu recolhimento em solidão. É necessário ocultar-se de todos, é necessário ocultar-se com Cristo, buscar um lugar na terra onde não cheguem os olhares profanos do mundo, e alí estar a sós com seu Deus.

O segredo do Rei como que se mancha e perde o brilho ao ser revelado. Esse segredo do Rei há que se ocultar para que ninguém o veja. Esse segredo que muitos crêem ser comunicações divinas e consolos sobrenaturais, esse segredo do Rei que invejamos nos Santos, se reduz muitas vezes a uma Cruz.

Não coloquemos a luz debaixo de uma vasilha, nos diz Jesus no Evangelho. Divulguemos as grandezas de Deus. Façamos chegar ao coração de nossos irmãos os tesouros de graças que Deus derrama abundantemente sobre nós. Divulguemos aos quatro ventos nossa fé, enchamos o mundo de gritos de entusiasmo por termos um Deus tão bom. Não nos cansemos de pregar seu Evangelho e dizer a todos que nos queiram ouvir, que Cristo morreu amando aos homens, cravado em um madeiro. Que morreu por mim, por ti, por eles... E se nós deveras lhe amamos, não lhe ocultemos, não ponhamos a luz que pode iluminar a outros, debaixo de uma vasilha.

Mas em troca, bendito Jesus, levemos, bem dentro e sem que ninguém se inteire, esse divino segredo... Esse segredo que Tu dás às almas que mais te querem... Essa pequenina parte de tua Cruz, de tua sede, de teus espinhos.

Ocultemos no último lugar da terra nossas lágrimas, nossas penas e nossos desconsolos. Não enchamos o mundo de tristes gemidos, nem levemos a ninguém nem a mais pequenina parte de nossas aflições.

Sejamos egoístas para sofrer e generosos na alegria. Façamos a felicidade dos que nos rodeiam e não turvemos o ambiente com caras tristes quando Deus nos mande alguma prova.

Ocultemo-nos para estar com Jesus na Cruz. Não busquemos mitigação à dor no consolo das criaturas, pois estaremos fazendo duas coisas que não são ruins, mas que não são perfeitas. Primeiro, ao deixar a Deus pelo que não é Deus, pois não é consolo seu o que Dele não vem, e se Ele não quer dá-lo, ao buscar fora Dele, perdemos a Ele, e também perdemos muitas vezes o mérito do sofrimento. Segundo, em nosso egoísmo, fazemos ou pelo menos queremos fazer participantes aos demais, do nosso sofrimento, para assim aliviar-nos, e conseguirmos com isso alívio fictício e falso, pois se te dói um dente, te seguirá doendo quer o digas ou não.

Em resumo, quase sempre é um ato de egoísmo e também falta de humildade, dar importância ao nosso sofrimento, como se por ser nosso fosse importante. Em troca, não buscando nada nas criaturas e sim tudo em Deus, se chega a amar a Cruz, mas a Cruz a sós e escondido... Na Cruz, ocultos com Deus e longe dos homens.

Ocultemos nossa vida, se nossa vida é penar. Ocultemos o sofrer, se o sofrer nos causa pena. Ocultemo-nos com Cristo para só a Ele fazer-lhe partícipe do que, pensando bem, só é Dele: o segredo da Cruz.

Aprendamos de uma vez, meditando em sua vida, em sua Paixão e em sua morte, que só há um caminho para se chegar a Ele..., o caminho da Santa Cruz”.


São Rafael Arnáiz Barón
Mi cuaderno, 781-84



EN ESPAÑOL:



14 de diciembre de 1936 - 25 años
Mi cuaderno - San Isidro


”Uno de los encantos, mejor dicho, consuelos de la vida monacal, es el estar oculto a las miradas del mundo. Esto lo comprenderá quien guste meditar en la vida de Cristo.
Para dedicarse a un arte..., para profundizar en una ciencia, el espíritu necesita soledad y aislamiento, necesita recogimiento y silencio. Ahora bien, para el alma enamorada de Dios, para el alma que ya no ve más arte ni más ciencia que la vida de Jesús, para el alma que ha encontrado en la tierra el tesoro escondido, el silencio no le basta, ni su recogimiento en soledad. Le es necesario ocultarse a todos, le es necesario ocultarse con Cristo, buscar un rincón de la tierra donde no lleguen las profanas miradas del mundo, y allí estarse a solas con su Dios.

El secreto del Rey se mancha y pierde brillo al publicarse. Ese secreto del Rey es el que hay que ocultar para que nadie lo vea. Ese secreto que muchos creerán son comunicaciones divinas y consuelos sobrenaturales..., ese secreto del Rey que envidiamos en los Santos, se reduce muchas veces a una Cruz.

No pongamos la luz bajo el celemín, nos dice Jesús en el Evangelio. Publiquemos las grandezas de Dios. Hagamos llegar al corazón de nuestros hermanos los tesoros de gracias que Dios derrama a manos llenas sobre nosotros. Publiquemos a los cuatro vientos nuestra fe, llenemos el mundo de gritos de entusiasmo por tener un Dios tan bueno. No nos cansemos de predicar su Evangelio y decir a todo el que nos quiera oír, que Cristo murió amando a los hombres, clavado en un madero... Que murió por mí, por ti, por aquél... Y si nosotros de veras le amamos, no le ocultemos..., no pongamos la luz que puede alumbrar a otros, debajo de un celemín.

Mas en cambio, bendito Jesús, llevemos allá adentro y sin que nadie se entere, ese divino secreto... Ese secreto que Tú das a las almas que más te quieren... Esa partecica de tu Cruz, de tu sed, de tus espinas.

Ocultemos en el último rincón de la tierra nuestras lágrimas, nuestras penas y nuestros desconsuelos... No llenemos el mundo de tristes gemidos, ni hagamos llegara nadie la más pequeña parte de nuestras aflicciones.

Seamos egoístas para sufrir y generosos en la alegría. Hagamos la' felicidad de los que nos rodean y no enturbiemos el ambiente con caras tristes, cuando Dios nos mande alguna prueba.

Ocultémonos para estar con Jesús en la Cruz; no busquemos mitigación al dolor, en el consuelo de las criaturas, pues haremos dos cosas que no son malas, pero que no son perfectas. Primero, al dejar a Dios por lo que no es Dios, pues no es consuelo suyo lo que de El no viene, y si El no quiere darlo, al buscarlo fuera de El, le perdemos a El, y también perdemos muchas veces el mérito del sufrimiento. Segundo, hacemos en nuestro egoísmo, o por lo menos queremos hacer participar a los demás, de lo nuestro, para así descargarnos, y conseguimos con esto, alivio ficticio y falso, pues si te duele una muela, te seguirá doliendo lo digas o no.

En resumidas cuentas, casi siempre es un acto de egoísmo y también falta de humildad, dando importancia a lo tuyo, como si por ser tuyo fuera importante. En cambio, no buscando nada en las criaturas y sí todo en Dios, se llega a amar la Cruz, pero la Cruz a solas y en escondido... En la Cruz oculto con Dios y lejos de los hombres.

Ocultemos nuestra vida, si nuestra vida es penar. Ocultemos el sufrir, si el sufrir nos causa pena. Ocultémonos con Cristo para sólo a El hacerle partícipe de lo que, mirándolo bien, sólo es tuyo: el secreto de la Cruz.

Aprendamos de una vez, meditando en su vida, en su Pasión y en su muerte, que sólo hay un camino para llegar a El..., el camino de la Santa Cruz”.


San Rafael Arnáiz Barón
Mi cuaderno, 781-84



RAFAEL ARNÁIZ BARÓN – Pensamentos do Hermano Rafael Arnáiz





“No silêncio e na oração podemos fazer mais que com todo o ruído de palavras”.

“A verdadeira cela monástica, a levamos dentro”.

“É para mim um consolo descansar do dia, escrevendo sobre Deus”.

“Estou seguro que somente obedecendo posso ser absolutamente feliz, e com a ajuda de Maria, santificar-me”.

“Este pobre homem pretende ocultar sua cruz. Se visses que vontade tenho de viver oculto na casa de Deus…”.

“Amemos nosso lugar na terra, pois é vontade de Deus”.

“O verdadeiro amor é o que se fundamenta em Cristo e se apóia na caridade”.

“Se contemplo o Seu amor por mim, me entra um não sei que, que não sei explicar”.

“O que busca a Deus, O encontra. A única coisa que importa é buscar-Lhe.”

“Com minhas forças não poderei ser santo, mas com Jesus e Maria ao meu lado, posso tudo”.


Irmão Rafael Arnáiz
Cartas (128)-643; (182)-898; (185)-947; (124)-595; (182)-188; (127)-625; (42)-98; (101)-414; (40)-94; (90)-311



EN ESPAÑOL:



“En el silencio y la oración podemos hacer más que con todo el ruido de palabras”.

“La verdadera celda monástica, la llevamos dentro”.

“Es para mí un consuelo descansar del día, escribiendo de Dios”.

“Estoy seguro que solamente con obedecer puedo ser absolutamente feliz, y con la ayuda de María, santificarme”.

“Este pobre homem pretende ocultar su cruz. Si vieras qué ganas tengo de vivir oculto en la casa de Dios…”.

“Amemos nuestro lugar en la tierra, pues es voluntad de Dios”.

“El verdadero amor es el que se funda en Cristo y se apoya en la caridad”.

“Si contemplo su amor hacia mí, me entra un no sé qué, que no sé explicar”.

“El que busca a Dios lo encuentra. Lo único que importa es buscarle.”

“Con mis fuerzas no podré ser santo, pero con Jesús y María a mi lado, lo puedo todo”.



Hermano Rafael Arnáiz
Cartas (128)-643; (182)-898; (185)-947; (124)-595; (182)-188; (127)-625; (42)-98; (101)-414; (40)-94; (90)-311




CANONIZAÇÃO/CANONIZACIÓN RAFAEL ARNÁIZ – FOTOS OFICIAIS




FOTOS OFICIAIS DA CANONIZAÇÃO





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São Rafael Arnáiz rogai por nós!

San Rafael Arnáiz ruega por nosotros!



Fonte: Vaticano



CANONIZAÇÃO/CANONIZACIÓN RAFAEL ARNÁIZ - EUCARISTIA DE AÇÃO DE GRAÇAS / MISA ACCIÓN DE GRACIAS





MISSA - EUCARISTIA DE AÇÃO DE GRAÇAS PELA CANONIZAÇÃO DO IRMÃO RAFAEL ARNÁIZ


O Cardeal Rouco destaca que Rafael Arnáiz “é um modelo realista para a juventude de hoje, tentada por ideologias”

O Arcebispo de Madri, Cardeal Antônio María Rouco Varela presidiu na Basílica Vaticana de São Pedro a Eucaristia de ação de graças na Basílica Vaticana pelo novo Santo Rafael Arnáiz, de quem disso que é um exemplo para os jovens, os quais só recebem mensagens de êxito fácil e estão tomados de solidão e vazio interior que não encontram respostas nas propostas de poder ou das ciências deste mundo. São “jovens que no fundo tem sede do Deus vivo”, alertou.

Em sua homilia, o Cardeal destacou que São Rafael Arnáiz viveu sempre “no amor de Deus, no caminho de renuncia como Jesus, de humildade, caminho que é o do amor do Crucificado e Ressuscitado, que leva à gloria, consciente de que as penas da vida são suaves cadeias que nos unem a Jesus”.

Comentou que ele “é um jovem de hoje” e que, embora tenha sido canonizado, sua vida “é do século XX”. De resto, morreu às vésperas da segunda guerra mundial, quando estava já terminando a guerra civil. “E esse tempo –disse o Cardeal- é o nosso, continua sendo o nosso”.

Da vida de São Rafael Arnáiz, manifestou que está imersa na experiência humana e espiritual de nosso tempo: viveu em sua juventude uma grande descoberta de Cristo como Salvador do homem, e o viveu com todo o seu ser, com toda sua vida, até com seu corpo; viveu identificando-se com a cruz e o viveu como uma resposta não só para sua vida - para toda a grande problemática que ele atravessava e sentia -, mas como uma resposta para os jovens de então, traídos y levados por ideologias muito radicais, todas anticristãs, mais ainda, atéias, que apresentavam aos homens uma espécie de projeto de vida configurado pelo ideal do super-homem que estava na moda”.

O Cardeal recordou as palavras que o Irmão Rafael dirigiu aos jovens de então: "Busquem o caminho de Cristo, busquem-no e vivam-no”. Não eram conhecidas por muitas pessoas então, mas sua influência se produziu em seu entorno imediato e certamente foi enorme na Trapa”.

Além disso, afirmou que é possível aproximar-se facilmente da pessoa do Irmão Rafael através de seus escritos e de quem o conheceu ou seguiu, pois ele “é também hoje uma resposta para os jovens de nosso tempo, que igualmente são tentados fortemente por ideologias e ideais de vida que no fundo giram também em torno do super-homem, um super-homem relativista, mais anárquico, mais afeito a uma forma de viver a liberdade que se converte em um ídolo que os destrói”.

Aos jovens de hoje, diz: "Tenham o caminho do amor aberto, o caminho da vida, o caminho da glória. Naturalmente, assumindo tudo que são e têm, primeiro de debilidade e pecado, de fragilidade física, mas também de buscadores de verdade e de felicidade". "Por isso São Rafael é de uma grande atualidade", reafirmou o Arcebispo de Madri, o qual comentou que Rafael será um dos co-patronos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2011, pois, reiterou, "é um jovem deste tempo, portanto o teremos muito em conta na preparação e nas catequeses das Jornadas. E claro, em nossa oração".

Com esta referência concluiu, o Cardeal Rouco, a sua homilia na Basílica Vaticana, pedindo a intercessão de São Rafael Arnáiz, "jovem da nossa Espanha, de nossos dias», para que a JMJ «seja acontecimento de graça para todos os jovens» e que «tenham o ardor das primeiras testemunhas do Evangelho, firmes na fé».


Cardeal Antônio María Rouco Varela
Analisis Digital



EN ESPAÑOL:



MISA - EUCARISTÍA DE ACCIÓN DE GRACIAS POR LA CANONIZACIÓN DEL HERMANO RAFAEL

El Cardenal Rouco destaca de san Rafael Arnáiz que “es un modelo realista para la juventud de hoy, tentada por ideologías”


El Arzobispo de Madrid, Cardenal Antonio María Rouco Varela, presidió en la Basílica Vaticana de San Pedro la Eucaristía de acción de gracias en la Basílica Vaticana por el nuevo santo Rafael Arnáiz, de quien dijo que es un ejemplo para los jóvenes, quienes sólo reciben mensajes de éxito fácil y están colmados de soledad y vacío interior que no encuentra respuestas en las propuestas del poder o de las ciencias de este mundo. Son “jóvenes que en el fondo tienen sed del Dios vivo”, alertó.

En su homilía, el Cardenal destacó que san Rafael Arnáiz vivió siempre “desde el amor de Dios; el camino de renuncia, como Jesús; de humildad; camino que es el del amor del Crucificado y Resucitado, que lleva a la gloria, consciente de que las penas de la vida son suaves cadenas que nos unen a Jesús”.

Comentó de él que “es un joven de hoy” y que su vida, aunque fuera canonizado horas antes, “es del siglo XX”. De hecho, murió en vísperas de la Segunda guerra mundial, cuando estaba ya concluyendo la guerra civil. “Y ese tiempo –dijo el Cardenal- es el nuestro, sigue siendo el nuestro”.

De la vida de san Rafael Arnáiz, manifestó que está inmersa en la experiencia humana y espiritual de nuestro tiempo: vivió en su juventud como un gran descubrimiento de Cristo como Salvador del hombre, y lo vivió con todo su ser, con toda su vida, hasta con su cuerpo; lo vivió identificándose con la cruz, y lo vivió como una respuesta no sólo para su vida -para toda la gran problemática que él atravesaba y sentía,- sino como una respuesta para los jóvenes de entonces, traídos y llevados por ideologías muy radicales, todas anticristianas, más aún, ateas, que presentaban a los hombres una especie de proyecto de futuro para sus vidas configurado por el ideal del superhombre, que estaba de moda”.

El Cardenal recordó las palabras que el Hermano Rafael dirigió a los jóvenes de aquel entonces: "Buscad el camino de Cristo, lo busca y lo vive”. No era conocido por mucha gente entonces, pero su influencia se produjo en su entorno inmediato y por supuesto fue enorme en la Trapa”.

Además, afirmó que es posible acercarse a su figura fácilmente a través de sus escritos, y de quienes le han conocido o seguido, pues “es también hoy una respuesta para los jóvenes de nuestro tiempo quienes igualmente son tentados fuertemente por unas ideologías e ideales de vida que en el fondo giran también en torno al superhombre, un superhombre relativista, más anárquico, más adicto a una forma de vivir la libertad que se convierte en un ídolo que los destruye”.

A los jóvenes de hoy les dice: "Tenéis el camino del amor abierto, el camino de la vida, el camino de la gloria. Naturalmente, asumiendo todo lo que sois y tenéis, primero de debilidad y pecado, de fragilidad física, pero también de buscadores de verdad y de felicidad". "Por eso San Rafael es de gran actualidad", recalcó el arzobispo de Madrid, quien comentó que será uno de nuestros compatronos en la Jornada Mundial de la Juventud (JMJ) de 2011 pues, reiteró, "es un joven de este tiempo, por lo tanto lo tendremos muy en cuenta en la preparación y en las catequesis de las Jornadas. Y por su puesto en nuestra oración".

Con esta referencia había concluido minutos antes el Cardenal Rouco su homilía en la Basílica Vaticana, pidiendo al intercesión de San Rafael Arnáiz, "joven de la España nuestra, de nuestros días», para que la JMJ «sea acontecimiento de gracia para todos los jóvenes» y que «tengan el ardor de los primeros testigos del Evangelio, firmes en la fe».


Cardenal Antonio María Rouco Varela
Analisis Digital



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CANONIZACIÓN DE UN SANTO: SAN RAFAEL ARNÁIZ / CANONIZAÇÃO DE UM SANTO: SÃO RAFAEL ARNÁIZ





São Rafael Arnáiz

É provável que haja mais santos ao nosso redor do que imaginemos. A canonização de um santo contemporâneo, jovem e tão próximo a nós como o Irmão Rafael Arnáiz é, por isso, uma grande notícia, a qual deve encher de orgulho a todos nós, os palentinos e de gozo a essa grande maioria que nesta terra se considera católica.

Em uma sociedade que voltou em boa medida as costas à existência de Deus, a figura mística do Irmão Rafael emerge com força para convidar-nos a olhar com os olhos do espírito o transcendente. Em um momento em que uma profunda crise terminou com nosso particular sonho do bezerro de ouro, talvez seja a ocasião de voltar o olhar ao céu e elevar-nos sobre um materialismo que nos esvazia a alma. A canonização deste monge da Trapa vem recordar-nos com seu testemunho quem somos, de onde viemos e aonde vamos.

O reconhecimento da santidade de Rafael pode impulsionar um renascimento espiritual que transcenda os limites de nossa província. Minha impressão é que há na Espanha um renascer de valores morais que estavam na raiz mesma de nossa civilização ocidental, mas que havíamos abandonado nas últimas décadas. Creio que o homem atual volta a olhar ao mais profundo de sua alma em busca de respostas.

A juventude de Rafael aumenta seu magnetismo entre as novas gerações que atuam sempre como vanguarda de toda mudança profunda. Os jovens, mais que nenhum outro setor da sociedade, estão reclamando hoje uma transição dos valores materialistas do egoísmo, do prazer, da morte e da violência em valores espirituais como o amor, a solidariedade, a justiça, a liberdade e a paz. Frente à corrente relativista dominante os jovens iniciaram uma busca da verdade autêntica. Não poderão encontrar melhor guia nesse caminho que um Hermano Rafael, o qual com sua humildade certamente faz raro que agora lhe chamemos santo.


Ignacio Cosidó
Diário Palentino


EN ESPAÑOL:


San Rafael Arnáiz

Es probable que haya más santos a nuestro alrededor de los que creemos. La canonización de un santo contemporáneo, joven y tan cercano a nosotros como el Hermano Rafael Arnáiz es, por ello, una gran noticia que nos debe llenar de orgullo a todos los palentinos y de gozo a esa gran mayoría que en esta tierra nos consideramos católicos.

En una sociedad que ha vuelto en buena medida la espalda a la existencia de Dios, la figura mística del Hermano Rafael emerge con fuerza para invitarnos a mirar con los ojos del espíritu hacia lo trascendente. En un momento en que una profunda crisis ha terminado con nuestro particular sueño del becerro de oro quizá sea la ocasión de volver la mirada al cielo y elevarnos sobre un materialismo que nos vacía el alma. La canonización de este monje de La Trapa viene a recordarnos con su testimonio quiénes somos, de dónde venimos y a dónde vamos.

El reconocimeinto de la santidad de Rafael puede impulsar un renacer espiritual que trascienda los límites de nuestra provincia. Mi impresión es que hay en España un renacer de valores morales que estaban en la raíz misma de nuestra civilización occidental, pero que habíamos abandonado en buena medida en las últimas décadas. Creo que el hombre actual vuelve a mirar a lo más profundo de su alma en busca de respuestas.

La juventud de Rafael aumenta su magnetismo entre las nuevas generaciones que actúan siempre como vanguardia de todo cambio profundo. Los jóvenes, más que ningún otro sector de la sociedad, están reclamando hoy una transición desde los valores materialistas del egoísmo, el placer, la muerte y la violencia hacia valores espirituales como el amor, la solidaridad, la justicia, la libertad y la paz. Frente a la corriente relativista dominante los jóvenes han iniciado una búsqueda de la verdad auténtica. No podrán encontrar mejor guía en ese camino que un Hermano Rafael al que con su humildad seguro que se le hace raro que ahora le llamemos santo.


Ignacio Cosidó
Diário Palentino



sábado, 24 de outubro de 2009

SÃO RAFAEL ARNÁIZ / SAN RAFAEL ARNÁIZ – Voto de amar sempre a Jesus





O voto – San Isidro

Voto de amar sempre a Jesus


“Na oração desta manhã fiz um voto. Fiz o voto de amar sempre a Jesus.

Me dei conta de minha vocação. Não sou religioso..., não sou leigo..., não sou nada... Bendito Deus, não sou nada mais que uma alma enamorada de Cristo. Ele não quer mais que meu amor, e me quer desprendido de tudo e de todos.

Virgem Maria, ajuda-me a cumprir meu voto!

Amar a Jesus, em tudo, por tudo e sempre... Só amor. Amor humilde, generoso, desprendido, mortificado, em silêncio… Que minha vida não seja mais que um ato de amor.

Bem vejo que a vontade de Deus é que não faça os votos religiosos, nem seguir a Regra de São Bento. Hei de querer, eu, o que não quer Deus?


Jesus me manda uma enfermidade incurável; é sua vontade que humilhe minha soberba ante as misérias de minha carne. Deus me envia a enfermidade. Não hei de amar tudo o que Jesus me envie?

Beijo com imenso carinho a mão bendita de Deus que dá a saúde quando quer e a tira quando Lhe apraz.

Dizia Jó, que depois recebemos com alegria os bens de Deus. Por que não havemos de receber assim também os males? Mas acaso tudo isso me impede de amar-Lhe?... Não, com loucura devo fazê-lo.

Vida de amor, eis aqui minha Regra..., meu voto... Eis aqui a única razão de viver.

Começa o ano de 1938. Que me prepara Deus nele? Não sei... Talvez não importe?... Fora ofender-Lhe tudo o mais dá no mesmo... Sou de Deus, que faça comigo o que quiser. Eu hoje Lhe ofereço um novo ano, no qual não quero que reine mais que uma vida de sacrifício, de abnegação, de desprendimento, e guiada somente pelo amor a Jesus, por um amor muito grande e muito puro.

Quisera meu Senhor, amar-Te como ninguém. Quisera passar esta vida tocando o chão somente com os pés, sem deter-me em olhar em mim tanta miséria, sem deter-me em nenhuma criatura, com o coração abrasado de amor divino e sustentado pela esperança.

Quisera, Senhor, olhar somente ao céu, onde Tu me esperas, onde está Maria, onde estão os santos e os anjos, bendizendo-Te pela eternidade e passando pelo mundo somente amando tua lei e observando teus divinos preceitos.

Ah, Senhor, quanto quisera amar-Te!.... Ajuda-me, minha Mãe!.
Hei de amar a solidão, pois Deus nela me põe.
Hei de obedecer às cegas, pois é o que Deus me ordena.
Hei de mortificar continuamente meus sentidos.
Hei de ter paciência na vida de comunidade.
Hei de exercitar-me na humildade.
Hei de fazer tudo por Deus e por Maria”.


São Rafael Arnáiz Barón
Notas de consciência
01 de janeiro de 1938



EN ESPAÑOL:



El voto – San Isidro

Voto de amar siempre a Jesús


“En la oración de esta mañana he hecho un voto. He hecho el voto de amar siempre a Jesús.

Me he dado cuenta de mi vocación. No soy religioso..., no soy seglar..., no soy nada... Bendito Dios, no soy nada más que un alma enamorada de Cristo. Él no quiere más que mi amor, y lo quiere desprendido de todo y de todos.

Virgen María, ayúdame a cumplir mi voto.

Amar a Jesús, en todo, por todo y siempre... Sólo amor. Amor humilde, generoso, desprendido, mortificado, en silencio… Que mi vida no sea más que un acto de amor.
Bien veo que la voluntad de Dios, es que no haga los votos religiosos, ni seguir la Regla de san Benito. ¿He de querer yo lo que no quiere Dios?

Jesús me manda una enfermedad incurable; es su voluntad que humille mi soberbia ante las miserias de mi carne. Dios me envía la enfermedad. ¿No he de amar todo lo que Jesús me envíe?

Beso con inmenso cariño la mano bendita de Dios que da la salud cuando quiere, y la quita cuando le place.

Decía Job, que pues recibimos con alegría los bienes de Dios, ¿por qué no hemos de recibir así los males? ¿Mas acaso todo eso me impide amarle?... No..., con locura debo hacerlo.

Vida de amor, he aquí mi Regla..., mi voto... He aquí la única razón de vivir.
Empieza el año 1938. ¿Qué me prepara Dios en él? No lo sé... ¿Quizás no me importe?... Menos ofenderle me da lo mismo todo... Soy de Dios, que haga conmigo lo que quiera. Yo hoy le ofrezco un nuevo año, en el que no quiero que reine más que una vida de sacrificio, de abnegación, de desprendimiento, y guiada solamente por el amor a Jesús..., por un amor muy grande y muy puro.

Quisiera mi Señor, amarte como nadie. Quisiera pasar esta vida, tocando el suelo solamente con los pies. Sin detenerme a mirar tanta miseria, sin detenerme en ninguna criatura. Con el corazón abrasado en amor divino y mantenido de esperanza.

Quisiera Señor, mirar solamente al cielo, donde Tú me esperas, donde está María, donde están los santos y los ángeles, bendiciéndote por una eternidad, y pasaron por el mundo solamente amando tu ley y observando tus divinos preceptos.

¡Ah!, Señor, cuánto quisiera amarte. ¡Ayúdame, Madre mía!.
He de amar la soledad, pues Dios en ella me pone.
He de obedecer a ciegas, pues Dios es el que me ordena.
He de mortificar continuamente mis sentidos.
He de tener paciencia en la vida de comunidad.
He de ejercitarme en la humildad.
He de hacer todo por Dios y por María”.


San Rafael Arnáiz Barón
Notas de conciencia
01 de enero de 1938



quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SÃO RAFAEL ARNÁIZ / SAN RAFAEL ARNÁIZ - Papel encontrado em um dos bolsos da sua túnica quando morreu





Papel encontrado em um dos bolsos da sua túnica quando morreu São Rafael Arnáiz Barón


Em um dos bolsos de seu hábito, escrito com lápis e muito desgastado, os monges encontraram, ao morrer Frei Maria Rafael Arnáiz Barón, um pequeno papel, um capítulo de faltas:


• Subir escada batendo pé. [Marcado]

• Não fazer saudação no Capítulo. [Marcado]

• Correr sem respeito na Igreja. [Marcado]

• Gestos durante o grande silêncio. [Marcado]

• Voltar a cabeça na Missa. [Marcado]

• Gestos falados com um professo. [Marcado]

• Não obedecer imediatamente à campainha. [Marcado]

• Equivocar-me no Coro, não fazer prostração. [Marcado]

• Dar mostras externas de impaciência. [Marcado]

• Perder tempo trabalho. [Marcado]

• Perder tempo olhar janelas. [Marcado]

• Perder tempo intervalos. [Marcado]

• Acenar exageradamente como leigo. [Marcado]

• Descuidado com quarto da enfermaria.

• Descuidado com fazer ruído na escada
e com as portas.

• Distrair-me no Coro e não fazer a tempo
as inclinações.


Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Pp.603-604



EN ESPAÑOL:



Papel encontrado en uno de los bolsillos de la túnica cuando murió San Rafael Arnáiz Barón


En uno de los bolsillos de su hábito, escrito con lápiz y muy estropeado, encontraron los monjes, al morir Rray María Rafael Arnáiz Barón, un pequeño papel, un capítulo de faltas:


• Subir escalera golpeando pie. [Tachado]

• No hacer saludo en Capítulo. [Tachado]

• Correr sin respeto en la Iglesia. [Tachado]

• Señas durante el gran silencio. [Tachado]

• Volver cabeza en Misa. [Tachado]

• Señas habladas con un profeso. [Tachado]

• No obedecer inmediatamente campana. [Tachado]

• Equivocarme Coro, no hacer postración. [Tachado]

• Dar muestras externas de impaciencia. [Tachado]

• Perder tiempo trabajo. [Tachado]

• Perder tiempo mirar ventanas. [Tachado]

• Perder tiempo intervalos. [Tachado]

• Accionar exageradamente como seglar. [Tachado]

• Descuidado con el cuarto de la enfermería.

• Descuidado con hacer ruido en la escalera
y con las puertas.

• Distraerme en el Coro y no hacer a tiempo
las inclinaciones.


Vida y Escritos del Beato Fray María Rafael Arnáiz Barón
Pp.603-604



quinta-feira, 15 de outubro de 2009

CANONIZAÇÃO/CANONIZACIÓN - SÃO RAFAEL ARNÁIZ – Com Rafael, afugentando “diabretes”, por Mons. José Ignacio Munilla - Parte I





Parte I

Com Rafael, afugentando “diabretes”

Por D. José Ignacio Munilla Aguirre, Bispo de Palencia


CIDADE DO VATICANO, sábado, 11 de outubro de 2009 (ZENIT.org) - Publicamos o artigo que escreveu D. José Ignacio Munilla Aguirre, Bispo de Palencia, por motivo da canonização do Irmão Rafael Arnáiz.

* * *

Chegou o ansiado dia 11 de outubro: a Canonização de nosso muito querido Irmão Rafael Arnáiz.

Rafael é, antes de tudo, nosso "amigo"; consequência lógica que se desprende de ser "santo", quer dizer, "amigo de Deus"... Não duvidemos de que ele pode ajudar-nos a "acertar" no caminho da vida. Sua história, seus anseios de felicidade e suas lutas interiores, se assemelham às nossas, muito mais do que imaginamos... As circunstâncias de nossa vida podem ser muito distintas, mas as batalhas que nos apresentam as tentações e os meios que temos para poder vencê-las, são basicamente os mesmos. Embora tenham se passado mais de setenta anos, e o estresse e o ruído que nos rodeiam, contrastem com a paz e o silêncio do claustro monacal, estamos basicamente ante os mesmos desafios.

Para demonstrá-lo, quero servir-me de um texto extraído das cartas do Irmão Rafael; uma passagem íntima e significativa, na qual nosso santo compartilha conosco sua luta contra o tédio e a falta de sentido da existência:

«Três da tarde de um dia chuvoso do mês de dezembro. É a hora do trabalho, e como hoje é sábado e faz muito frio, não se sai ao campo. Vamos trabalhar em um armazém onde se limpam as lentilhas, se descascam batatas, se cortam as couves, etc. A tarde que hoje padeço é turva e turvo me parece tudo. Algo me oprime o silêncio e parece que uns diabretes estão empenhados em aborrecer-me com uma coisa que chamo recordações... Em minha mãos colocaram uma faca e diante de mim um cesto com uma espécie de cenouras brancas muito grandes e que resultam em ser nabos. Eu nunca os havia visto ao natural, tão grandes... e tão frios... Que vamos fazer? Não há remédio a não ser descascá-los.

O tempo passa devagar e minha faca também entre a casca e a carne dos nabos que estou deixando lindamente descascados. Os diabretes seguem dando-me guerra. Que fiz deixando minha casa para vir aqui com este frio a limpar estes bichos tão feios?!! Verdadeiramente é algo ridículo isto de descascar nabos com essa seriedade de magistrado de luto.

Um diabrete pequenino e muito sutil desliza para dentro de mim e de maneira suave recorda-me a minha casa, meus pais e irmãos, minha liberdade, que deixei para encerrar-me aqui entre lentilhas, batatas, couves e nabos.

(...) O tempo transcorria com meus pensamentos, os nabos e o frio, quando de repente e veloz como o vento, uma luz potente penetrou em minha alma... Uma luz divina, coisa de um momento... Alguém que me diz: Que estou fazendo? Que estou fazendo? Virgem Santa! Que pergunta! Descascar nabos... Descascar nabos!... Para que?... E o coração dando um pulo responde meio enlouquecido: "Descasco nabos por amor..., por amor a Jesus Cristo"».


D. José Ignacio Munilla Aguirre
Bispo de Palencia


EN ESPAÑOL:


Parte I

Con Rafael, ahuyentando “diablillos”

Por Monseñor José Ignacio Munilla Aguirre, Obispo de Palencia

CIUDAD DEL VATICANO, sábado, 11 de octubre, de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos el artículo que ha escrito monseñor José Ignacio Munilla Aguirre, obispo de Palencia, con motivo de la canonización del hermano hermano Rafael Arnáiz, que celebrará Benedicto XVI en el Vaticano este domingo.

* * *

Ha llegado el anhelado 11 de octubre: la Canonización de nuestro muy querido hermano Rafael Arnáiz.

Rafael es, antes de nada, nuestro "amigo"; consecuencia lógica que se desprende de ser "santo", es decir, "amigo de Dios"... No dudemos de que él puede ayudarnos a "acertar" en el camino de la vida. Su historia, sus ansias de felicidad y sus luchas interiores, se asemejan a las nuestras, mucho más de lo que nos imaginamos... Las circunstancias de nuestra vida serán muy distintas, pero las batallas que nos presentan las tentaciones y los medios que tenemos para poder vencerlas, son básicamente los mismos. Aunque hayan pasado más de setenta años, y aunque el estrés y el ruido que nos envuelven, contrasten con la paz y el silencio del claustro monacal, estamos básicamente ante los mismos retos.

Para demostrarlo, me quiero servir de un texto extraído de las cartas del Hermano Rafael; un pasaje entrañable y emblemático, en el que nuestro santo comparte con nosotros su lucha contra el hastío y la falta de sentido de la existencia:

«Las tres de la tarde de un día lluvioso del mes de diciembre. Es la hora del trabajo, y como hoy es sábado y hace mucho frío, no se sale al campo. Vamos a trabajar a un almacén donde se limpian las lentejas, se pelan patatas, se trituran las berzas, etc. (...) La tarde que hoy padezco es turbia, y turbio me parece todo. Algo me abruma el silencio, y parece que unos diablillos, están empeñados en hacerme rabiar, con una cosa que yo llamo recuerdos... En mis manos han puesto una navaja, y delante de mí un cesto con una especie de zanahorias blancas muy grandes y que resultan ser nabos. Yo nunca los había visto al natural, tan grandes... y tan fríos... ¡Qué le vamos a hacer!, no hay más remedio que pelarlos.

El tiempo pasa lento, y mi navaja también, entre la corteza y la carne de los nabos que estoy lindamente dejando pelados. Los diablillos me siguen dando guerra. ¡¡Que haya yo dejado mi casa para venir aquí con este frío a mondar estos bichos tan feos!! Verdaderamente es algo ridículo esto de pelar nabos, con esa seriedad de magistrado de luto.

Un demonio pequeñito y muy sutil, se me escurre muy adentro y de suaves maneras me recuerda mi casa, mis padres y hermanos, mi libertad, que he dejado para encerrarme aquí entre lentejas, patatas, berzas y nabos.

(...) Transcurría el tiempo, con mis pensamientos, los nabos y el frío, cuando de repente y veloz como el viento, una luz potente penetra en mi alma... Una luz divina, cosa de un momento... Alguien que me dice que ¡qué estoy haciendo! ¿Que qué estoy haciendo? ¡Virgen Santa! ¡Qué pregunta! Pelar nabos..., ¡pelar nabos!... ¿Para qué?... Y el corazón dando un brinco contesta medio alocado: "Pelo nabos por amor..., por amor a Jesucristo"».


Mons. José Ignacio Munilla Aguirre
Obispo de Palencia