sábado, 21 de fevereiro de 2009

Palavras de um parente de Rafael, 2ª parte




Palavras de um parente de Rafael, 2ª parte

Escrito por Bruno, do Blog Religión en Liberdad

O Irmão Rafael, por fim Santo!

(continuação)

“Como era aquele jovem de 19 anos que foi para a capital estudar na Universidade? Era de estatura média, bem vestido sempre, não por vaidade mas como reflexo de um profundo sentido estético e cultural. Seus gestos simples não careciam de sóbria elegância. Risonho, amigável, de boa conversa, enamorado de tudo o que era arte, sabia também buscar momentos de solidão e silêncio. Popular entre as moças, conservou seus ideais de pureza e castidade, que seguia cultivando uma ordem pessoal referente a Deus, e um respeito ao sentido e dignidade da vida humana.

‘Quanto mais tentações tenha, mais firme estarei no caminho, porque por trás de mim está Nossa Senhora’.

Ele teve essa humildade que dispõe à sabedoria e à graça de Deus, a Quem sempre buscou. E encontrando-Lhe, correspondeu deveras, constituindo-se em um testemunho vivo da fé.

‘Feliz em meu nada e ditoso em meu Tudo que é Jesus’.


Algo a destacar pelas pessoas que lhe conheceram foi o seu olhar, atento, amável, mas que por momentos era como se perdesse no infinito.


‘A alma olha ao longe buscando a única vida que espera em um mar de esperanzas seja melhor’


Em geral, foi um jovem de seu tempo, com qualidades físicas e morais, mas
especialmente com altos ideais e muito amor, primeiro a Deus e, em Deus, ao próximo e a toda a criação.

‘Amar muito a Deus, amar muito a Maria; olhar ao céu, cantar, tornar-se louco’.


Uma das tantas definições do que é a Arquitetura, de alguém reconhecido para aquele momento, pode ilustrar sobre o porque do entusiasmo desta arte/ciência: ‘A Arquitetura é um feito plástico, é o jogo sábio, correto, magnífico dos volumes debaixo da luz...Mas além da utilidade, do conforto..., é a arte do sentido mais elevado, é ordem matemática, é teoria pura, harmonia completa graças à exata proporção de todas as relações’(Le Corbusier, 1929).


‘Na harmonia da criação, cada homem, cada coisa, segue o curso traçado por Deus’.

Rafael se matricula na ‘Escola Técnica Superior de Madri’ (ETSAM), fundada em 1844, a mais antiga da Espanha. Naquela época e até 1936, ocupou uma parte do Edifício dos Reais Estudos de San Isidro, na rua em que estudava. É curioso, pois um dia deixou aquele edifício de San Isidro, depois de quase 4 anos, para entrar em outro de nome similar, o da Trapa de San Isisdro (ou Isidoro), onde morreu.


’Senhor, não posso deter-me; tenho que seguir até Ti’.

Já como estudante, em seu dia a dia, mantuve a relação já estabelecida com Deus; estando no mundo, não foi do mundo. Continuou com a oração pessoal que cultivou desde pequeño, frequentou o Sacrário e a Adoração Noturna.


'Cristo está no Sacrário e não faz mais que esperar que Seus filos vão estar com Ele um pouco’.


Se inscreve também na Congregação Mariana de Madri, pelo carinho que professava à Virgem.

‘Quanta ternura tem essa Divina Mãe!’


Vivia sozinho em uma pensão na Praça El Callao. Madri não era uma cidade fácil e ele chega a ela no momento dos últimos intentos da monarquia de perdurar e no meio de toda a agitação política e social que acompanhou à República, com seu ideal de progresso. Rafael, à luz do que via, escreverá:


‘O progresso sem Deus é ruído que aturde’ ".


(continua)


Nenhum comentário:

Postar um comentário